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Arquivo : fevereiro 2015

Dortmund vence clássico de maior rivalidade na Alemanha contra o Schalke
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Celso de Miranda

Durante quase 80 minutos o Schalke conseguiu segurar o 0-0 no clássico contra o Borússia Dortmund, para desespero da maioria dos 79.500 torcedores que lotaram Signal Iduna Park.


Depois do primeiro de Pierre-“Batman” Aubameyang (aos 78’), a retranca do técnico Roberto di Matteo veio abaixo, e o time da casa aumentou com Henrikh Mkhitaryan, que fez seu primeiro gol na temporada (80’).

Marco Reus (86’), aproveitando uma falha do goleiro Timon Wellenreuther, fechou o placar. O Dortmund não vencia o chamado “Clássico do Vale do Ruhr” diante de sua torcida, desde novembro de 2011. Nesse tempo, foram 8 jogos, com 5 empates e 3 derrotas, incluindo a

Dupla dinâmica: Aubemayang e Reus comemoram primeiro gol

Dupla dinâmica: Aubemayang e Reus comemoram primeiro gol

Com o resultado, o time que começou o segundo turno na lanterna do campeonato, já está na 9ª colocação, está a 7 pontos de uma vaga para na Liga Europa e tem seis pontos de vantagem sobre o primeiro time na zona de rebaixamento.

Com a derrota o Schalke caiu para a 5ª posição e deixou a zona de classificação para a Liga dos Campeões. O Leverkusen, que venceu o Freiburg por 1-0 na BayerArena é o 4º.


Ligue1: Marselha perde em casa e agora seca os líderes Lyon e PSG
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Celso de Miranda

Depois de abrir 2-0 sobre o Caen no primeiro tempo, o Olympique de Marselha tomou a virada na última meia hora de jogo em pleno Velodrome e viu escapar a chance de encostar nos líderes Lyon e Paris Saint-Germain.

O argentino Sala está emprestado do Boerdeaux

O argentino Sala está emprestado do Boerdeaux

A vitória nessa sexta, válida pela abertura da 27ª rodada reflete a incrível recuperação do time da Normandia na Ligue1: em 2015, o Caen fez 19 pontos em 8 jogos, mais do que em toda a primeira metade (15), chegando à metade de cima da tabela

O time não perde há 7 partidas (6 vitórias e 1 empate) e tem uma 2,5 gols em média desde o início do ano, com destaque para o artilheiro argentino Emiliano Sala, que marcou 4 vezes em 5 jogos, desde que chegou por empréstimo do Bordeaux.

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Torcendo

Ao Olympique de Marselha, que com a derrota permaneceu 3ª posição com 50 pontos, resta torcer contra os líderes que têm jogos difíceis fora de casa nessa : o Lyon (54) enfrenta o daqui a pouco no Stade Pierre Mauroy.
No domingo, o vice-líder Paris Saint-Germain (52) enfrenta o Mônaco, no Stade Louis II


Liga Europa cresce e bate recordes de público e audiência
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Celso de Miranda

O sorteio dos oitavas-de-final da Liga Europa foi realizado nessa última rodada, após uma rodada emocionante, que levou muitos milhares de torcedores aos estádios e manteve milhões de telespectadores ligados à televisão redor do Mundo.

Três das 10 maiores audiência da história do torneio foram registradas nos jogos da quinta-feira, um sinal da crescente atração exercida pela Liga Europa que, esse ano, além do troféu tem um atrativo extra: o vencedor se classificar para a Liga dos Campeões de 2015/16.

