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Arquivo : setembro 2014

Willian, o melhor brasileiro na Europa
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Celso de Miranda

Foi meio sem jeito, até meio constrangido que o meia-atacante Willian, comemorou o gol que fez nesse sábado, na vitória do Chelsea por 3 a 0 sobre o Aston Villa, pela 6ª rodada do Campeonato Inglês.

Ele pode até der dado sorte para deixar a sua marca, mas não faltaram motivos para o brasileiro comemorar ao final da partida: além da assistência para o gol do compatriota Oscar (o primeiro), Willian ainda participou do outro gol, marcadopor Diego Costa.

Willian: destaque no melhor time da Europa no momento

Willian: o melhor brasileiro atuando no melhor time da Europa no momento

“Fico feliz por ter participado de todos os gols do jogo. Isso me dá mais confiança para poder continuar crescendo e evoluindo a cada partida”, disse Willian. “Mas preciso destacar a boa atuação de todos os meus companheiros, de todos mesmo, sem exceção. O time jogou muito bem.”

Com o resultado, o Chelsea se manteve na liderança isolada da competição, com 16 pontos, três à frente do Southampton e cinco a mais do que o Manchester City.

Clássicos
O Chelsea terá agora duas partidas difíceis pela frente: primeiro, diante do Sporting, na próxima terça-feira, em Portugal, pela Liga dos Campeões. Depois, no domingo, joga o clássico de Londres diante do Arsenal, em Stamford Bridge.

“Precisamos encarar esses jogos como duas decisões, pois jogando no Chelsea, nossa ideia é sempre estar bem tanto na Liga dos Campeões quanto no Campeonato Inglês”, diz Willian. “Na Champions, depois do empate em casa contra o Schalke, o clube e os torcedores esperam uma vitória em Lisboa. E, no domingo, bom… Precisamos vencer o clássico contra o Arsenal, ainda mais na nossa casa.”

No outro jogo do Grupo G, o Schalke recebe o Maribor em Gelsenkirchen.


Pela 3ª vez em um ano, CSKA sob investigação por causa de racismo
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Celso de Miranda

A UEFA está novamente investigando o CSKA Moscou por conta do comportamento racista de seus torcedores na estreia do time na Liga dos Campeões, na semana passada, diante da Roma: é a 3ª vez em menos de um ano.

Segundo o comunicado oficial da UEFA, emitido nessa terça, o campeão russo enfrentará ainda acusações por conta da desordem que os torcedores provocaram durante a derrota por 5-1 em Roma, no dia 17.

Os torcedores russos entraram a polícia de choque no Estádio Olímpico e o jogo foi interrompido por dois minutos no segundo tempo.

Partida no Estádio Olímpico de Roma ficou interrompida por 2min

Partida no Estádio Olímpico de Roma ficou interrompida por 2 minutos

O Conselho Disciplinar da entidade vai julgar o caso no dia 3 de outubro. Como é reincidente, o CSKA que já foi multado, já teve jogos sem torcida, agora pode perder o mando de jogo e até ser eliminado da competição.

Teimoso
O CSKA Moscou foi acusado de comportamento racista por conta de seus torcedores em três de seus últimos cinco jogos na principal competição da Europa.

Tanto que, na próxima terça-feira, quando faz seu primeiro jogo em casa na temporada, o time cumpre punição por infrações cometidas na última temporada: no jogo diante do Bayern de Munique, a Arena Khimki estará de portões fechados.

Yaya Toure: capitão do City interrompeu a partida para reclamar

Yaya Toure: capitão do City interrompeu a partida para denunciar racismo

Durante a partida da Liga dos Campeões em outubro passado, entre Manchester City e CSKA, em Moscou, o capitão do City, Yaya Toure interrompeu a partida para reclamar com o árbitro da partida acerca da torcida russa, que imitava sons de macacos quando ele e outros jogadores negros estavam com a bola.

Os dirigentes do CSKA e da própria Federação de Futebol da Rússia negaram o abuso racial e sugeriram uma conspiração britânica contra o país anfitrião da Copa do Mundo 2018.

No entanto, a UEFA puniu o time fechou uma parte do estádio para o jogo em casa contra o Bayern na temporada passada, exigindo que no espaço fosse colocada uma faixa da campanha antirracismo.

Em dezembro, porém, a UEFA voltou a punir o CSKA. Dessa vez, por conta dos torcedores russos terem exibindo símbolos de extrema-direita em uma partida em Viktoria Plzen.

Foi essa reincidência que impôs o fechamento do estádio em sua primeira partida em casa na Liga dos Campeões nessa temporada. Pena que o CSKA cumprirá na terça, diante do Bayern.

