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Categoria : CONCACAF

CONCACAF: EUA goleiam Honduras. México bate a Costa Rica e assume a ponta
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Celso de Miranda

Os Estados Unidos venceram Honduras por 6-0, na 3ª rodada da fase final das Eliminatórias da CONCACAF, nessa sexta-feira, no Estádio Avaya, na Califórnia.

Depois de derrotas para México (1-2) e Costa Rica (4-0), a vitória deu aos EUA seus primeiros 3 pontos do hexagonal decisivo e levou o time ao 4º lugar, apenas 1 ponto atrás dos seu próximo adversário, o Panamá, que perdeu para Trinidad e Tobago na rodada.

Apenas as 3 primeiras seleções garantem vaga direta na Copa do Mundo da Rússia: o 4º colocado da CONCACAF ainda disputa uma vaga contra o 6º lugar da Ásia.

Apesar da goleada EUA estão fora da zona de classificação

Jogo
De volta à seleção depois de quase 8 meses, Clint Dempsey marcou 3 vezes: o atacante do Seatlle Sounders chegou a 55 gols com a camisa dos EUA,  apenas 2 atrás de Landon Donovan como o maior goleador da seleção.

Mas foi o estreante Sebastian Lletget quem abriu o placar, logo aos 5′: o meia do LA Galaxy, porém deixou o gramado contundido ainda no primeiro tempo (18′) e não deve enfrentar o Panamá, na próxima terça, no Estádio Rommel Fernandez, na Cidade do Panamá .

O capitão do time Michael Bradley, do Toronto, e o atacante Christian Pulisic, do Dortmund, completaram a goleada

México
O México venceu a Costa Rica (2-0) no Estádio Azteca, e assumiu a liderança do hexagonal.

A noite foi história para Javier Hernandez, que marcou o primeiro gol do jogo (7′), chegando a 46 gols pela seleção, igualando a marca de Jared Borgetti como o maior artilheiro da história da seleção mexicana.

Néstor Araújo, marcou o 2º gol ainda no primeiro tempo (44′): após a cobrança de escanteio, o zagueiro do Santos Laguna acertou uma cabeçada à queima roupa do goleiro Keylor Navas.

Os 3 primeiros garantem vaga

Próximo
A 4ª rodada começa na próxima segunda-feira 27), com Honduras recebendo a Costa Rica, no Estádio Francisco Morazan, em San Pedro Sula.

Na terça (28), o Panamá recebe os EUA, no Estadio Rommel Fernandez, e o México vai Port Of Spain, enfrentar Trinida e Tobago, no Hasely Crawford Stadium.


Dupla de atacantes da Bundesliga é destaque na convocação dos EUA
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Celso de Miranda

Ainda sem vencer na fase decisiva das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018, o treinador da seleção dos Estados Unidos, Bruce Arena anunciou nessa quarta-feira a lista dos 24 jogadores que vão enfrentar Honduras e Panamá.

Depois de perder os dois jogos  contra Costa Rica (fora) e México (em casa), Arena apostou na experiência e chamou 19 jogadores que já participaram das Eliminatórias.

Com zero ponto depois de perder os 2 primeiros jogos contra Costa Rica (2-0) e México (1-2), os EUA estão na lanterna entre as 6 seleções que disputam as 3 vagas diretas da CONCACAF: Costa Rica (6 pontos), México e Panamá (4) estariam classificados para a Copa do Mundo se o torneio acabasse agora.

Além da volta de alguns veteranos, como Clint Dempsey e Tim Howard, a lista de Arena conta também com dois jovens atacantes, que estão em ótima fase na Bundesliga: Bobby Wood, de 24 anos, no Hamburgo, e Christian Pulisic, de 18, no Dortmund.

“Nós convocamos um grupo equilibrado, que nos dá opções em jogar de várias maneiras diferentes”, disse Arena. “É um grupo qualificado e experiente e todos estão focados em ter sucesso nesses dois jogos.”

“Mas também chamamos alguns jogadores novos, que nós consideramos prontos para ter uma oportunidade e que podem ser importantes nesse momento do time.”

“Nossa abordagem para esses jogos é simples: queremos vencer.”

Os jogadores norte-americanos se apresentam em San José na  Califórnia (19/3), onde o time enfrenta Honduras, na sexta-feira 24/3,  no Avaya Stadium.

Em seguida, na terça (28/3), os EUA enfrentam o Panamá no Estádio Rommel Fernandez, na Cidade do Panamá.

