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Coreia do Norte bate a França na decisão do Mundial Feminino Sub-20
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Celso de Miranda

De virada, a Coreia do Norte venceu a França por 3-1 nesse sábado em Papua Nova Guiné e conquistou pela 2ª vez em sua história o título da Copa do Mundo Sub-20 Feminina.

A França, porém saiu na frente com um gol de Graça Geyoro logo aos 17': a meia aproveitou a falha da goleira Myong Sun, que não segurou a falta cobrada pela atacante Maelle Garbino.

As norte-coreanas empataam ainda no primeiro tempo numa jogada rápida de contra-ataque: So Hyang lançou Phyong Hwa em profundidade pela esquerda e a atacante cruzou na pequena área para Jong Sim, que se antecipou à zagueira Thea Greboval e completou diante da goleira Mylene Chavas (30').

Coreia do Norte: 2 títulos em 1 mês

Coreia do Norte: 2 títulos em 1 mês

No início do segundo tempo, as asiáticas viraram o jogo: após uma cobrança de falta Hwa marcou de cabeça (54').

No final da partida, a árbitra Jana Adamakova, da República Checa, marcou pênalti da zagueira Hawa Cissoko em Hwa: Jo So Yon cobrou e definiu o placar (87').

O título ficou em boas mãos: além de bater o Brasil por 4-2 e vencer o Grupo A, a Coreia do Norte eliminou Espanha, nas quartas, e os EUA na semifinal (2-1).

A partida foi de certa forma uma revanche da final da Copa do Mundo Sub-17 Feminina do Azerbaijão em 2012, quando os franceses derrotaram os norte-coreanos em uma disputa de pênaltis: 14 jogadoras das duas equipes participaram daquela partida.

Ueno garantiu 3a colocação para o Japão

Ueno: artilheira da Copa garantiu 3ª colocação para o Japão

É o 2º título mundial da Coreia do Norte em pouco mais de 1 mês: em outubro a seleção feminina Sub-17 venceu a Copa do Mundo da categoria, disputado na Jordânia.

Terceiro
Mais cedo, na outra partida no Estádio Port Moresby, o Japão, que eliminou o Brasil nas quartas-de-final (3-1) garantiu o 3º lugar com uma vitória sobre os EUA.

Apesar da exibição dominante, as japonesas só definiram o placar aos 87', com Mami Ueno, que terminou como artilheira do torneio, com 5 gols.

O torneio existe desde 2002 e acontece de 2 em 2 anos: das 8 edições, Alemanha e EUA venceram 3 vezes cada e a Coreia do Norte, que havia vencido em 2006, na Rússia, conquistou seu 2º título.


Marta é finalista ao Prêmio de Melhor do Mundo, mas alemã é favorita
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Celso de Miranda

Depois de ficar de fora da lista em 2015, a atacante Marta volta a figurar entre as finalistas ao Prêmio de Melhor Jogadora do Ano anunciadas pela FIFA nessa sexta-feira.

Essa é a 12ª vez em 13 anos, que a brasileira é listada entre as 3 melhores do mundo.

Marta: de volta entre as mulheres

Marta: de volta entre as melhores

Cinco vezes vencedora do Prêmio, a brasileira disputa a coroa com a norte-americana Carli Llyod, que recebeu o prêmio em 2015, e com a alemã campeã olímpica Melanie Behringer.

Chuteira de Ouro (artilheira) das Olimpíadas do Rio, com 5 gols, a meia Behringer, 31 anos, pinta como a favorita, depois da excelente temporada com seu clube, o Bayern de Munique.

O time além de vencer a Frauen-Bundesliga, conquistou uma inédita classificação para as quartas-de-final da Liga dos Campeões da UEFA, onde enfrenta o Paris Saint-Germain, em dois jogos que acontecem em março (nos dias 22 e 29).

Com a seleção, além medalha de ouro, Behringer ajudou a Alemanha a avançar com 100% de aproveitamento para a fase decisiva das Eliminatórias da Euro'17, na Holanda.

Ouro na Rio 2016, a meia do Bayern é favorita

Artilheira da Alemanha na Rio 2016, a meia do Bayern é a favorita

Por fora
Apesar de cair nas quartas dos Jogos Olímpicos – diante da Suécia ,nos pênaltis – a camisa 10 do Houston Dash, Carli Lloyd vencedora do prêmio no ano passado, mais uma vez se destacou entre as estrelas do time líder do ranking da FIFA, marcando 17 gols pela seleção norte-americana na temporada.