Contrário a jogar com "portões fechados", Lahm defende outro tipo de punição

Contra “portões fechados”, Lahm defende outro tipo de punição

Agora, no caso mais recente, no jogo contra a Roma, jogadores italianos voltaram a reclamar das injúrias raciais dos torcedores (artigos 14 e 16 do Regulamento Disciplinar).

Além disso, o time russo deve enfrentar novas sanções da UEFA porque os torcedores acenderam e lançaram fogos no gramado (art.16, 2b e c do Regulamento Disciplinar).

Nesse jogo, porém, a Roma também é ré, acusada de “organização insuficiente” do jogo (art. 38 do Regulamento de Segurança), segundo as regras da UEFA, que determina que os clubes mandantes sejam responsáveis pela segurança.

“Lamentável”
O capitão do Bayern de Munique, Philip Lahm, acha “estranho” jogar contra o CSKA Moscou com os portões fechados. Para ele, a atmosfera que envolve os jogos da Liga dos Campeões é algo único e indissociável da competição. Em vez de limitar o acesso de torcedores, Lahm defende outras sanções.

“Claro que deve haver algum tipo de punição pelo que aconteceu”, disse o capitão do tetra alemão. “Mas você tem que levar em consideração que dessa forma se está punindo todos que assistem ao espetáculo, já que um jogo para arquibancadas vazias perde muito em emoção.”

Para Lahm, a proibição prejudica os torcedores dos times visitantes: “Clubes como o Bayern, que têm um torcedor fiel, acostumados a viajar e cruzar fronteiras para assistir aos jogos do time, saem prejudicados”, afirmou.


Australianos e sauditas próximos da final na Champions da Ásia
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Celso de Miranda

O treinador do Western Wanderers, Tony Popovic diz que seu time está ansioso para receber, na próxima semana em Sydney, o jogo de volta da semifinal da Liga dos Campeões da Ásia contra o Seoul.

Pouca gente esperava, mas o time australiano agora é visto como favorito para avançar à final, depois de garantir o empate em 0-0 no primeiro jogo no dia 16, na casa do Coreia do Sul.

O empate sem gols na casa do inimigo foi comemorado como vitória

O empate sem gols na Coreia do Sul foi comemorado como vitória

Depois de eliminar o atual campeão Guangzhou Evergrande nas quartas, em agosto, o Wanderers se concentrou durante 10 dias em Dubai. O time viajou direto para o jogo contra o Seoul e só agora volta à Austrália.

Popovic reconhece que seu elenco passou por uma maratona nos últimas semanas, mas garante que esse tempo todo longe de casa só aumentou a vontade dos jogadores para garantir um lugar na final, na próxima quarta-feira.

“Tem sido um grande esforço, nessas últimas três ou quatro semanas”, diz Popovic, ao Sydney Morning Herald.. “Tivemos um monte de grandes jogos… E estamos muito felizes de chegar tão longe uma campanha da Liga dos Campeões.”

Thiago Neves marcou o 3º na vitória sobre o Al Ain

Thiago Neves marcou o 3º na vitória sobre o Al-Ain

Segundo o treinador, os jogadores estão felizes em voltar pra casa e ansiosos para entrar em campo. Mas a volta para Sydney não quer dizer que o time abandonou a fase de treinamentos: “Eu tenho certeza que ainda vamos melhorar para esse segundo jogo”, disse Popovic. “Temos a vantagem de atuar em casa, diante da nossa torcida, sabendo o que precisamos fazer: precisamos ganhar.”

Para a partida contra o Seoul, na próxima quarta, o Western Wanderers contará com os retornos de Tomi Juric, Brendon Santalab e Shannon Cole, que voltam de suspensão.

O barbudo Bridges: jogar em casa dá fôlego extra

O barbudo Bridges: treinr e jogar em casa dá fôlego extra para partida decisiva

O atacante Mark Bridge acredita que com os três jogadores, o time pode chegar à sua melhor forma. “Eles são jogadores importantes e é sempre bom ter todas as armas do elenco nesses momentos decisivos.”

“Nós estamos nos sentindo bem e eu tenho certeza que o ambiente e a torcida só nos incentiva a se dedicar ainda com mais intensidade na preparação para a partida”, afirma Bridge.

Na outra semifinal, o Al Hilal fez 3-0 no Al-Ain, em Riad, na Arábia Saudita. O time dos brasileiros Thiago Neves e Digão pode até perder no Hazza Bin Zayed Stadium, nos Emirados Árabes Unidos, que avança à sua primeira final de Liga dos Campeões da Ásia.

No primeiro jogo, o artilheiro Yasser Al Qahtani marcou duas vezes, enquanto Thiago Neves definiu o placar: os três gols foram no 2º tempo.