Nos outros jogos da rodada, o México enfrenta a Costa Rica, no Estádio Azteca, e Trinidad e Tobago recebe o Panamá no Hasely Crawford Stadium, em Port of Spain.

Afastado desde junho, Dempsey volta à equipe

Os 24 dos EUA

  • Goleiros: Brad Guzan (Middlesbrough/ING), Tim Howard (Colorado Rapids), Nick Rimando (Real Salt Lake)
  • Zagueiros: DaMarcus Beasley (Houston Dynamo), John Brooks (Hertha Berlim/ALE), Geoff Cameron (Stoke City/ING), Omar González (Pachuca/MEX), Michael Orozco (Clube Tijuana/MEX), Tim Ream (Fulham/ING), Jorge Villafaña (Santos Laguna/MEX), Walker Zimmerman (FC Dallas)
  • Meio-campistas: Kellyn Acosta (FC Dallas), Alejandro Bedoya (Philadelphia Union), Michael Bradley (Toronto FC), Jermaine Jones (Los Angeles Galaxy), Fabian Johnson (Borussia Mönchengladbach), Sebastian Lletget (LA Galaxy), Dax McCarty (Chicago Fire), Darlington Nagbe (Portland Timbers), Christian Pulisic (Borussia Dortmund)

  • Atacantes: Jozy Altidore (Toronto FC), Clint Dempsey (Seattle Sounders), Jordan Morris (Seattle Sounders), Bobby Wood (Hamburgo)

Destaques

  • A lista conta com 19 jogadores com a experiência anterior nas Eliminatórias: 10 jogadores têm 12 ou mais aparições no torneio enquanto 5  disputaram mais de 30 jogos: Clint Dempsey (36), Jozy Altidore, DaMarcus Beasley e Tim Howard (33), e Michael Bradley (31).
  • Os EUA terão o retorno de 3 veteranos recuperados de lesões: depois de ter ficado de fora por causa de um exame que detectou batimento cardíaco irregular, o atacante Clint Dempsey volta ao time pela primeira vez desde a Copa America Centenario, em junho passado. O goleiro Tim Howard também está de volta depois de se recuperar de uma fratura sofrida durante a derrota para o México, em novembro. Fora desde a vitória por 2 a 0 no amistoso diante de Cuba, em outubro de 2016, em Havana, o lateral Geoff Cameron se recuperou de um entorse no ligamento colateral medial sofrido em partida do Stoke City

Em boa fase no Dortmund, Pulisic é esperança de gols

  • Expulso na partida contra o México, o meia Jermaine Jones cumprirá suspensão na partida contra Honduras e só poderá atuar contra o Panamá e
  • Depois de se tornar o mais jovem jogador norte-americano a marcar na Liga dos Campeões, Christian Pulisic deve ser titular em sua 4ª convocação para o time principal: aos 18 anos, ele tem5 gols e 8 assistências nos 30 jogos pela Dortmund, nessa temporada.
  • Bobby Wood marcou 9 gols em 23 jogos nessa temporada pelo Hamburgo: o último, na vitória por 2-1 sobre o Borussia Mönchengladbach no sábado

Tags : Bruce Arena


Ranking da FIFA: campeões africanos têm maior avanço
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Celso de Miranda

Vencedor da Copa Africana das Nações 2017,  a seleção de Camarões foi a que mais progrediu no ranking da FIFA, publicado nessa quinta-feira.

Os ‘Leões Indomáveis’ subiram 29 lugares e atingiram a 33ª posição: apesar de derrotado na decisão da CAN, o Egito subiu 12 colocações e chegou à 23ª posição, se tornando agora a melhor seleção africana do ranking.

Top
No topo, porém quase nada mudou e a Argentina permanece na ponta (1635 pontos), com o Brasil em 2º (1529).  Seguem Alemanha, Chile e Bélgica.

A única mudança entre os ‘top 10’, foi a ascensão da França para o 6º lugar, tomando a posição da Colômbia (7º). Portugal,  Uruguai e  Espanha completam a lista, dividida igualmente (5 a 5) entre sul-americanos e europeus

O campeão africano Camarões teve o melhor desempenho no ranking da FIFA

O campeão africano Camarões teve o melhor desempenho no ranking da FIFA

Se o melhor desempenho foi africano, a pior queda também: desclassificada ainda na primeira fase, a última campeã continental Costa do Marfim caiu 13 posições e agora ocupa o 47º lugar.