Outra que amargou grande decepção na Rio 2016, Marta, aos 30 anos, mais uma vez foi o destaque do time brasileiro, que ficou com o 4º lugar na competição: apesar das derrota na semifinal (para a Suécia) e na disputa da medalha de bronze para o Canadá, a atacante conseguiu cativar a nação com gols e atuações apaixonadas.

Com o Rosengård, a jogadora vive boa fase, marcando os gols decisivos na conquista da Liga e da Copa da Suécia e está nas quartas-de-final da Liga dos Campeões, onde enfrenta o Barcelona.

A vencedora será escolhida pelos técnicos e capitães das seleções, bem como representantes da mídia durante evento em Zurique, no dia 9 de janeiro de 2017.

 


Brasileiro marca dois na 1ª partida da decisão da Liga dos Campeões da Ásia
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Celso de Miranda

O atacante Leonardo marcou duas vezes e o Jeonbuk Hyundai Motors, da Coreia do Sul, venceu de virada (2-1) o Al Ain, dos Emirados Árabes Unidos, na primeira partida da decisão da Liga dos Campeões da Ásia, nesse sábado.

 

Depois de um primeiro tempo sem gols, os visitantes abriram o placar aos 63' depois de uma jogada de Omar Abdulrahman: o astro do time cortou pela direita e cruzou para o colombiano Danilo Asprilla, que dominou e bateu com estilo no ângulo do goleiro de Kwoun Sun-Tae.

Impulsionado pelos mais de 42 mil torcedores, que lotaram no Estádio Jeonju World Cup, o time da casa respondeu em grande estilo, apenas 7 minutos depois.

De costas para o gol, o brasileiro Leonardo recebeu a bola do lado esquerdo da grande área, cortou para o meio e acertou um chute preciso para empatar a partida.

Decisivo: brasileiro marcou duas vezes na final

Decisivo: brasileiro marcou duas vezes na final

O gol da virada foi de pênalti, aos 77': o zagueiro Mohamad Fayez derrubou Kim Shin-Wook na área e o brasileiro bateu bem, deslocando o goleiro Khalid Eisa.

Números
Aos 30 anos,  o brasileiro está em sua 5ª temporada no Jeonbuk Motors. Formado na Desportiva Ferroviária (ES), o atacante passou 6 temporadas na Grécia, onde atuou no Thrasyvoulos, Lavadiakos e no AEK.

Leonardo marcou seu 10º gol na competição e assumiu a vice-liderança da artilharia, atrás apenas de outro brasileiro, Adriano Michael Jackson, do FC Seoul (13).

A partida de volta acontece no próximo sábado, dia 26, no Estádio Hazza Bin Zayed, em Abu Dhabi.

As duas equipes buscam o título pela 2ª vez: o Jeonbuk venceu em 2006 e pode dar o 11º título a uma equipe sul-coreana.

Única equipe dos EAU a vencerem a Liga dos Campeões da Ásia, o  Al Ain levantou o título em 2003.


Feminino: Bayern, PSG e Wolfsburg nas 4as de final da Liga dos Campeões
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Celso de Miranda

Paris Saint-Germain, Bayern e Wolfsburg venceram seus jogos e confirmaram nessa quinta-feira as últimas 3 vagas nas 4as. de final da Liga dos Campeões Feminina.

Eles se juntam Barcelona (ESP), Fortuna Hjørring (DEN), Lyon (FRA), Manchester City (ENG) e Rosengård (SWE), que já haviam garantido vaga na quarta-feira.


All Goals UEFA Women's Champions League Round 2… por sofiene-l

O PSG goleou o BIIK-Kazygurt (4-1), no Estádio Charlety, em Paris e fechou o confronto com um 8-1 no placar agregado.

Destaque da partida, a atacante Ouleymata Sarr, de 21 anos, marcou duas vezes: Shirley Cruz Traña e Marie-Laure Delie também marcaram.

Primeira equipe cazaque a chegar às 8as. de final do torneio, o BIIK já está garantida na edição 2017/18 como campeão nacional dessa temporada.

PSG: de volta às 4as de final

PSG: de volta às 4as de final

Primeira vez 
Depois de vencer a primeira partida por goleada, as representantes alemãs não tiveram dificuldades para avançar: mesmo jogando em Khimki, na Rússia, o Bayern repetiu o placar da semana passada e venceu o Rossiyanka por 4-0 (8-0 agregado).