Futebol olímpico: nasce o time de ouro
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Celso de Miranda

Hoje, com a cobertura tão abrangente e global com que conta o futebol, com jogadores, técnicos, estádios, patrocinadores e cada aspecto do jogo examinado, analisado e exposto em detalhes, é difícil acreditar que houve um tempo em que uma equipe podia surpreender o mundo todo.

Embora contasse com três grandes forças — táticas inovadoras, a autoconfiança garantida por uma invencibilidade que já durava dois anos, e o gênio inimitável de Ferenc Puskás –, a Hungria chegou a Helsinque fora do radar da Imprensa. Mas isso foi exatamente o que aconteceu, em 1952, quando o desconhecido time da Hungria deslumbrou o mundo.

Campeã em Londres a Suécia era uma das favoritas, mas foi goleada na semifinal pelos mágicos magiares

Campeã em Londres e uma das favoritas, a Suécia foi goleada pelos húngaros na semifinal

Os favoritos ao ouro eram os soviéticos, que estrearam sob pressão, mas venceram a Bulgária (2-1), ainda na fase preliminar. Em seguida, porém cruzaram com a outra boa surpresa do torneio: a Iugoslávia chegou a estar vencendo por 5-1, mas diminui o ritmo e acabou sofrendo quatro gols no final da partida, que terminou empatada.

A regra previa um jogo extra para desempate e apenas dois dias depois as duas seleções voltaram a campo: aí a coisa se inverteu, os soviéticos saíram na frente, mas a Iugoslávia virou para 3-1 e eliminou os favoritos.

Depois de vencer a Romênia na fase preliminar (2-1), os húngaros passaram fácil pela Itália (3-0).
Em seguida, duas goleadas avassaladoras nas quartas-de-final sobre a Turquia (7-1) e nas semifinais sobre a campeã olímpica Suécia (6-0).

A final diante da Iugoslávia, que havia eliminado os favoritos soviéticos, provou ser uma proposição muito mais difícil.
O primeiro tempo foi tenso e profundamente disputado, mas terminou sem gols. O impasse só foi quebrado a 10 minutos do fim, quando Puskás marcou seu 4º gol na competição.

Puskas liderou a geração que apesar do ouro olímpico, jamais venceu uma Copa do Mundo

Puskas liderou a geração que apesar do ouro olímpico, jamais venceu uma Copa do Mundo

A Iugoslávia redobrou seus esforços em busca do empate, e a vitória da Hungria – e a medalha de ouro -, só foi assegurada nos momentos finais, quando Zoltán Czibor dominou na entrada da área e bateu cruzado de esquerda para fazer 2-0.

Gols da Final Olímpica

As realizações do “Golden Team” (o “Time de Ouro”), como ficou conhecida a equipe húngara, levaram a inéditas comemorações nas ruas de Budapeste, na volta para casa. Assim como elevou a fama de vários jogadores daquela seleção, que a partir dali adquiriram um status quase mítico.

Um ano depois, os húngaros mágicos (“The Magical Magyares”), venceram a Inglaterra por 6-3 no Estádio de Wembley, em Londres, considerada a casa do futebol, em uma vitória que ainda é considerada uma das mais importantes do futebol internacional todos os tempos e que cimentou o lugar da Hungria no cenário Olímpico internacional.

A Hungria voltaria a conquistar o ouro olímpico em Tóquio (1964) e na Cidade do México (1968). Única seleção tricampeã olímpica, a Hungria é até hoje a maior vencedora do futebol masculino nos Jogos Olímpicos. Argentina (2004 e 2008), União Soviética (1956, 88) e Uruguai (1924 e 28) têm dois títulos cada.


Clubes tradicionais sob pressão na Alemanha
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Celso de Miranda

Depois de três rodadas da Bundesliga, a tabela assume seus primeiros contornos. No topo, sem surpresas com Bayer Leverkusen e Bayern de Munique à frente. Entre os últimos, no entanto, se encontram clubes tradicionais.

O Schalke está em 16 º lugar, à frente apenas de Stutgart, e Hamburgo. Todos com apenas 1 ponto – na verdade, Hertha (15º) e Freiburg (14º) também têm 1.

Nessa 4ª rodada, qual desses times tradicionais, donos de três das maiores torcidas da Alemanha poderia deixar a zona de rebaixamento?

Contra o Bayern, Hamburgo terá 4º técnico em seis meses

Contra o Bayern no sábado, Hamburgo terá 4º técnico em seis meses

Após a derrota no clássico contra o Hannover (2-0) o Hamburgo trocou de técnico. É a 3ª troca em seis meses: depois de Thorsten Fink e do holandês Bert van Marwijk, Mirko Slomka foi demitido essas semana e quem assumiu foi o ex-treinador do time Sub-23, Josef Zinnbauer. No fim de semana, ele estreia diante do atual bicampeão Bayern.