Confederações
Outro que subiu no ranking foi o México, que venceu a Islândia (1-0) em seu primeiro amistoso do ano, nessa quarta-feira e agora é o 17º.


Apesar de ter subido apenas uma posição, “El Tri” ultrapassou a Costa Rica (19ª) e assumiu a posição de melhor seleção da CONCACAF.

O Irã caiu 3 posições, mas se manteve como a melhor seleção da Ásia, em 32º do ranking. Melhor seleção da Oceania, a Nova Zelândia caiu duas posições e é apenas a 111ª.

A próxima edição do ranking FIFA de seleções será publicado no dia 9 de março.

 


Com um gol do veterano Rafael Marquez no final, México vence os EUA
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Celso de Miranda

Com uma cabeçada perto do apito final, o zagueiro Rafael Marquez pôs fim à “maldição de Columbus” e deu a vitória ao México sobre os Estados Unidos no início do hexagonal decisivo das Eliminatórias da CONCACAF para a Copa do Mundo da Rússia.

A vitória do México quebrou um tabu histórico: o time não vencia uma partida oficial dos Estados Unidos como visitante havia 42 anos.

Nos últimos 15 anos, em jogos das Eliminatórias, El Tri havia sido derrotada nas 4 vezes sempre em Columbus (Ohio) e sempre  pelo mesmo placar (2-0), num tabu que já ficara conhecido como ‘fantasma do Dos-a-Cero’.

Dessa vez, nem o frio de 3º ajudou os norte-americanos, que não perdiam uma partida das eliminatórias a 30 jogos: foram 28 vitórias e 2 empates.

Jogo
O México abriu o placar ainda no primeiro tempo: o lateral esquerdo Miguel Layun, do Porto, marcou aos 20′, num chute da entrada da área, que ainda desviou em Matt Besler antes de entrar.

 

Bobby Wood empatou para o time da casa logo no início do segundo período: o atacante do Hamburgo marcou aos 49′, depois de receber passe de Jozy Altidore.

Depois de boas chances de lado a lado, o gol da vitória saiu na cobrança de um escanteio: Layun cobrou da esquerda e o veterano Rafa Marquez desviou no primeiro pau.

Após a partida, o  Juan Carlos Osório, o técnico colombiano da seleção mexicana agradeceu o apoio do torcedor e dedicou a vitória a todo o povo mexicano “espalhado” pelo mundo

Os poucos torcedores mexicanos fizeram a 'fiesta'

Os poucos torcedores mexicanos fizeram a ‘fiesta’

Visitantes
Nos outros dois jogos da rodada, os visitantes também se deram bem: o Panamá venceu Honduras no Estádio Olímpico em San Pedro Sula (0-1) e a Costa Rica bateu Trinidad & Tobago, no Hasely Crawford Stadium, em Port of Spain (0-2).

Na próxima terça-feira, dia 15, o México enfrenta o Panamá, no Estadio Rommel Fernandez em Panama City e os EUA enfrentam a Costa Rica no Estádio Nacional em San Jose.

Honduras e Trinidad & tobago jogam em San Pedro: nessa fase, as 6 seleções farão jogos de ida e volta e as 3 melhores têm vaga direta na Copa do Mundo: a 4ª melhor seleção ainda terá a chance de se classificar disputando um playoff contra o campeão das Eliminatórias da Oceania.

 


Eliminatórias: EUA e México se enfrentam na esteira da eleição de Trump
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Celso de Miranda

As tensões antes de um jogo de futebol entre Estados Unidos e México sempre são grandes, mas características incomuns cercam a partida nessa sexta-feira, dia 11, na abertura do hexagonal decisivo das Eliminatórias da CONCACAF para a Copa do Mundo.

Os dois maiores rivais do continente se enfrentam apenas 3 dias após a eleição de Donald Trump reconhecido pela incendiária retórica xenófoba, sobretudo direcionada à imigração de mexicanos como 45º presidente dos EUA.

Trump abertamente denegriu os imigrantes mexicanos, a quem chamou entre outras coisas de ‘estupradores’ e ‘traficantes’ e durante meses de campanha prometeu a deportação em massa de mexicanos dos Estados Unidos criando um cenário, que poderia facilmente  elevar a temperatura de uma rivalidade que já teve seu quinhão de incidentes desagradáveis.

Nos últimos jogos, torcedores mexicanos têm sido criticados por vaiarem ostensivamente o hino dos EUA, enquanto mensagens e cantos racistas e símbolos anti-mexicanos foram vistos e ouvidos entre os torcedores norte-americanos nas arquibancadas.