Com a vitória, o Bayern – atual campeão da vai disputar as 4as-de-final pela primeira vez em sua histórias

Em casa, as atuais vice-campeãs do Wolfsburg venceram as suecas do Eskilstuna por 3-0, fechando o confronto em 8-1 no agregado.

Bayern: festa nos bastidores

Bayern comemora classificação inédita para as 4as. de final

Na quarta, 5 confrontos já haviam definido os primeiros classificados:
Brøndby 1-1 Manchester City (agr: 1-2)
Zürich 0-9 Lyon (agr: 0-17)
Rosengård 3-0 Slavia Praha (agr: 6-1)
Twente 0-4 Barcelona (agr: 0-5)
Fortuna Hjørring 3-1 Brescia (agr: 4-1)

>> O sorteio dos confrontos das 4as. de final acontece em Nyon (SUI), na próxima sexta-feira, dia 25.


Liga dos Campeões Feminina: Barça, City e Lyon avançam às 4as de final
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Celso de Miranda

A brasileira Andressa Alves marcou o 2º e o Barcelona, que já havia vencido em casa por 1-0 voltou a bater o Twente na Holanda (4-0) e avançou para as quartas de final da Liga dos Campeões Feminina.

Manchester City, Lyon, Rosengård e Fortuna também garantiram na tarde dessa quarta-feira vagas nas quartas de final das Liga dos Campeões Feminina.

A maior vantagem nos confrontos dessa fase foi do Lyon, que goleou Zurich nessa quinta no Stadion Letzigrund, em Zurique, por 9-0. O atual campeão da competição já havia vencido as estreantes suíças na semana passada em casa por 8-0.

Reserva de luxo, Lavogez entrou e marcou duas vezes

Reserva de luxo, Lavogez entrou e marcou duas vezes

Apesar de 7 jogadoras diferentes terem marcado, o destaque foi a jovem atacante Claire Lavogez, de 22 anos, que entrou apenas no 2º tempo (60'), no lugar da melhor jogadora da Europa na temporada, a artilheira norueguesa Ada Hegerberg, e ainda marcou duas vezes.

O Rosengård também avançou sem dificuldades, eliminando do Slavia Praha: depois de vencer a primeira partida por 3-1, o time da brasileira Marta venceu por 3-0 no Malmö Idrottsplats.

Rodada se completa na 5a. com mais 3 jogos

Rodada se completa na 5ª com mais 3 jogos

Nessa fase, a classificação mais equilibrada foi a do City: depois de vencerem em casa por 1-0, as inglesas empataram nessa quarta com o Brøndby (1-1), na Dinamarca.

Favoritas
Nessa quinta, o Bayern enfrenta Rossiyanka, em Khimki, na Rússia: na semana passada, em Munique, as alemãs golearam por 4-0.

Barcelona: 2a temporada seguida entre as 8 melhores da Europa

Barcelona Femení: 2ª temporada seguida entre 8 melhores da Europa

As atuais vice-campeãs do Wolfsburg também joga em vantagem diante do Eskilstuna United, da Suécia: na semana passada as alemeãs no AOK Stadium: na semana passada, na Suécia, as alemãs venceram por 5-1.

Na 3ª partida da quinta-feira, o Paris Saint-Germain recebe o BIIK-Kazygurt: na semana passada, jogando no Cazaquistão as francesas venceram por 3-0.


Com um gol do veterano Rafael Marquez no final, México vence os EUA
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Celso de Miranda

Com uma cabeçada perto do apito final, o zagueiro Rafael Marquez pôs fim à ''maldição de Columbus'' e deu a vitória ao México sobre os Estados Unidos no início do hexagonal decisivo das Eliminatórias da CONCACAF para a Copa do Mundo da Rússia.

A vitória do México quebrou um tabu histórico: o time não vencia uma partida oficial dos Estados Unidos como visitante havia 42 anos.

Nos últimos 15 anos, em jogos das Eliminatórias, El Tri havia sido derrotada nas 4 vezes sempre em Columbus (Ohio) e sempre  pelo mesmo placar (2-0), num tabu que já ficara conhecido como 'fantasma do Dos-a-Cero'.