Os jogos acontecem nos dias 12 e 19 de março

Os jogos das oitavas acontecem nos dias 12 e 19 de março

Veja alguns dados recolhidos após a primeira fase Eliminatória, que indicam esse crescimento:

  • segundo maior público da história da Liga Europa – 63.324 pessoas – foi registado quinta-feira no Estádio Atatürk Olimpiyat, em Istambul, no jogo em que o Beşiktaş eliminou o Liverpool na decisão por pênaltis. “Foi o melhor ambiente com o qual disputei um jogo até hoje”, confessou o veterano Kolo Touré, do Liverpool.
  • Na verdade, três dos 10 maiores públicos nesses seis anos de torneio foram registradas na última rodada. O jogo de ida entre Celtic e Inter de Milão 58.500 espectadores, no Celtic Park, em Glasgow. Outras 54.308 pessoas assistiram à vitória e a classificação do Dynamo Kyiv sobre Guingamp, no jogo de volta no NSK Olimpiyskyi, na Ucrânia
  • O índice de lotação nos estádios chegou aos 68,37%, a melhor média nessa fase da competição nas últimas cinco temporadas
Sevilla eliminou 'Gladbach e vai enfrentar duelo caseiro

Sevilla eliminou ‘Gladbach e vai enfrentar duelo caseiro

Alguns recordes foram batidos em relação às audiências televisivas:

  • No Reino Unido, 1,9 milhão de telespectadores assistiram ao Beşiktaş vs. Liverpool, a melhor audiência da história nesse horário (18h).
  • Na Espanha, o jogo Athletic Club vs. Torino teve 2,3 milhões de telespectadores, o jogo mais visto na competição nessa temporada.
  • Na Holanda, 2,3 milhões de telespectadores assistiram ao Feyenoord vs. Roma, o valor mais alto para um jogo da Liga Europa no país.
  • Além disso, 1,4 milhão de pessoas assistiram ao Legia Warszawa e Ajax, a melhor audiência para um jogo das 18h desde 2011/12.
  • Na Alemanha, 2,6 milhões de espectadores viram o encontro entre Sporting e Wolfsburg, a maior audiência da Liga Europa nas duas últimas temporadas

Oitavas
O treinador da Fiorentina, Vincenzo Montella, vai se reencontrar com a Roma, equipe que representou durante uma década como jogador, num dos confrontos entre equipes do mesmo país que ficou determinado ontem no sorteio das oitavas-de-final da Liga Europa.
No outro, o campeão Sevilla vai enfrentar o Villarreal.

Depois de passar pelo Celtic, Inter enfrenta confronto italiano

Depois de passar pelo Celtic, Inter enfrenta confronto italiano Wolfsburg

Veja alguns fatos dos confrontos: 

  • Vincenzo MONTELLA, atual técnico da Fiorentina, foi ídolo como jogador da Roma, por cerca de 10 temporadas. Ele fez 94 gols em 215 jogos e foi campeão italiano em 2000/01. Ainda foi na Roma, que ele começou como treinador interino, em 2011.
  • O sorteio não teve cabeças-de-chave ou proteção de países, mas equipes de RÚSSIA (Zenit e Dinamo Moscou) e UCRÂNIA (Dnipro e Dinamo Kiyv) foram mantidas separadas, por conta de uma decisão do Painel de Emergência da UEFA, por razão de segurança.
  • A FIORENTINA (contra a Juventus, 1990) e a ROMA (contra a Inter, 1991) já participaram — e perderam — de confrontos 100% italianos em finais da Taça UEFA (a atual Liga Europa).
  • Marcelino García Toral, técnico do VILLAREAL, treinou o SEVILLA em 2011 e 2012, sendo despedido após uma derrota 2-1 justamente para o Villarreal.
  • O confronto entre CLUB BRUGG e BESITKAS é o único que já aconteceu numa competição da UEFA, na fase de grupos da edição 2005/06 da Taça UEFA: os turcos venceram por 2-1.