Derrotado pelos bávaros na última rodada, o Stuttgart não está muito melhor: na temporada passada despediu dois treinadores – Bruno Labbadia e Thomas Schneider – e se salvou com Huub Stevens apenas na última rodada.

Agora, o novo treinador Armin Veh (ex-Eintracht Frankfurt) revela os mesmos problemas de uma equipe, que parece não ter alternativas em campo. O time enfrenta o Hoffenheim, no sábado.

Schalke busca inspiração no empate contra o Chelsea em Londres

Keller quer Schalke motivado depois de boa partida pela Liga dos Campeões contra o Chelsea em Londres

Depois de um surpreendente empate na Liga dos Campeões diante do Chelsea, em Londres, o Schalke 04 espera der dado um primeiro passo para sair da crise.

E o técnico Jens Keller espera dar o segundo amanhã contra o Eintracht Frankfurt. “Nós apenas temos que nos manter trabalhando, porque os resultados vão aparecer”, disse um confiante Keller, no site do clube.

Para o treinador de 47 anos, o espírito de luta mostrado contra o Chelsea tem que ser mantido diante do Frankfurt. “Atitude dominante”, “agressividade positiva” e “determinação” são as palavras-chaves que o treinador quer trazer de Londres para Gelsenkirchen: o Schalke não perde em casa para o time da Floresta Negra desde a temporada 1998/99.

Em toda a história da Liga, foram 40 jogos contra o Frankfurt, com 20 vitórias e apenas 6 derrotas. Na temporada passada, Schalke e Eintracht Frankfurt empataram na 13ª rodada (3-3), na Commerzbank Arena, e no segundo turno o Schalke venceu por 2-0.


UEFA pode punir Partizan por ofensas anti-semitas no jogo contra Tottenham
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Celso de Miranda

A UEFA vai investigar uma faixa anti-semita exposta pelos torcedores do Partizan Belgrado durante a partida da Liga Europa contra o Tottenham Hotspur, ontem na Sérvia. O jogo terminou 0-0.

A faixa imitando o logotipo de uma popular comédia da TV britânica, a “Only Fools and Horses”, no ar desde 1981, dizia “Only Jews and Pussies” (algo como “apenas judeus e bichas”).

No final dessa sexta, o Partizan publicou em seu site um pedido oficial de desculpas “a todos que foram ofendidos pela faixa.
“Gostaríamos de esclarecer que esta afirmação está em contraste com a história e a tradição do nosso clube”, disse o presidente do Partizan Dragan Djuriv.

O dirigente afirmou, ainda, que o clube está disposto a identificar os autores o mais rapidamente possível. “Faremos tudo ao nosso alcance  para identificá-los”, disse Djuriv à emissora de TV B92.

Torcedores do Partizan ontem em Belgrado, no promeiro jogo das duas equipes no Grupo C da Liga Europa

Torcedores do Partizan ontem em Belgrado, no primeiro jogo das duas equipes no Grupo C da Liga Europa

O técnico do Tottenham, Maurício Pocchetino condenou a atitude dos torcedores, a qual chamou de “demonstração racista” e descreveu como “inaceitável.”

“De onde eu estava eu não vi a faixa”, disse o argentino, na SkySports. “Eu soube por diretores do clube e lamento muito mesmo. Se for assim, é uma coisa inaceitável, muito desrespeitoso. Isto é uma vergonha, inaceitável.”

Há dois anos, jogadores negros da seleção Sub-21 da Inglaterra sofreram ofensas raciais por parte de torcedores durante uma partida contra a Sérvia, pelas eliminatórias da Euro’13. Após o jogo e vitória inglesa, os torcedores chegaram a invadir o campo em Krusevac.

Naquela noite o ala do Tottenham, Danny Rose reagiu com irritação aos cânticos racistas e depois da partida foi perseguido pelos próprios jogadores sérvios, causando uma confusão generalizada. Ontem Rose, de 24 anos, nem viajou com a equipe.

O treinador do Partizan, Marko Nikolic, ignorou a bandeira e agradeceu ao público pelo apoio. “Quero parabenizar a multidão”, disse Nikolic, na entrevista coletiva, à UEFA.com.

“O apoio foi grande e, não apenas grande, mas tudo correu bem. Foi um ambiente maravilhoso. Muita torcida, muita vibração sem o menor problema.”

Segundo o regulamento da UEFA, o Partizan pode ser multado e ser forçado a jogar de portões fechado no Estádio Partizan. O time sérvio está no Grupo C, onde além do Tottenham, enfrenta o Asteras, da Grécia e o Besitkas, da Turquia.