Dessa vez, nem o frio de 3º ajudou os norte-americanos, que não perdiam uma partida das eliminatórias a 30 jogos: foram 28 vitórias e 2 empates.

Jogo
O México abriu o placar ainda no primeiro tempo: o lateral esquerdo Miguel Layun, do Porto, marcou aos 20', num chute da entrada da área, que ainda desviou em Matt Besler antes de entrar.

 

Bobby Wood empatou para o time da casa logo no início do segundo período: o atacante do Hamburgo marcou aos 49', depois de receber passe de Jozy Altidore.

Depois de boas chances de lado a lado, o gol da vitória saiu na cobrança de um escanteio: Layun cobrou da esquerda e o veterano Rafa Marquez desviou no primeiro pau.

Após a partida, o  Juan Carlos Osório, o técnico colombiano da seleção mexicana agradeceu o apoio do torcedor e dedicou a vitória a todo o povo mexicano ''espalhado'' pelo mundo

Os poucos torcedores mexicanos fizeram a 'fiesta'

Os poucos torcedores mexicanos fizeram a 'fiesta'

Visitantes
Nos outros dois jogos da rodada, os visitantes também se deram bem: o Panamá venceu Honduras no Estádio Olímpico em San Pedro Sula (0-1) e a Costa Rica bateu Trinidad & Tobago, no Hasely Crawford Stadium, em Port of Spain (0-2).

Na próxima terça-feira, dia 15, o México enfrenta o Panamá, no Estadio Rommel Fernandez em Panama City e os EUA enfrentam a Costa Rica no Estádio Nacional em San Jose.

Honduras e Trinidad & tobago jogam em San Pedro: nessa fase, as 6 seleções farão jogos de ida e volta e as 3 melhores têm vaga direta na Copa do Mundo: a 4ª melhor seleção ainda terá a chance de se classificar disputando um playoff contra o campeão das Eliminatórias da Oceania.

 


Eliminatórias: EUA e México se enfrentam na esteira da eleição de Trump
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Celso de Miranda

As tensões antes de um jogo de futebol entre Estados Unidos e México sempre são grandes, mas características incomuns cercam a partida nessa sexta-feira, dia 11, na abertura do hexagonal decisivo das Eliminatórias da CONCACAF para a Copa do Mundo.

Os dois maiores rivais do continente se enfrentam apenas 3 dias após a eleição de Donald Trump reconhecido pela incendiária retórica xenófoba, sobretudo direcionada à imigração de mexicanos como 45º presidente dos EUA.

Trump abertamente denegriu os imigrantes mexicanos, a quem chamou entre outras coisas de 'estupradores' e 'traficantes' e durante meses de campanha prometeu a deportação em massa de mexicanos dos Estados Unidos criando um cenário, que poderia facilmente  elevar a temperatura de uma rivalidade que já teve seu quinhão de incidentes desagradáveis.

Nos últimos jogos, torcedores mexicanos têm sido criticados por vaiarem ostensivamente o hino dos EUA, enquanto mensagens e cantos racistas e símbolos anti-mexicanos foram vistos e ouvidos entre os torcedores norte-americanos nas arquibancadas.

Desde 2015, a imagem do político do Partido Republicano têm sido associadas a essa famosa rivalidade: tanto a TV Azteca, quanto a FoxSports usaram trechos de suas declarações em vídeos para promover, em outubro passado a partida entre as duas seleções.

O capitão dos EUA Michael Bradley falou sobre o impacto das eleições nos EUA na entrevista coletiva de quarta-feira: ''Tudo que aconteceu nos últimos meses criou uma camada adicional para esse jogo,'' disse meio-campista do Toronto FC.

''Eu entendo a polarização causada pelas declarações políticas de lado a lado, mas o mais importante é que no estádio haja respeito entre todas as pessoas, independentemente de serem norte-americanos, mexicanos, homens, mulheres ou crianças,'' disse o volante do Toronto FC.

Em entrevista ao canal Univision o atacante mexicano Javier 'Chicharito' Hernandez concorda que a eleição de Trump acrescentou um elemento especial ao clássico contra os EUA: ''Vamos dar tudo nesse jogo,'' disse.

''Há momentos em que as coisas não saem como você queria, a terça-feira podia ter sido mais feliz para todos os latinos, mas a vida continua,'' comentou o jogador do Bayer Leverkusen.