Champions: Seleção das oitavas tem Marcelo e Fabinho
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Celso de Miranda

Terminada a primeira rodada das oitavas-de-final da Liga dos Campeões, a UEFA escolheu – com os votos de mais de 112 mil torcedores (uefa.com), e a ajuda de jornalistas, técnicos e ex-jogadores – os craques que fizeram a diferença para deixar seus times a um passo da classificação. Confira e veja se você concorda:

Provocou? Torcida pegou no pé e em meia hora Suarez decidiu

Provocou? Torcida do City pegou no pé e em meia hora Suárez marcou dois

Goleiro: Bernd Leno (Bayer 04 Leverkusen)
Nessa fase, apenas uma entre as oito equipes que jogaram em casa conseguiu vencer sem sofrer gol: o Bayer Leverkusen, que fez 1-0 no  vice-campeão Atlético de Madrid jogando na BayerArena. E em boa parte o resultado deveu-se à boa atuação do jovem goleiro, de apenas 22 anos, sobretudo no final da primeira etapa, quando impediu de forma corajosa que Antoine Griezmann marcasse após passe de Jesús Gámez.

Lateral-direito: Branislav Ivanović (Chelsea)
O versátil lateral tem se tornado um dos símbolos dessa segunda passagem de Mourinho pelo Chelsea. Sempre forte na defesa e surpreendendo no ataque com gols importantes, já é um dos preferidos dos torcedores do clube, que voltaram a ver o sérvio marcar contra o PSG, em Paris, numa jogada que envolveu ainda outros dois jogadores da defesa londrina: cruzamento de John Terry, assistência de calcanhar de Gary Cahill e gol de cabeça de Ivanovic.

Não teve jeito: artilheiro da Bundesliga, Robben passou em branco na Liga dos Campões

Não teve jeito: artilheiro da Bundesliga, Arjen Robben passou em branco na Liga dos Campeões

Zagueiro: Vyacheslav Shevchuk (Shakhtar Donetsk)
O central Shevchuk saiu de campo no empate 0-0 com o Bayern de Munique com um corte na cabeça – fruto de uma disputa de bola com Thomas Müller – e com o prêmio da UEFA.com de melhor jogador em campo. A disciplina tática do ucraniano praticamente anulou as principais opções de ataque dos bávaros, sobretudo seguindo de perto as movimentações de Arjen Robben em grande parte do jogo, evitando que holandês pudesse articular jogadas e levar perigo ao gol do Shakhtar.

Zagueiro: Aymen Abdennour (Monaco)
Apesar de ter a disposição os titulares Ricardo Carvalho (36 anos) e Andrea Raggi (30 anos) em condições de serem utilizados o treinador português Leonardo Jardim apostou na escalação do jogador tunisiano de 26 anos, que foi um dos destaques da vitória do clube francês em Londres. Organizado, competente e confiante, o zagueiro orientou de forma exemplar a defesa e resistiu à pressão do Arsenal, que no final da partida tinha no ataque Alex Oxlade-Chamberlain, Theo Walcott, Mesut Özil, Alexis Sánchez, Danny Welbeck e Tomas Rosicky.

Lateral-esquerdo: Marcelo (Real Madrid)
Os torcedores do Real Madrid, que com Carlo Ancelotti não vêem mais os laterais marcando gols com tanta regularidade, puderam matar saudades da final da temporada passada, quando o brasileiro marcou contra o Atlético, já na prorrogação: em Gelsenkirchen, Marcelo fez o 2º, um golaço de pé direito.

Lateral brasileiro volta a marcar: golaço

Lateral brasileiro volta a marcar: golaço

Meio-campista: Fabian Frei (Basel)
O jogador que faz o Basel jogar. Mesmo quando a equipe não vai bem, como no empate em 1-1 frente ao Porto, ainda assim ele foi a inteligência em campo capaz de impedir que o time perdesse o ritmo, além de dar o passe para que Derlis González abrisse o placar para o Basel. Terminou o encontro com a braçadeira de capitão e liderou a equipa pelo exemplo.

Meia-defensivo: Hakan Çalhanoğlu (Bayer Leverkusen)
Se o goleiro Leno garantiu o zero no placar, coube ao meia turco evitar que o Leverkusen passasse em branco. Pouco criativo, o ataque alemão depende de seus avanços para criar jogadas perigosas na frente: aos 57 minutos, num dos raros movimentos ofensivos da equipe, após o passe de Karim Bellarabi, Çalhanoğlu ainda driblou um adversário antes de finalizar e marcar.