Alvo de injúrias raciais da torcida sérvia há dois anos, Rose não viajou ontem

Alvo de injúrias raciais da torcida sérvia há dois anos, Rose não viajou com o time ontem

Comunidade
Tradicionalmente conhecido por ser um clube com um grande número de torcedores judeus, não é a primeira vez que o Tottenham, time do norte de Londres, sofre com insultos anti-semitas de torcida adversária.

No início deste ano, porém, as acusações se voltaram contra três de seus próprios torcedores pelo uso do termo “Yid” em White Hart Lane, em outubro do ano passado. Levados ao Ministério Público, o trio foi acusado de perturbação da ordem pública e ainda aguarda decisão final.

No passado, o termo “Yid” foi adotado pelos próprios torcedores, que usavam “Yiddo, Yiddo!” como um grito de guerra e muitas vezes se identificam como “Army Yid”.

O uso do termo, no entanto, é atualmente motivo de controvérsia. Se antes, apesar de o nome ter sido dado aos torcedores como um insulto, a maioria o usava com consciência e orgulho, como uma forma de reagir contra o racismo, quanto mais o time se torna internacional, com jogadores e torcedores do mundo todo, mais o uso da palavra se torna estranho aos ouvidos da nova geração de torcedores.


Inglaterra e Escócia: em campo uma rivalidade histórica
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Celso de Miranda

No futebol, Inglaterra e Escócia estão separados desde que o esporte foi criado: Inglaterra e Escócia fizeram, em 1872, a mais antiga partida entre seleções da história e, desde então, protagonizam uma das rivalidade mais antigas e tradicionais

Até agosto de 2013, foram 111 partidas, a Inglaterra venceu 46, a Escócia 41 e houve 24 empates. O jogo mais recente aconteceu em 14 de agosto daquele ano e acabou Inglaterra 3-2 Escócia.

Ao todo a Inglaterra marcou 195 gols e a Escócia 171. A maior goleada foi aplicada pela Inglaterra: um 9-3, em 1961. Enquanto a maior vitória da Escócia foi um 7-2 em 1878. O recorde de público de 149.415, que também é recorde europeu, foi registrado em Hampden Park, em 1937.

Por conta do nacionalismo escocês, os ingleses continuaram sendo os principais rivais no futebol, porém, do ponto de vista dos ingleses, a rivalidade vem diminuindo desde a década de 1970 e, numa pesquisa da Federação da Inglaterra, os torcedores já consideram Alemanha e Argentina rivais mais importantes do que a Escócia.

Primeiros passos: Futebol em campo de críquete

Primeiros passos: Futebol em campo de críquete

O primeiro jogo entre as duas seleções, disputado em Glasgow, em 1872, é considerado a primeira partida internacional entre seleções da história e acabou 0-0. Um ano depois, a Inglaterra venceu pela primeira vez: 4-2. Logo a Escócia abriu vantagem fazendo 10 vitórias nos primeiros 16 jogos.

Os ingleses diminuíram a diferença no pós-Guerra, e como, desde então, a Escócia venceu apenas 12 partidas, parecia uma questão de tempo que os ingleses enfim chegassem, à liderança.

Esse dia chegou em 1 de junho de 1983, quando a Inglaterra passou à frente pela primeira vez (desde 1873) em número de vitórias (40 a 39), com um 2-0, em Wembley.

Veja alguns jogos memoráveis

Escócia 0-0 Inglaterra (Hamilton Crescent, 30 de novembro, 1872)

No dia de St. Andrew, dia Nacional da Escócia, em 1872, 4 mil pessoas pagaram 1 shilling para assistir às seleções de Inglaterra e Escócia jogarem futebol num campo de críquete na região oeste de Glasgow.

Num tempo em que não havia ligas, ou campeonatos e o único torneio era a Copa da Inglaterra (FA Cup), que tinha começado naquele mesmo ano, o evento podia ser considerado um prodígio.

Na Escócia, mesmo, a Copa só seria disputada no ano seguinte. Aliás, promover a Copa – e divulgar as regras da associação – era um dos motivos do jogo entre as duas seleções.

O lado Escócia que goleou a Inglaterra por 5-1

Os mágicos escoceses que golearam a Inglaterra em Wembley

O time Escócia foi formado todo por jogadores do Queen’s Park Rangers, de Glasgow – clube que existe até hoje e, mesmo amador, disputa a 3ª divisão da Liga Escocesa.  Não era essa a intenção original, mas os escoceses não puderam contar com dois de seus principais jogadores, que haviam participado da final da FA Cup: Arthur Kinnaird, dos Wanderers e Henry Waugh Renny-Tailyour, um tenente do exército que jogava nos Royal Engineers.

Já a Inglaterra contou com atletas de nove times selecionados por Charles Alcock, então secretário da Associação Inglesa de Futebol (FA) e pelo capitão dos Wanderers, campeão da Copa da Inglaterra.