Desde 2015, a imagem do político do Partido Republicano têm sido associadas a essa famosa rivalidade: tanto a TV Azteca, quanto a FoxSports usaram trechos de suas declarações em vídeos para promover, em outubro passado a partida entre as duas seleções.

O capitão dos EUA Michael Bradley falou sobre o impacto das eleições nos EUA na entrevista coletiva de quarta-feira: “Tudo que aconteceu nos últimos meses criou uma camada adicional para esse jogo,” disse meio-campista do Toronto FC.

“Eu entendo a polarização causada pelas declarações políticas de lado a lado, mas o mais importante é que no estádio haja respeito entre todas as pessoas, independentemente de serem norte-americanos, mexicanos, homens, mulheres ou crianças,” disse o volante do Toronto FC.

Em entrevista ao canal Univision o atacante mexicano Javier ‘Chicharito’ Hernandez concorda que a eleição de Trump acrescentou um elemento especial ao clássico contra os EUA: “Vamos dar tudo nesse jogo,” disse.

“Há momentos em que as coisas não saem como você queria, a terça-feira podia ter sido mais feliz para todos os latinos, mas a vida continua,” comentou o jogador do Bayer Leverkusen.

Hernandez ressaltou que a equipe está ciente que a partida é apenas um evento esportivo, mas afirmou que espera que uma vitória sobre o rival se torne um motivo de alegria para os mexicanos que vivem nos Estados Unidos e que os ajudem a enfrentar esse momento de incerteza.

“Infelizmente, foi a decisão tomada por esse país e devemos enfrentá-la,” afirmou. “Espero que nosso time possa dar alguma alegria às pessoas e ajudar a superar esses maus momentos e sentimentos ruins.”

O veterano goleiro norte-americano Tim Howard, do Colorado Rapids se esquivou das perguntas sobre o assunto, limitando-se a dizer que não votou, mas que se tivesse votado não teria sido em Trump.

Chicharito: "jogo especial"

Chicharito: alegria num momento difícil

O zagueiro da seleção dos EUA Omar Gonzalez, de ascendência mexicana, disse que a rivalidade é natural entre dois grupos que perseguem um mesmo objetivo, mas que espera uma disputa respeitosa.

“Eu não odeio o México, mas eu não quero perder para eles”, disse ele. “Eu sou um mexicano-americano, tenho um monte de familiares e amigos no México. Este jogo é muito importante para mim. Então, eu não odeio os mexicanos, pelo contrário eu respeito muito o futebol, os torcedores bem como todos os mexicanos.”

“Apesar de os ânimos às vezes saírem de controle nos últimos, não creio que haja qualquer má vontade entre os jogadores de lado a lado”, afirmou o jogador que atualmente atua no Pachuca.

Gonzalez admite que em Columbus os jogadores esperam uma vantagem em jogar em casa, que eles raramente têm em outros lugares do país: “Não é o maior estádio, mas é o nosso caldeirão”, disse. “A proximidade da torcida e o clima são ótimos para o jogador.”

Minoria
As tensões têm aumentado entre os dois rivais futebolísticos: 32 prisões foram feitas e 17 torcedores foram retirados do estádio por brigar após o último encontro entre as duas equipes, em outubro de 2015, no Rose Bowl, no jogo que classificou o México para a Copa das Confederações de 2017.

Michael Bradley e Omar Gonzalez foram dois dos 26 convocados por Jürg ...

Bradley e Gonzalez: 2 dos convocados para enfrentar o México

Entre as autoridades de Columbus, há um medo real de que a retórica que Trump durante a eleição possa encontrar eco entre radicais nas arquibancadas e ruas ao redor do estádio, tendo como alvo os torcedores mexicanos, que vão estar em minoria em Ohio.

De acordo com o tenente Marc Dopp, da divisão de eventos especiais do Departamento de Polícia de Columbus, os jogos entre EUA e México já tem uma operação de segurança complexa e dessa vez a não será diferente. Dopp, no entanto não deu detalhes ou números sobre o trabalho da polícia.

Mesmo com a popularidade do futebol aumentando nos Estados Unidos e torcedores de Seattle, ou Kansas City ansiando para receber uma partida contra o México, a Federação dos EUA programou o encontro o estádio do Columbus Crew, que comporta apenas 23.665mil torcedores e que receberam as partidas entre as duas seleções pelas últimas 4 Eliminatórias, desde 2001: coincidentemente, os EUA venceram todas pelo placar de 2-0.