Meia: Fabinho (Monaco)
Lateral direito de origem, Fabinho foi revelação no meio-campo ao ocupar o lugar do ausente capitão Jérémy Toulalan. Juntamente com o não menos decisivo Geoffrey Kondogbia, o brasileiro criou as bases para a devastadora exibição do Mônaco, ao ser um verdadeiro escudo defensivo, que ajudou a anular os talentos do adversário – como Mesut Özil, Santi Cazorla e Alexis Sánchez – e, ainda, com passes rápidos e precisos, puxar os contra-ataques que foram mortais no encontro.

Morata: jovem espanhol vai ganhando espaço

Morata: jovem espanhol ganhando espaço

Atacante: Luis Suárez (Barcelona)
Como é típico da sua personalidade, o uruguaio respondeu com uma inspiração e sanha imediata ao ser provocado pela torcida do Manchester City, em seu regresso à Inglaterra, marcando os dois gols do jogo, logo nos primeiros 30 minutos da vitória do Barcelona diante do City. Uma clara demonstração de seu instinto predador dentro da área.

Atacante: Cristiano Ronaldo (Real Madrid)
Tal como na última temporada, Ronaldo voltou a marcar contra o Schalke, em Gelsenkirchen. De cabeça, após um cruzamento de Dani Carvajal, Ronaldo não só fez o primeiro gol do Real na vitória fora de casa por 2-0, como também tem agora mais um gol que a antiga estrela da equipe Raúl González na lista de goleadores de todas as competições da UEFA.

Atacante: Álvaro Morata (Juventus)
O espanhol marcou um gol e deu assistência para outro na vitória que colocou a Juventus no caminho dos quartas-de-final. Além de contribuir para o time, é claro, a atuação foi importante para afirmar a importância do jovem atacante de 22 anos diante da torcida e do próprio elenco. Uma presença na área que constantemente deu trabalho à defesa alemã, o antigo jogador do Real, tem estado em evidência no campeonato italiano, deixando o ex-titular Fernando Llorente no banco e ofuscando inclusive o seu colega de equipe mais habituado a receber atenção, o argentino Tévez.


Chelsea terá marca japonesa de pneus na camisa em 2015/16
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Celso de Miranda

Clube londrino, dono russo e no peito… patrocinador japonês. O Chelsea deu mais um passo para se tornar um clube global ao anunciar ontem o maior acordo comercial de sua história: o novo contrato de patrocínio dos uniformes assinado com o fabricante de pneus Yokohama renderá ao clube o equivalente a £ 200 milhões (ou €275,2 milhões), nos próximos cinco anos.

A marca da empresa vai aparecer nas camisas do Chelsea a partir do início da próxima temporada, ocupando a vaga da Samsung.

Estima-se que o acordo com a corporação atua em diversos ramos da área de tecnologia da informação com sede em Seul, na Coreia do Sul, rendesse ao clube em torno de £18 milhões anuais.

O maior negócio da história do clube

O maior negócio da história do clube

O clube ainda está para liberar os detalhes financeiros do acordo anunciado ontem com The Yokohama Rubber Company, mas a princípio se entende que o clube deve receber £40 milhões por ano.

A Adidas no entanto continua fornecendo o material esportivo: Chelsea e Adidas assinaram um contrato de 10 anos em junho 2014 no valor de quase  £300 milhões.

Mundo
Um dos maiores fabricantes de pneus do mundo e com a reputação de ter uma das tecnologias mais avançadas do setor, a marca está presente no Brasil há 21 anos, no entanto, não mantém fábrica própria no país e é representada pela SCI Pneus, de Curitiba.

No site do clube, o Chelsea informa que o acordo é mais um passo significativo para o “auto-financiamento” e que é “totalmente compatível com as regras da Fair Play Financeiro da Uefa.”

As três listras continuam: a Adidas assinou por 10 anos em 2014

As três listras continuam: a Adidas assinou por 10 anos em 2014

“É um prazer absoluto acolher a Yokohama como parceiro em nossas camisa oficial e estamos ansiosos para um relacionamento bem sucedido”, discursou o presidente do Chelsea, Bruce Buck.