Hernandez ressaltou que a equipe está ciente que a partida é apenas um evento esportivo, mas afirmou que espera que uma vitória sobre o rival se torne um motivo de alegria para os mexicanos que vivem nos Estados Unidos e que os ajudem a enfrentar esse momento de incerteza.

''Infelizmente, foi a decisão tomada por esse país e devemos enfrentá-la,'' afirmou. ''Espero que nosso time possa dar alguma alegria às pessoas e ajudar a superar esses maus momentos e sentimentos ruins.''

O veterano goleiro norte-americano Tim Howard, do Colorado Rapids se esquivou das perguntas sobre o assunto, limitando-se a dizer que não votou, mas que se tivesse votado não teria sido em Trump.

Chicharito: "jogo especial"

Chicharito: alegria num momento difícil

O zagueiro da seleção dos EUA Omar Gonzalez, de ascendência mexicana, disse que a rivalidade é natural entre dois grupos que perseguem um mesmo objetivo, mas que espera uma disputa respeitosa.

''Eu não odeio o México, mas eu não quero perder para eles'', disse ele. ''Eu sou um mexicano-americano, tenho um monte de familiares e amigos no México. Este jogo é muito importante para mim. Então, eu não odeio os mexicanos, pelo contrário eu respeito muito o futebol, os torcedores bem como todos os mexicanos.''

''Apesar de os ânimos às vezes saírem de controle nos últimos, não creio que haja qualquer má vontade entre os jogadores de lado a lado'', afirmou o jogador que atualmente atua no Pachuca.

Gonzalez admite que em Columbus os jogadores esperam uma vantagem em jogar em casa, que eles raramente têm em outros lugares do país: ''Não é o maior estádio, mas é o nosso caldeirão'', disse. ''A proximidade da torcida e o clima são ótimos para o jogador.''

Minoria
As tensões têm aumentado entre os dois rivais futebolísticos: 32 prisões foram feitas e 17 torcedores foram retirados do estádio por brigar após o último encontro entre as duas equipes, em outubro de 2015, no Rose Bowl, no jogo que classificou o México para a Copa das Confederações de 2017.

Michael Bradley e Omar Gonzalez foram dois dos 26 convocados por Jürg ...

Bradley e Gonzalez: 2 dos convocados para enfrentar o México

Entre as autoridades de Columbus, há um medo real de que a retórica que Trump durante a eleição possa encontrar eco entre radicais nas arquibancadas e ruas ao redor do estádio, tendo como alvo os torcedores mexicanos, que vão estar em minoria em Ohio.

De acordo com o tenente Marc Dopp, da divisão de eventos especiais do Departamento de Polícia de Columbus, os jogos entre EUA e México já tem uma operação de segurança complexa e dessa vez a não será diferente. Dopp, no entanto não deu detalhes ou números sobre o trabalho da polícia.

Mesmo com a popularidade do futebol aumentando nos Estados Unidos e torcedores de Seattle, ou Kansas City ansiando para receber uma partida contra o México, a Federação dos EUA programou o encontro o estádio do Columbus Crew, que comporta apenas 23.665mil torcedores e que receberam as partidas entre as duas seleções pelas últimas 4 Eliminatórias, desde 2001: coincidentemente, os EUA venceram todas pelo placar de 2-0.

Muito além da coincidência numérica, porém a escolha de Columbus tem justificativas naturais: em primeiro lugar, os jogos acontecem nos meses de inverno no Hemisfério Norte.

E além do clima frio o estado de Ohio – de menor influência de imigrantes e distante da fronteira – é relativamente inconveniente para o grande número de torcedores pró-México presentes em muitas outras cidades norte-americanas.

''Nós certamente poderíamos ganhar mais com ingressos em estádios maiores,'' disse Sunil Gulati, presidente da US Soccer. ''Mas esse não é um jogo amistoso e a equação leva em consideração muito mais coisas que o número de acentos vendidos.''

Para Gulati, o ambiente em Columbus é um impulso para sua seleção: ''Temos muita confiança em jogar aqui, onde nós tivemos boas performances no passado e sempre contamos com grande apoio da torcida.''

''O clima também tem seu papel, claro'', concorda o dirigente. ''Faz parte do jogo: quando vamos no México enfrentamos a altitude e a  norte-americanos começaram a ter um modesto sucesso no futebol, que sempre foi muito mais importante culturalmente no México.