Muito além da coincidência numérica, porém a escolha de Columbus tem justificativas naturais: em primeiro lugar, os jogos acontecem nos meses de inverno no Hemisfério Norte.

E além do clima frio o estado de Ohio – de menor influência de imigrantes e distante da fronteira – é relativamente inconveniente para o grande número de torcedores pró-México presentes em muitas outras cidades norte-americanas.

“Nós certamente poderíamos ganhar mais com ingressos em estádios maiores,” disse Sunil Gulati, presidente da US Soccer. “Mas esse não é um jogo amistoso e a equação leva em consideração muito mais coisas que o número de acentos vendidos.”

Para Gulati, o ambiente em Columbus é um impulso para sua seleção: “Temos muita confiança em jogar aqui, onde nós tivemos boas performances no passado e sempre contamos com grande apoio da torcida.”

“O clima também tem seu papel, claro”, concorda o dirigente. “Faz parte do jogo: quando vamos no México enfrentamos a altitude e a  norte-americanos começaram a ter um modesto sucesso no futebol, que sempre foi muito mais importante culturalmente no México.

Só vitórias

Só vitórias: EUA nunca perderam para o México em Columbus

História
A história do confronto entre as duas seleções tem 3 períodos bem distintos: primeiro, entre os anos 1930 e 1985 foram os anos de predomínio do México, que venceu 22 dos 27 jogos. Houve ainda 3 empates e apenas duas vitórias dos EUA.

O período entre 1985 e 1999 foi marcado pelo equilíbrio, com 5 vitórias do México, 6 empates e 3 vitórias dos EUA. A partir de 1999 e até hoje, no entanto os norte-americanos viraram o jogo, vencendo a maioria dos confrontos: foram 13 vitórias, 5 empates e 6 derrotas, incluindo a primeira em vitória dos EUA em solo mexicano, já sob a direção de Jurgen Klinsmann, por 1-0 em 2011.

Porém, é o México que comemora as mais recentes conquistas sobre o rival, e ambas em solo norte americano, no ano passado: primeiro o time venceu a CONCACAF Gold Cup, em julho, batendo a Jamaica na final, e depois, em outubro, venceu o rival por 3-2, na prorrogação, no confronto direto por uma vaga na Copa das Confederações da Rússia.

As tensões entre as duas equipes vêm aumentando ao longo dos anos, com as duas seleções lutando pela supremacia e decidindo os principais torneios da CONCACAF: 32 prisões foram feitas e 17 torcedores foram retirados do estádio por brigar após o último encontro entre as duas equipes, em Los Angeles em outubro de 2015, no jogo que classificou o México para a Copa das Confederações de 2017.

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‘American Outlaws’: organizada contra estrangeiros

Parte do problema é desportivo e é normalmente visto em rivalidades em todas as regiões do mundo, em jogos entre Brasil e Argentina, Inglaterra e Escócia, por exemplo.

Mas outra parte é um reflexo de que em muitas comunidades norte-americanas os imigrantes mexicanos e seus descendentes ainda serem alvos dos discursos políticos xenófobos, principalmente num cenário de recessão global prolongada.

O esporte sempre tenta fingir que é apolítico, mas na realidade quando as seleções de dois países que têm compartilhado uma história controversa se enfrentam apenas 3 dias depois de uma eleição presidencial que levou a tantas polêmicas não é surpresa que o jogo produza reações que extrapolam o campo de jogo.

Torcedores norte-americanos e mexicanos vão gritar e torcer como sempre e podem achar que tudo é apenas uma brincadeira,  mas é provável que as palavras que músicas que decidirem cantar ou aquilo que resolverem escreverem em suas faixas durante o jogo sejam levados mais a sério nessa sexta-feira.

Eliminatórias
Nessa fase, 6 equipes disputam 3 vagas diretas para a Rússia 2018. Na próxima terça, 15, os Estados Unidos voltam a campo contra a Costa Rica, no Estádio Nacional em San Jose.

Na quarta, o México enfrenta o Panamá, na Cidade do Panamá, na


Eliminatórias da CONCACAF: definidas 4 das 6 vagas na fase final
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Celso de Miranda

As Eliminatórias da CONCACAF para a Copa do Mundo, que começaram em janeiro de 2015 com 35 seleções chegou nessa sexta-feira à 5ª rodada de sua 4ª Fase: 12 seleções entraram em campo, mas agora restando apenas uma rodada, restam apenas duas vagas em disputa: México, Costa Rica, Panamá e Trinidad e Tobago já estão garantidos no hexagonal decisivo.