Para ele, Chelsea e Yokohama são um ajuste perfeito. Ambas são organizações globais com foco em desempenho e inovação, bem como têm “enorme ambição e cultura voltada para o sucesso.”

O executivo do clube acrescentou que a marca japonesa irá desempenhar um papel fundamental para conduzir à expansão global sobretudo nos mercados internacionais, como os EUA, onde a Yokohama têm além de forte presença, uma grande experiência.

Em 2014, a Yokohama inaugurou uma nova fábrica na China (investimento de US$256 milhões). Em 2013, havia inaugurado outra no estado do Mississipi, nos EUA (US$ 300 milhões)

O Manchester United ainda tem o principal contrato de patrocínio nas camisas da Premier League: a Chevrolet (General Motors) fabricante de automóveis dos EUA, paga ao clube cerca de £53 milhões por ano.


Italianos se dão bem e avançam na Liga Europa
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Celso de Miranda

Boa rodada para os italianos: dos cinco clubes (Inter, Fiorentina, Roma, Torino, e Napoli), que disputaram essa fase, todos avançaram para as oitavas-de-final da Liga Europa.

Rivais fora de campo e com menos clubes na competição, russos e ucranianos também conseguiram 100% de aprovação: Zenit e Dinamo de Moscou passaram para a próxima fase. Dnipro e Dinamo de Kiev também.

Nápoli: um dos 5 italianos a avançar

De Guzmán, do Nápoli: um dos 5 italianos a avançar

Os espanhóis tiveram menos sorte: dois avançaram: Villareal e o campeão Sevilla e um ficou pelo caminho, o Athetic Bilbao.

Situação inversa dos times da Premier League e da Eredivisie League: dos três ingleses que disputaram essa fase, apenas um avançou, o Everton. Liverpool e Tottenham deram adeus à competição.

Entre os holandeses, PSV e Feyenoord perderam e apenas o Ajax conseguiu avançar.

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Alemães, belgas e turcos, cada um com dois times na disputa, conseguiram avançaram ao menos um time: os alemães perderam o Monchengladbach, mas acançaram o Wolfsburg.

Já os belgas ficaram sem seu atual campeão, o Anderlecht, mas o Clubb Brugge continua com chances. Os turcos perdem o Trabzonspor, mas ficam com o Besitkas.

Os suíços (Young Boys), austríacos (RB Salzburg), franceses (Guingamp) dinamarqueses (AaB), escoceses, (Celtic), poloneses (Legia), portugueses (Sporting) e gregos (Olympiacos) perderam seus últimos representantes.

Tags : Liga Europa


Recordes e números: O balanço da primeira rodada das oitavas
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Celso de Miranda

O Real Madrid igualou o recorde de vitórias seguidas na competição e o Barcelona sofreu seu gol número 200 na Liga dos Campeões e o Manchester City agora tem mais derrotas que vitórias. Veja outras estatísticas e curiosidades de destaque:

• A vitória do Real em Gelsenkirchen foi a 10ª consecutiva na Liga dos Campeões. O time igualou o recorde estabelecido entre abril e novembro de 2013 pelo Bayern de Munique.

Gomez: Bayern venceu em Milão, mas Inter conseguiu virar

Gomez: Em 2010/11, Bayern venceu a primeira em Milão, mas Inter conseguiu virar

• Foi também o 5º triunfo seguido dos espanhois fora de casa. Apenas dois times conseguiram fazer melhor que isso: Bayern e Ajax, ambos venceram sete seguidas fora de casa.

• O Real Madrid participa dessa fase eliminatória pela 19ª vez, outro recorde (a 18ª consecutiva). Nunca, o time deixou de passar pela fase de grupos. Os clubes mais próximos dessa marca são Arsenal (12) e Barcelona (11), já contando a participação atual.