Alcock, ele mesmo jogador de futebol e de críquete, que havia sido o idealizador dos jogos e atuado nas partidas não-oficiais entre as duas seleções, não pode jogar a primeira partida oficial devido a uma lesão. Mas não ficou totalmente de fora, atuando como bandeirinha – o árbitro principal foi escocês.

Até os anos 1960, Escócia e Inglaterra disputavam um troféu anual entre as duas Federações

Até os anos 1960, Escócia e Inglaterra disputavam um troféu anual entre as duas Federações

A Escócia jogou de camisas azuis escuras, cor também do QPR, mas com a esfinge de um leão no lugar da tradicional coroa que simbolizava o clube. Já a Inglaterra, jogou de branco e trazia os três leões no peito.

Segundo The Scotsman, apesar do atraso de 20 minutos em relação ao horário programado, os torcedores conviveram em “clima cordial e de amistosa atmosfera”. O jornal relatou, ainda, que uma chuva fina caiu e o campo, que já sofrera com a chuva que tinha regado Glasgow nos últimos três dias, logo ficou encharcado.

“Ao final do primeiro encontro oficial entre os países, foi negado à multidão o prazer de assistir ao primeiro gol”, informou o The Scotsman.

Inglaterra 1 – 5 Escócia (Wembley, 31 de março de 1928)
A Escócia sobreviveu a um susto inicial, quando o atacante inglês Billy Smith acertou a trave. Logo depois Alex Jackson abriu o placar, ainda aos três minutos de jogo. O segundo gol foi do atacante canhoto Alex James, ainda no primeiro tempo.

Os escoceses aumentaram o ritmo no segundo tempo e ambos, Jackson e James reencontraram as redes mais uma vez. Jackson chegou ainda ao 3º gol.

Jimmy Greaves marcando o terceiro gol da Inglaterra como a

Jimmy Greaves marcando o terceiro gol da Inglaterra na maior goleada entre as duas seleções

Bobby Kelly marcou para a equipe da casa, mas já era tarde para reverter o placar, contra um time que ficaria conhecido como os “Mágicos de Wembley”.

Inglaterra 9 -3 Escócia (Wembley – 15 de abril de 1961)
A Inglaterra impôs a maior goleada sobre a Escócia, em jogo valendo a decisão da British Home Championship. Jimmy Greaves (3), Johnny Haynes e Bobby Smith (2), Bobby Robson e Bryan Douglas marcaram para a Inglaterra.  Dave Mackay, Davie Wilson e Pat Quinn para a Escócia.

O goleiro escocês Frank Haffey, que atuou nessa partida e mais mais tarde jogaria na Austrália, daria início à má fama que durante anos perseguiria os goleiros escoceses.

Batendo os campeões: Gordon Banks e Bobby Charlton observa o gol de

Os campeões vencidos: Gordon Banks caído e Bobby Moore observa o gol de Denis Law

Inglaterra 2 – 3 Escócia (Wembley, abril 15, 1967)
A vitória mais famosa da Escócia veio menos de um ano depois de os ingleses – que estavam invictos há 19 jogos – vencerem a Copa do Mundo em casa.  O ídolo do Manchester United, Denis Law foi quem abriu o placar no primeiro tempo e Bobby Lennox dobrou a vantagem, na volta do intervalo.

Jack Charlton (irmão de Bobby), deslocado para a posição de centroavante, diminuiu para os anfitriões cinco minutos depois. Jim McCallion restaurou a vantagem de dois gols da Escócia, reduzida novamente com um emocionante gol de Geoff Hurst no final.

Inglaterra 1-2 Escócia ( Wembley, 4 de junho de 1977)
Gordon McQueen marcou com uma cabeçada poderosa no primeiro tempo e Kenny Dalglish definiu a primeira vitória, após a chegada do novo técnico Ally MacLeod, apesar do gol de consolação mais tarde de Mick Channing.

FamososFãs famosos: Rod Stewart sendo erguida por torcedores escoceses de júbilo, em Wembley, em 1977)

Até torcedores famosos como Rod Stewart invadiram o gramado de Wembley

Mais do que os gols ou da estreia do técnico que faria história, no entanto, o jogo é lembrado pelo que aconteceu após o apito final, quando  torcedores escoceses invadiram o campo, arrancando pedaços do gramado sagrado de Wembley e derrubando as traves dos gols.

Inglaterra 2 – 0 Escócia (Wembley – 15 de junho de 1996)
Muito aguardada, a partida além de valer pelo Campeonato Europeu era a primeira entre as duas seleções depois de sete anos.