Só vitórias

Só vitórias: EUA nunca perderam para o México em Columbus

História
A história do confronto entre as duas seleções tem 3 períodos bem distintos: primeiro, entre os anos 1930 e 1985 foram os anos de predomínio do México, que venceu 22 dos 27 jogos. Houve ainda 3 empates e apenas duas vitórias dos EUA.

O período entre 1985 e 1999 foi marcado pelo equilíbrio, com 5 vitórias do México, 6 empates e 3 vitórias dos EUA. A partir de 1999 e até hoje, no entanto os norte-americanos viraram o jogo, vencendo a maioria dos confrontos: foram 13 vitórias, 5 empates e 6 derrotas, incluindo a primeira em vitória dos EUA em solo mexicano, já sob a direção de Jurgen Klinsmann, por 1-0 em 2011.

Porém, é o México que comemora as mais recentes conquistas sobre o rival, e ambas em solo norte americano, no ano passado: primeiro o time venceu a CONCACAF Gold Cup, em julho, batendo a Jamaica na final, e depois, em outubro, venceu o rival por 3-2, na prorrogação, no confronto direto por uma vaga na Copa das Confederações da Rússia.

As tensões entre as duas equipes vêm aumentando ao longo dos anos, com as duas seleções lutando pela supremacia e decidindo os principais torneios da CONCACAF: 32 prisões foram feitas e 17 torcedores foram retirados do estádio por brigar após o último encontro entre as duas equipes, em Los Angeles em outubro de 2015, no jogo que classificou o México para a Copa das Confederações de 2017.

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'American Outlaws': organizada contra estrangeiros

Parte do problema é desportivo e é normalmente visto em rivalidades em todas as regiões do mundo, em jogos entre Brasil e Argentina, Inglaterra e Escócia, por exemplo.

Mas outra parte é um reflexo de que em muitas comunidades norte-americanas os imigrantes mexicanos e seus descendentes ainda serem alvos dos discursos políticos xenófobos, principalmente num cenário de recessão global prolongada.

O esporte sempre tenta fingir que é apolítico, mas na realidade quando as seleções de dois países que têm compartilhado uma história controversa se enfrentam apenas 3 dias depois de uma eleição presidencial que levou a tantas polêmicas não é surpresa que o jogo produza reações que extrapolam o campo de jogo.

Torcedores norte-americanos e mexicanos vão gritar e torcer como sempre e podem achar que tudo é apenas uma brincadeira,  mas é provável que as palavras que músicas que decidirem cantar ou aquilo que resolverem escreverem em suas faixas durante o jogo sejam levados mais a sério nessa sexta-feira.

Eliminatórias
Nessa fase, 6 equipes disputam 3 vagas diretas para a Rússia 2018. Na próxima terça, 15, os Estados Unidos voltam a campo contra a Costa Rica, no Estádio Nacional em San Jose.

Na quarta, o México enfrenta o Panamá, na Cidade do Panamá, na


Toronto e LA Galaxy vencem na abertura dos playoffs da MLS
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Celso de Miranda

O Toronto FC e LA Galaxy venceram nessa quarta-feira na abertura dos playoffs da MLS e avançaram para as semifinais de conferência.

Na Conferência Leste, depois de 9 anos o time canadense voltou a receber uma partida dos playoffs em casa, no BMO Field, e, finalmente, conseguiu sua primeira vitória na história da pós-temporada: 3-1 sobre o Philadelphia Union.

O italiano Sebastian Giovinco abriu o placar logo aos 15' e Jonathan Osorio ampliou no último lance do primeiro tempo (48'). No segundo, Alejandro Bedoya diminuiu (72'), mas o artilheiro Jozy Altidore fechou o placar para o time da casa aos 85'.

Giovinco abriu o placar no BMO Field

Giovinco abriu o placar no BMO Field

No Oeste, o LA Galaxy maior vencedor da MLS venceu o Real Salt Lake por 3-1 no StubHub Center.

Todos os gols saíram ainda no primeiro tempo: o jovem Alan Gordon abriu o placar para o time da casa (14') e o equatoriano João Plata empatou cobrando pênalti Emmanuel Boateng em Javier Morales (20') .

O ganês de 22 anos, porém se redimiu da falta e marcou os dois gols que decidiram o placar aos 26' e 34'.

Semifinais
Nas semifinais de Conferências, que acontecem nesse domingo, dia 30, o LA vai enfrentar o 2º colocado na temporada regular Colorado Rapids nas semifinais da Conferência Oeste: o jogo de ida acontece em Los Angeles.