• Se depender da história, a eliminação de Schalke, Manchester City e Arsenal é iminente: apenas dois clubes conseguiram avançar numa fase eliminatória da Liga dos Campeões depois de perderem a primeira partida em casa. E em nenhuma das vezes precisou marcar dois gols ou mais para virar o resultado: tanto Ajax contra o Panathinaikos, nas semifinais de 1995/96, quanto a Inter contra o Bayern, nas oitavas de 2010/11, haviam perdido a primeira partida por apenas 1-0.

Tezez: dois dígitos

Tezez: dois dígitos

• A vitória do Barcelona sobre o Manchester City na Inglaterra (2-1) marcou a 200ª partida do clube espanhol na Liga dos Campeões, o 3º a atingir a marca, após Manchester United (200) e Real Madrid (207).

• O gol marcado por Sergio Agüero, do City, em Manchester, foi também 200º gol sofrido pelo Barcelona na competição. Apenas o Real Madrid (224) sofreu mais gols.

• Com a derrota diante do Barcelona, o City soma agora mais derrotas que vitórias na Liga dos Campeões (10 vitórias contra 11 derrotas). Outros três times dos atuais 16 participantes das oitavas têm esse recorde negativo: Bayer Leverkusen (31v-34d), Shakhtar Donetsk (25v-29d) e Basel (14v-20v).

Leverkusen: apesar da vitória, alemães continuam entre os times com mais derrotas

Leverkusen: apesar da vitória, alemães continuam entre os times com mais derrotas

• O meio-campista Xabi Alonso, do Bayern se tornou o 25º jogador a atingir 100 na Liga dos Campeões contra o Shakhtar, em Lviv.

• O espanhol, no entanto não completou a partida: expulso de campo, ele foi o 15º cartão vermelho mostrado a um jogador do Bayern na história da competição. Apenas dois clubes, a Juventus (20) e a Internazionale Milano (17), têm mais expulsões.

• Na 7ª rodada, dois atacantes argentinos marcaram: Agüero chegou ao seu 20º gol (o 38º jogador a atingir esse marco), enquanto Carlos Tévez, com um gol na vitória sobre o Borussia Dortmund, aumentou para 10 (o 125º a atingir a na casa dos dois dígitos).

 


‘MonaKO’: Fabinho decisivo na vitória sobre o Arsenal
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Celso de Miranda

“Arsenal esmagado”, comerou a manchete do L’Équipe. “Ao vencer de forma tão convincente os ‘gunners’ de Arsène Wenger, o Mônaco conquistou um dos maiores feitos de uma equipa francesa na Liga dos Campeões”, escreve o jornal.

A disciplina e o controle do Mônaco contrastaram com a forma como o Arsenal foi dominado na vitória em Londres da equipa de Leonardo Jardim, no comando da eliminatória por 3-1. “A porta dos quartas-de-final está aberta”, concluiu.

Soberano no meio, brasileiro saiu de campo elogiado pelos dois treinadores

Soberano no meio-campo, brasileiro saiu de campo elogiado pelos dois treinadores

“Vencer no campo do Arsenal foi um grande feito para o Mônaco e ter chegado ao resultado mesmo diante da série de lesões e jogadores importantes suspensos foi excepcional”, afirmou o treinador Leonardo Jardim, na entrevista após a partida.

O técnico português elogiou a atuação de Fabinho, um dos destaques da partida: habitualmente escalado como lateral-direito, o brasileiro atuaou no meio-campo no lugar do Jérémy Toulalan, que estava suspenso. ”

Ele soube ocupar os espaços no centro do terreno, à frente do quarteto defensivo, travando constantemente as iniciativas adversárias e ainda conseguiu realizar um importante trabalho de iniciar nossas jogadas de contra-ataque, que foram decisivas na partida”, disse Jardim

O jogador, porém, fez questão de se manter humilde e salientar que há ainda muito trabalho pela frente: “Festejámos muito o resultado, mas sabemos que faltam outros 90 minutos e que o Arsenal continua a ser uma grande equipa. Vai ser um jogo complicado”.