O empate sem gols permaneceu nos primeiros 45 minutos, mas a Inglaterra abriu o placar com uma cabeçada de Alan Shearer. Em seguida, a Escócia perdeu sua grande chance, numa penalidade cobrada por Gary McAllister e defendida por David Seaman.

Golaço marcou a carreira de Gascoine

Um golaço que marcou a carreira de Gascoigne na Three Lions

Na época, Uri Geller, um mágico israelense naturalizado britânico, famoso pelos shows de TV,  afirmou que fora ele que havia feito com que a bola  se movimentasse antes de McAllister cobrar o pênalti.

No final, Paul Gascoigne – então jogador do Rangers – marcou um gol memorável, quando aplicou um chapéu em Colin Hendry antes de disparar de pé direito para selar a vitória para a Inglaterra.

Escócia 0-2 Inglaterra (Hampden Park – 13 de novembro de 1999)
As equipes só voltaram a jogar três anos depois, em 1999, quando foram novamente reunidos pela UEFA, na Eurocopa, dessa vez em um play-off de qualificação para o torneio de 2000.

Depois de terminarem como vice-campeãs de seus respectivos grupos nas Eliminatórias, ambas dependiam da vitória para se classificar. Na primeira partida, o meio-campista do Manchester United, Paul Scholes marcou dois gols e calou os mais de 50 mil torcedores em Glasgow.

United: Paul Scholes completa cruzamento de David Beckham

United: Paul Scholes completa cruzamento de David Beckham

Inglaterra 0-1 Escócia (Wembley – 17 de novembro de 1999)
Diante de 76.848, os escoceses venceram, mas mais uma vez, só ficaram com a vitória moral. Pois o gol solitário de Don Hutchison e o placar de 1-0 não foi suficiente para reverter a vantagem obtida no primeiro jogo e a classificação para a Euro ficou com a Inglaterra.

Na Euro, disputada na Bélgica e na Holanda, no entanto, a Inglaterra teve uma campanha decepcionante, não indo além da primeira fase, ficando em 3º no Grupo A, atrás de Portugal e Romênia.

Inglaterra 3-2 Escócia (Wembley, 14 de agosto de 2013 )
Desde o começo do século 21, esperava-se que os jogos entre as duas seleções voltassem a ser, se não anuais, mais comuns. Houve especulações de que a Inglaterra convidaria a Escócia para serem seus primeiros adversários na reinauguração de Wembley em 2007, mas isso não aconteceu.

Futuro: Walcott marcou no último encontro entre os dois times

Futuro: Walcott marcou no último encontro entre os dois times

Com o tempo, as duas federações mostraram que rivalidade e diferenças entre elas ficaram maiores no campo dos interesses e dos negócios – aponto de impedir que as seleções chegassem a mostrar essa rivalidade no gramado, que é onde ela realmente interessa!

De protelação em protelação, os times conseguiram realizar um amistoso no final de 2013, como parte das comemorações dos 150 anos da FA Inglesa. A próxima partida está marcada para o Celtic Park em 18 de Novembro.


Tevez volta à Champions para quebrar jejum de 2 mil dias sem gols
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Celso de Miranda

Dois mil dias sem marcar gols é muito tempo para um atacante. Se o jogador é Carlos Tévez, então, o jejum parece uma eternidade.

Já se passaram 1988 dias desde que o argentino da Juventus marcou pela última vez na Liga dos Campeões: foi no dia 7 de Abril de 2009, quando o atacante ainda jogava no Manchester United.

Nessa terça-feira, Tevez volta a disputar a maior competição de clubes do planeta, agora pela Juventus diante do Malmö, da Suécia.

No Grupo A, Juve enfrentará além do Malmo, Atlético e Olympiacos

Além do Malmö, Juventus enfrenta Atlético e Olympiacos no Grupo A

Apesar de determinado a voltar os gols, seu companheiro Giorgio Chiellini garante que Tévez não mostra qualquer ansiedade. “O Carlo não é egoísta e não está preocupado em marcar, desde que a equipe faça os gols”, garantiu o capitão do time, na coletiva ontem em Turim. “Se jogar como fez no campeonato, já ficaremos todos felizes”.

Tévez precisou de apenas 7 minutos no jogo de sábado diante da Udinese pela 2ª rodada da Seria A, para marcar seu primeiro gol na temporada.


Suíço do Schalke comemora goleada do rival no Facebook
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Celso de Miranda

O meia-ofensivo suíço, Tanquillo Bernetta, 29, do Schalke 04, conseguiu causar uma grande confusão durante a goleada sofrida pelo seu time diante do Borussia Monchengladbach por 4-1, ontem, no Borussia-Park, na 3ª rodada da Bundesliga. E olha que ele nem entrou em campo.