Honduras e Estados Unidos são favoritos para ficarem com duas últimas vagas, que serão definidas na próxima terça (6): Canadá e Guatemala ainda têm chances e dependem de resultados combinados.

100%: de virada, México elimina El Salvador

100%: de virada, México elimina El Salvador

O Grupo A, o México entrou classificado para enfrentar El Salvador, no Estádio Cuscatlan, em San Salvador e depois do susto inicial, quando o time da casa abriu o placar, com Alexander Larin, de pênalti (24′).

A “Tri” virou com Hector Moreno (52′), Ángel Sepulveda (58′) e Raul Jimenez (73′), mantendo os 100% de aproveitamento.

A outra vaga ainda está em disputa, mas ficou praticamente nas mãos de Honduras com a vitória do time da América Central, também de virada sobre o Canadá, por 2-1, no Estádio Olímpico, em San Pedro Sula.

Manjrekar James abriu o placar para os visitantes (35′), mas Mario Martinez (45’+2′) e Romell Quito (50′) viraram para os hondurenhos.

Na última rodada, na próxima terça-feira, Honduras (7 pontos) precisa apenas de um empate no Estádio Azteca diante do México.

Além de contar com a derrota do rival, o Canadá (4) precisa vencer o já desclassificado El Salvador (2), no BC Place em Vancouver por uma diferença de gols suficiente para descontar o saldo de 5 gols negativos, que hoje separa as duas equipes.

Trinidad e Tobago avança

Jones: jogador do Seattle Sounders marca duas vezes e Trinidad e Tobago avança

Definidos
Com as vitórias da Costa Rica sobre o Haiti (1-0) em Port-Au-Prince, e do Panamá sobre a Jamaica (2-0) no Estadio Rommel Fernandez, em Panama City, as duas vagas do Grupo B já estão definidas.

Na última rodada, as duas equipes se enfrentam em San Juan, no Estádio Nacional e decidem as posições finais no grupo: um empate  garante a primeira posição à Costa Rica.

Goleada
Trinidad e Tobago garantiu a vaga na próxima fase com um emocionante empate em casa, por 2-2, no Estádio Hasely Crawford, em Port Of Spain, diante da Guatemala: os visitantes abriram o placar Carlos Ruiz (36′).

Mas o time da casa empatou e virou com Joevin Jones (45’+1′, 62′). No final, Ruiz voltou a igualar o placar (87′).

A goleada por 6-0 sobre St. Vincent e Grenadines, em Kingstown, deixou os EUA muito perto da 2ª vaga.

Com 10 pontos, os norte-americanos têm ainda 12 gols de saldo de vantagem sobre a os guatemaltecos que estão 3 pontos atrás.

Assim, na terça, o time de Jürgen Klinsmann enfrenta Trinidad e Tobago em Jacksonville, na Florida, se empatar está classificado, se vencer, serão os primeiros do grupos e, mesmo perdendo ainda podem se classificar.

Saldo: goleadas praticamente garantiram EUA na próxima fase

Saldo: goleadas praticamente garantiram EUA na próxima fase

Para ficar com a vaga, além de torcer contra os EUA, a Guatemala precisa descontar um saldo de 12 gols na partida em casa diante St. Vincent e Grenadines.

Próxima
Na última fase, as 6 equipes se enfrentam em jogos de ida e volta e os 3  primeiros colocados se classificam automaticamente para a Copa do Mundo de 2018, enquanto o 4º colocado disputa um playoff contra o 5º colocado das Eliminatórias da Ásia por uma vaga na Rússia.


Brasil atinge sua pior posição na história do Ranking Feminino da FIFA
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Celso de Miranda

Com a conquista da medalha de bronze no torneio de Futebol Feminino nos Jogos Olímpicos do Rio 2016, o Canadá alcançou a 4ª colocação no Ranking da FIFA publicado nessa sexta-feira, sua mais alta posição na história.

O Torneio Olímpico Feminino representou cerca de 40% dos 63 jogos realizados nos últimos dois meses, com a maioria das outras partidas sendo amistosas.

Fora do pódio, com 2 vitórias, 3 empates e uma derrota na competição, o Brasil caiu duas posições do ranking e agora é o 10º colocado, a pior classificação do País desde 2003, quando o ranking foi criado.