Imprensa: na França, comemoração; na Inglaterra, caça a Wènger

Repercussões: na França, comemoração; na Inglaterra, caça a Wènger

Suicídio e nocaute
Depois da derrota em casa, a Imprensa inglesa atribuiu a Arsène Wenger, que disse que sua equipe foi “suicida ao se defender”, enquanto o The Times falou em “tendências auto-destrutivas” do fime do técnico francês.

O fraco desempenho do Arsenal, para The Daily Mail aumenta a pressão sobre o time de Londres, que não foi capaz de pressionar o Mônaco e se mostrou extremamente vulnerável aos contra-ataques.

Para o The Sun, a derrota foi por nocaute:  “Foi um caso de MonaKO”, disse o tablóide, afirmando que Wenger “terá que levantar da lona se quiser realizar a maior reviravolta da sua carreira.”


Nos cinemas, Timbuktu: futebol e resistência
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Celso de Miranda

Timbuktu, filme do diretor mauritano Abderrahmane Sissako ganhou uma série de prêmios internacionais e ontem concorreu – e perdeu — o Oscar de melhor filme estrangeiro.  Na semana passada, aproveitando o Carnaval — e as ruas vazias de São Paulo — fui vê-lo.

Eu já tinha uma ideia do que ele tratava, mas quem entrar no cinema sem saber coisa alguma sobre o que o irá ver nos 101 minutos seguintes, não vai ter que esperar muito para descobrir: logo na primeira cena, um jihadista percorre de motocicleta as ruas de uma cidade com um alto-falante anunciando que a partir daquele momento fica proibido fumar, ouvir música e que as mulheres devem cobrir seus cabelos…

Fica proibido jogar futebol. Bolas são recolhidas e a pena para quem for pego desobedecendo a nova lei é de 20 chicotadas.

Os jihadistas tomaram conta e a vida está prestes a mudar para os habitantes de Timbuktu: o filme nos conta como estas palavras se tornam realidade para pessoas como Kidane, um criador de cabras que se vê envolvido — juntamente com sua família —  na rede dos jihadistas.

O diretor Abderrahmane Sissako durante as filmagens

O diretor Abderrahmane Sissako durante as filmagens no Mali

Parece banal. Mas é mortal.

O diferente nesse filme é que a chegada dos jihadistas é contada por aquelas pessoas que estão no centro de tudo: outros muçulmanos. E, dessa vez, quando o comportamento radical e extremo se torna mortal, ele é radical, extremo e mortal para outros muçulmanos.

No centro de tudo
Timbuktu foi o primeiro filme de um cineasta negro nascido na África a ser indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro.

Futebol sem bola: resistência muda

Futebol sem bola: resistência muda

Seu diretor, Sissako, que é meio-mauritano e meio malinês, se inspirou na tomada de Timbuktu por Ansar Dine, um grupo jihadista, que ocupou brevemente a histórica cidade no Mali em 2012.

Na esteira do massacre do Boko Haram na Nigéria e dos ataques terroristas Charlie Hebdo em Paris, o filme é relevante por razões óbvias. Mas ele, claro, transcende o momento presente.

O encontro entre o homem e seu destino, entre realidade e magia, diante da eternidade representada pelo simbolismo visual do deserto em sua beleza natural é ao mesmo tempo trágico e provocante.

Campo dos sonhos
Mas a razão do filme estar nesse blog é que talvez a cena mais impressionante de Timbuktu é a que descreve um jogo de futebol, depois que os jihadistas proibiram o futebol na cidade e recolheram as bolas.

 captura perfeitamente o absurdo do projeto jihadista. E, mais do que isso, é uma bela visão de resistência.

O futebol e o absurdo do projeto jihadista: a voz da resistência.

Sinais de resistência aparecem: aqui e ali se ouve uma bola sem que o dono apareça. Um dos resistentes, Abdelkerim (interpretado pelo ator tunisiano Abel Jafri) enfrenta o tribunal jihadista e a ameaça das chicotadas.

Ate o dia em que todos se reúnem para uma de futebol com uma bola invisível. É uma cena inesquecível, que captura as emoções de qualquer um que já jogou uma partida de futebol na vida. E que capta perfeitamente o absurdo do projeto jihadista.