Recontratado junto ao Eintracht Frankurt, o jogador da seleção suíça ainda estava no banco, quando aos 71 minutos de jogo, assim que o técnico Jens Keller fez a 3ª substituição, colocando Marvin Friedrich no lugar de Dennis Aogo, apareceu na página oficial do jogador no Facebook a mensagem: “3 Wechsel, kein Quillo! Na dann: hopp Gladbach (“3 mudanças, nenhum Quillo! Pois bem, vai Gladbach!”).

Não tenho nada com isso

Mensagem ficou uma hora no ar antes de ser apagada

A postagem ironizando o fato a escolha do técnico em manter o suíço de fora da partida e dando uma força ao rival do Schalke  ficou no ar por mais de uma hora na página de Barnetta, mesmo diante das mais das reclamações enfurecidas dos torcedores de Gelsenkirchen, um dos mais apaixonados da Alemanha.

Mais tarde, diante das repercussões negativas Barnetta tentou limitar os danos, dizendo que quem cuidava de sua conta era um amigo, que ficava responsável pelas suas postagens.

O gerente geral do Schalke, Horst Heldt defendeu o jogador: “Na hora que Tranquillo estava se aquecendo, ele certamente não tinha um celular na mão”, disse em entrevista à ZDF.

“Minha página fica sob cuidados de um amigo. Infelizmente,  durante a emoção da partida em Mönchengladbach ele escreveu uma mensagem que gerou confusão. Em nenhum momento eu compartilho com o que ele diz nesse post ou instrui meu amigo para que ele publicasse algo. Naquele momento eu estava sentado no banco. As decisões do treinador, eu certamente não iria comentar publicamente.”

Bernetta: "Eu ainda estava no banco"

Tranquillo: “Eu ainda estava no banco”

Campeões
Em campo, o M’Gladbach conquistou sua primeira vitória e subiu para a 5ª colocação na tabela. Do outro lado, com apenas 1 ponto, os azuis-reais são os 16º  e os primeiros na zona de rebaixamento.

Na ponta da tabela, o Bayer Leverkusen que empatou com o Werder Bremen (3-3) perdeu os 100% de aproveitamento e agora divide a liderança com o Bayern, que venceu o Suttgart (2-0), com 7 pontos, seguidos pelo Dortmund, que venceu o Freiburg (3-1), e foi a 6.

No meio de semana, os quatro times alemães estreiam na Liga dos Campeões: na terça, o Borussia Dortmund recebe o Arsenal e o Leverkusen vai a Mônaco.

Na quarta, o Bayern recebe o Manchester City em Munique e o Schalke vai a Londres, enfrentar o Chelsea.


Lucas: “Espaço para melhorar”
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Celso de Miranda

Depois de quatro jogos da atual temporada da Ligue1, Lucas parece que finalmente resolveu sua vida no Paris Saint-Germain.

O meia-atacante brasileiro de 22 anos, que em sua primeira temporada na capital francesa apesar de não atuar em todos os jogos, já mostrava sinais de sua inquestionável técnica e enorme potencial, agora é presença certa entre os 11 titulares.

E mais que isso: Lucas parece feliz e autoconfiante: ontem, pela primeira vez desde que chegou em Paris, em janeiro de 2013, após o treino concedeu entrevista coletiva aos jornalistas falando no idioma da pátria que adotou: o francês.

Lucas: "Temos um ataque incrível"

Lucas: “Temos um ataque incrível”

Com 10 assistências, apenas Ibrahimovic colocou os companheiros mais vezes em posição de marcar durante a campanha do título do bicampeonato do PSG, em 2013-14.

Na atual temporada, com a confiança do renovada, Lucas já marcou um gol e começou de forma impressionante. No entanto, antes de jogo do diante do Rennes, nesse sábado, ele disse à imprensa que permanece aquém de sua forma ideal.

“Eu sempre estou tentando melhorar, mas estou feliz com meu futebol”, disse Lucas aos repórteres em entrevista coletiva concedida, pela primeira vez, em francês. “Estou fazendo um bom trabalho aqui. Eu trabalho duro todos os dias para tentar melhorar. Estou ‘mais pronto’ do que eu estava na temporada passada. E o importante é ter confiança e agora eu tenho.”

Incrível
O treinador Laurent Blanc conta com Lucas e espera que ele possa manter sua boa fase técnica e física, já que o PSG se prepara para fazer sete jogos em 21 dias. Depois do Rennes no sábado, o time parte para Amsterdam onde estreia na Liga dos Campeões contra o Ajax, na quarta-feira.

“Eu tenho fé no meu time”, afirmou Lucas. “Somos capazes de ir muito longe na Liga dos Campeões. Estamos sólidos defensivamente e temos grandes jogadores no meio-campo, como Thiago Motta ou Marco Verratti. E no ataque…Bom, nosso ataque é incrível.”