Canadá: melhor posição de sua história

Canadá: melhor posição de sua história

Ganhando 5 dos seus 6 jogos na Rio 2016, incluindo a decisão de 3º lugar diante do Brasil, por 2-1, o Canadá não apenas repetiu o feito dos Jogos Olímpicos de Londres em 2012, mas foi recompensado ​​com um aumento de 93 pontos, saltando da 10ª para a 4ª posição.

A conquista de 93 pontos no período de 4 meses (intervalo da publicação do ranking) estabeleceu um novo recorde na história de 13 anos do Ranking Feminino, superando as marcas de Camarões (87 pts/jul.2015 ) e de Guiné Equatorial (80 pts/dez.2008).

É a primeira vez que o Canadá fica entre os 5 primeiros, superando seu recorde anterior de 7º lugar.

Lista
Apesar da derrota nos pênaltis para a Suécia, nas quartas de final, após o empate em 1-1 no tempo normal e na prorrogação, os EUA permanecem no topo do ranking.

No entanto, o time atingiu sua menor pontuação e viu a vantagem sobre a campeã olímpica Alemanha, que manteve a 2ª posição no ranking, ser reduzida em mais da metade.

Embora tenha chegado à decisão e conquistado sua primeira vez medalha olímpica, a Suécia perdeu 7  pontos de rating mas manteve o 6º lugar.

Ouro: título no Rio deixou alemãs apenas 25 pontos dos EUA

Ouro: título no Rio deixou alemãs apenas 25 pontos dos EUA

Eliminada nos pênaltis pelo Brasil nas quartas de final, a Austrália caiu dois lugares para o 7º lugar. Inglaterra e Japão, que caíram uma posição para 5º e 8º lugares, respectivamente completam os “top 10”.

Além do Canadá, outras duas seleções atingiram sua melhor classificação no ranking nessa edição: depois de empatar sem gols com o Brasil na fase de grupos da Rio 2016, a África do Sul subiu quatro lugares e atingiu o 48º lugar).

Além deles, Ilhas Faroe subiu 5 posições (75º), após vitórias em amistosos sobre a Lituânia e a Letônia no início desse mês.

Com 134 equipes, o próximo Ranking da FIFA será publicado em 23 de dezembro de 2016.


Não gostou de comemoração e amarelou 1º gol de Cueva no São Paulo
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Celso de Miranda

Não se pode mais colocar as mãos atrás das orelhas no futebol: é falta passível de punição com cartão amarelo.

Perdido na tradução: Bassol interpretou mal

Perdido na tradução: Bassol interpretou mal

Pelo menos de acordo com o árbitro Péricles Bassol, que dirigiu nesse domingo o empate entre Corinthians e São Paulo, na Arena Corinthians, e advertiu o meio-campista Christian Cueva, depois que o peruano marcou seu primeiro gol com a camisa do São Paulo cobrando pênalti, que ele mesmo sofreu aos 16′.

Bassol entendeu que o jogador estaria provocando a torcida adversária, no entanto essa é uma comemoração que Cueva já usava com frequência desde os tempos em que atuava no Allianza Lima e depois no Toluca do México, diante de sua própria torcida.

Decisões como essa, reforçam a sensação de que a arbitragem brasileira, que devia se ater à aplicação das regras do jogo, ultimamente vem se caracterizando pelas mais bizarras – excessivas e autoritárias – interpretações dessas regras.

O São Paulo tem que recorrer desse cartão e Bassol tem que admitir que errou na interpretação.


Cristaldo já está no México
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Celso de Miranda

Após dez horas de voo a partir de São Paulo, o atacante argentino Jonathan Cristaldo chegou ao México onde faz exames médicos nessa sexta-feira e deve, em seguida, assinar com o Cruz Azul.

“É um clube gigante do México e para mim é uma honra estar aqui”, disse o jogador de 27 anos, que deixou o Palmeiras, líder do Brasileirão 2016 para fechar com o clube mexicano por 3 anos.

Desafio: ex-palmeirense já está no México

Desafio: ex-palmeirense já está no México

“Eu sei que o time não vence há vários anos, mas também me disseram que tem os fãs mais leais.”

O Cruz Azul não levanta um título desde 1997, quando venceu o Apertura: “Hoje o futebol mexicano é uma das mais fortes em toda a América” afirmou.

O time vem de uma temporada ruim em 2015 não se classificando entre os 8 times que decidiram tanto o Torneio Apertura (terminando em 14º lugar), quanto do Clausura (9º).