E, sobretudo é uma bela visão de resistência.

Num filme que usa a variedade dos idiomas falados pelos personagens – bambara, tamasheq, francês, árabe e inglês –, e no fato de que muitas vezes esses personagens não conseguirem traduzir palavras e expressões específicas de cada idioma para conseguir se comunicar, como uma metáfora para nos lembrar como as religiões não podem ser reduzidas a um ponto de vista ou a uma perspectiva cultural ou pessoal, o futebol novamente aparece como um universal.

Mãos limpas: filme coloca muçilmanos diante de seus próprios limites

Mãos limpas: filme coloca muçulmanos diante de seus próprios limites

Universal e específico
Na Timbuktu de Sissoko muçulmanos lutam dentro de sua própria comunidade com o Islã contra jihadistas: o imã da mesquita local argumenta sobre o significado da jihad com os fundamentalistas recém-chegados.Uma linguagem muda.

Em outra cena, dois jihadistas questionam se Kidane, o ‘herói’ do filme é um bom muçulmano. Ou, ainda, a vendedora de peixes confronta a “polícia-islâmica” sobre as dificuldades práticas das mulheres lavarem os peixes usando luvas.

Ao lado da mãe, a jovem muçulmana chega ao seu limite e enfrenta dois homens armados de metralhadoras, num dos diálogos mais poderosos do filme.

Na Europa, o filme tem sido criticado por “humanizar” os jihadistas. Mas os jihadistas à espreita nos telhados, os violando a privacidade das pessoas em suas casas durante a noite são as mesmas pessoas que aparecem entre sorrisos, são engraçados e carismáticos em outras ocasiões.

Vida real: 4 mil soldados franceses expulsaram jihadistas do norte do Mali

Vida real: 4 mil soldados franceses expulsaram jihadistas do norte do Mali

A realização mais subversiva do filme não é que humaniza os jihadistas, mas que humaniza todos os muçulmanos. Isto pode parecer óbvio, mas é um fato é muitas vezes esquecido na retórica de “choque das civilizações” usada para falar sobre o Islã.

Timbuktu é uma prova do que a arte faz de melhor, se comunica com o universal e o específico. O filme nos fala do Islã universal naquilo que é específico, notadamente em suas histórias individuais, revelando alguns de seus personagens.

Nós só podemos começar a ter uma visão global da religião por meio dessas histórias individuais. E serão essas histórias que vão fazer que se torne cada vez mais difícil – ou impossível – para nós generalizarmos sua cultura e sua religião.


Bas Dost, a máquina de gols continua: Wolfsburg 2-1 Hertha!
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Celso de Miranda

A Volkswagen Arena ficou de pé para aplaudir o holandês Bas Dost hoje aos 89 minutos, quando o técnico Dieter Hecking tirou o atacante de campo  depois dele fazer os dois gols que acabaram dando a vitória sobre o Hertha.

Em seu lugar o dinamarquês Nicklas Bendtner, ex-Arsenal, jogou os dois minutos que faltavam para o apito final

Não é para menos, com os dois gols marcados hoje, ele completou 9 gols em 8 dias (e 3 partidas): Dost fez 4 na vitória de 5-4 (veja vídeo) sobre o Leverkusen, no sábado passado, 2 gols na vitória sobre o Sporting Lisboa (2-0), na quinta-feira pela Liga Europa, e voltou a decidir a partida hoje na Bundesliga.


Com a vitória, o Wolfsburg abriu 10 pontos de vantagem sobre o 3º colocado Borussia Moenchengladbach.

Outro holandês
O campeonato, no entanto tem novo artilheiro e é outro holandês: Arjen Robben, que depois de marcar 4 gols em duas rodadas (nas goleadas do Bayern de 8-0 sobre o Hamburgo e 6-0 sobre o Paderborn) chegou aos 16 gols, superando Alexander Meier (14), do Eintracht Frankfurt, que não marcou pela última vez contra o Augsburg, há 3 rodadas.