Já o Toronto enfrenta o New York City FC. As partidas de volta acontecem no outro domingo, dia 6 de novembro.

Nessa quinta, o DC United enfrenta o Montreal Impact (Leste) e o Seattle Sounders recebe o Sporting KC (Oeste) para definir os  adversários de FC Dallas e NY Red Bulls nas outras duas semifinais.


Mourinho pode ser punido por comentários sobre árbitro da Premier League
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Celso de Miranda

O técnico José Mourinho, do Manchester United foi acusado pela Federação Inglesa (FA) de má conduta pelos comentários que fez sobre o árbitro Anthony Taylor designado para a partida Liverpool e Manchester United, em Anfield, disputada na segunda-feira 17 de outubro pela 8ª rodada, e que terminou num empate sem gols.

comentou em frente a nomeação de Anthony Taylor da viagem de Manchester Untied para Liverpool

Mourinho comentou a escolha de Taylor para o jogo do Manchester United em Liverpool

''Eu acho que o Sr. Taylor é um bom árbitro, mas acho que com toda essa pressão sobre ele eu sinto que vai ser difícil para ele ter um desempenho muito bom'', disse Mourinho na época.

Os técnicos são proibidos pelas regras da FA de fazer quaisquer comentários – positivos ou negativos – sobre os árbitros antes dos jogos.

O ex-árbitro e chefe do Comitê de Arbitragem Keith Hackett diz que os comentários de Mourinho ''foram impróprios e trouxeram descrédito para a partida.''

O treinador tem até segunda-feira 31 de outubro para apresentar sua defesa: antes disso, porém, o time que venceu o Manchester City, ness quarta-feira pela Copa da Liga Inglesa, enfrenta o Burnley, nesse sábado no Old Trafford.

Má conduta
Numa situação semelhante na última temporada, quando era técnico do Chelsea, Mourinho foi julgado após por afirmar, antes da partida contra o Stoke City, que os árbitros estavam com ''medo'' de tomar decisões a favor de seu time.

Na ocasião Mourinho foi suspenso por uma partida e multado em £ 50 mil (R$ 191,5 mil).

Ainda na temporada 2015/15, o português acabou no tribunal após discutir e xingar o árbitro Jon Moss, na derrota do Chelsea para o West Ham (2-1), em outubro de 2015.

Julgado, Mourinho que corria o risco de ser banido dos estádios ingleses, foi multado e pegou sursis – uma espécie de pena condicional, que expirou em 13 de outubro de 2016, apenas 3 dias antes de seus comentários sobre Taylor.

 


Coreia do Norte bate Japão e vence Copa do Mundo Feminina Sub-17
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Celso de Miranda

Após um empate sem gols a Coreia do Norte venceu o Japão nos pênaltis (5-4) e conquistou, nessa sexta-feira, a Copa do Mundo Feminina Sub-17, na Jordânia, tornando-se tonou a primeira bicampeã da história da competição.

A meia Rio Kanekatsu foi a única jogadora a errar, cobrando para fora a 4ª cobrança japonesa: Kim Pom-Ui marcar o gol que definiu a vitória das norte-coreanas, que já haviam vencido o torneio pela primeira vez há oito anos na Nova Zelândia.

Nessa edição, a Coreia do Norte encerrou sua campanha invicta, com 4 vitórias (incluindo o 1-0 sobre o Brasil, na fase de grupos) e 2 empates.

Vencedor do seu grupo com 3 vitórias, o Japão fez campanha ainda melhor com 5 vitórias e 1 empate.

Mais cedo, a Espanha goleou a Venezuela por 4-0 e ficou com o 3º lugar.

Só elas: Coreia do Norte se tornou única seleção a vencer Copa Feminina Sub-17

Só elas: Coreia do Norte se tornou única seleção a vencer Copa Feminina Sub-17

Prêmios
Após a partida foram anunciados e entregues os prêmios de ''Luva de Ouro'' (Melhor Goleira), para a espanhola Noella Ramos, Chuteira de Ouro'' (Artilheira), para outra espanhola, a atacante Lorena Navarro.

A ''Bola de Ouro'' (de Melhor jogadora) ficou com a japonesa Fuka Nagano, que como capitã de sua seleção recebeu ainda o prêmio FIFA de Fair Play.