“Há grandes jogadores na liga, com passagens por grandes clubes da Europa e sobretudo o ambiente aqui se parece muito com o da Argentina e Brasil, com torcedores apaixonados, que sempre comparecem aos estádios,” disse. “Isso tudo eleva o nível do campeonato.”

Segundo Cristaldo, vai ser um desafio e ao mesmo tempo uma oportunidade jogar em um novo país e mostrar seu talento. O jogador fez exames médicos na Cidade do México, nessa quinta-feira e deve assinar o contrato ainda na sexta.

O Apertura começa no próximo dia 15, e o Cruz Azul estreia no sábado (16), contra o recém-promovido Club Necaxa, no estádio Victoria, em Aguascalientes.


Colômbia volta fortalecida para Eliminatórias após 3º lugar na Copa América
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Celso de Miranda

Com um gol de Carlos Bacca, ainda no primeiro tempo, a Colômbia venceu os Estados Unidos, nesse sábado e conquistou o 3º lugar da Copa América.

Mais do que um simbólico “bronze”, ou uma classificação que o time sul-americano não conquistava desde 1995, no Uruguai (e desde 2004 a Colômbia não chegava à semifinal), o time do técnico Jose Pekerman foi uma das seleções, que mostrou maior evolução em comparação ao que vinha apresentando nas Eliminatórias.

Enquanto os líderes das Eliminatórias Equador e, principalmente o Uruguai decepcionando, a Colômbia com os recuperados James Rodriguez e Juan Cuadrado, o inspirado Edwin Cardona, o oportunista Carlos Bacca, e David Ospina, o melhor goleiro da competição, mostrou ser um adversário respeitável para a sequência das Eliminatórias sul-americanas.

Essa foi a avaliação do próprio Pekerman após a vitória no Estádio Universidade de Phoenix, em Glendale no Arizona. Para ele, além do resultado, toda a participação da equipe faz com que ela saia fortalecida da competição:

“Valorizamos o 3º lugar e a vitória dessa noite, comemoramos sim,” disse o o treinador argentino. “Claro que gostaríamos de sair daqui com o título, mas não podemos esquecer que essa competição é muito difícil, com adversários muito duros.”

Colômbia: "Somos um time em evolução"

Colômbia: “Somos um time em evolução”

“Mas estamos muito contentes porque o time mostrou um espírito coletivo, evoluiu em todos os setores, além de nossos jogadores terem demonstrado muita fibra, muita entrega e vontade de vencer. Todos eles.”

Próximos
De olho nas Eliminatórias, que recomeçam no início de setembro, Pekerman destacou o trabalho defensivo e da dedicação da equipe, que foram fundamentais para manter a vitória sobre os EUA nos minutos finais, quando o time resistiu a uma enorme pressão do rival.

“Coisas como essas servem para fortalecer muito mais o grupo, tanto no lado ofensivo e defensivo”, afirmou. “Somos uma equipe em evolução, e o grupo mostrou que é capaz de ir muito mais longe, que aprendemos com os erros e podemos corrigi-los o mais rápido possível.”

Colômbia recebe lanterna Venezuela

Colômbia recebe lanterna Venezuela

Com 10 pontos, a Colômbia é a 5ª colocada nas Eliminatórias, ao lado do Chile (4º), e está 1 ponto a frente do Brasil, que enfrenta o Equador no dia 28 e 1 atrás da Argentina, que pega ), .

Na próxima rodada, em setembro a Colômbia recebe a Venezuela (2)  e, em seguida, enfrenta o Brasil (6).

Resultado
Foi a segunda vitória da Colômbia sobre os norte-americanos na competição: no jogo de abertura, em 3 de junho, em Santa Clara, os sul-americanos haviam vencido por 2-0.

Bacca: artilheiro fez as pazes com a seleção

Bacca: artilheiro do Milan fez as pazes com a seleção

O gol da vitória saiu ainda no primeiro tempo (31′), depois de um lindo passe de James Rodriguez para Santiago Arias, que de cabeça assistiu Bacca: o atacante Milan só teve de empurrar para as redes.

Velhos conhecidos, Colômbia e EUA fizeram uma partida movimentada com muitas chances de gols: as melhores, no segundo tempo com Cuadrado acertando a travessão de um lado, e Bobby Woods a trave do outro.

As atuações de David Ospina e Tim Howard não deixaram dúvida, ainda que os dois times dispõe de dois grandes goleiros.