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Categoria : Jogos Olímpicos

Brasil atinge sua pior posição na história do Ranking Feminino da FIFA
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Celso de Miranda

Com a conquista da medalha de bronze no torneio de Futebol Feminino nos Jogos Olímpicos do Rio 2016, o Canadá alcançou a 4ª colocação no Ranking da FIFA publicado nessa sexta-feira, sua mais alta posição na história.

O Torneio Olímpico Feminino representou cerca de 40% dos 63 jogos realizados nos últimos dois meses, com a maioria das outras partidas sendo amistosas.

Fora do pódio, com 2 vitórias, 3 empates e uma derrota na competição, o Brasil caiu duas posições do ranking e agora é o 10º colocado, a pior classificação do País desde 2003, quando o ranking foi criado.

Canadá: melhor posição de sua história

Canadá: melhor posição de sua história

Ganhando 5 dos seus 6 jogos na Rio 2016, incluindo a decisão de 3º lugar diante do Brasil, por 2-1, o Canadá não apenas repetiu o feito dos Jogos Olímpicos de Londres em 2012, mas foi recompensado ​​com um aumento de 93 pontos, saltando da 10ª para a 4ª posição.

A conquista de 93 pontos no período de 4 meses (intervalo da publicação do ranking) estabeleceu um novo recorde na história de 13 anos do Ranking Feminino, superando as marcas de Camarões (87 pts/jul.2015 ) e de Guiné Equatorial (80 pts/dez.2008).

É a primeira vez que o Canadá fica entre os 5 primeiros, superando seu recorde anterior de 7º lugar.

Lista
Apesar da derrota nos pênaltis para a Suécia, nas quartas de final, após o empate em 1-1 no tempo normal e na prorrogação, os EUA permanecem no topo do ranking.

No entanto, o time atingiu sua menor pontuação e viu a vantagem sobre a campeã olímpica Alemanha, que manteve a 2ª posição no ranking, ser reduzida em mais da metade.

Embora tenha chegado à decisão e conquistado sua primeira vez medalha olímpica, a Suécia perdeu 7  pontos de rating mas manteve o 6º lugar.

Ouro: título no Rio deixou alemãs apenas 25 pontos dos EUA

Ouro: título no Rio deixou alemãs apenas 25 pontos dos EUA

Eliminada nos pênaltis pelo Brasil nas quartas de final, a Austrália caiu dois lugares para o 7º lugar. Inglaterra e Japão, que caíram uma posição para 5º e 8º lugares, respectivamente completam os “top 10”.

Além do Canadá, outras duas seleções atingiram sua melhor classificação no ranking nessa edição: depois de empatar sem gols com o Brasil na fase de grupos da Rio 2016, a África do Sul subiu quatro lugares e atingiu o 48º lugar).

Além deles, Ilhas Faroe subiu 5 posições (75º), após vitórias em amistosos sobre a Lituânia e a Letônia no início desse mês.

Com 134 equipes, o próximo Ranking da FIFA será publicado em 23 de dezembro de 2016.


Final Olímpica: Suécia e Alemanha em números
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Celso de Miranda

Pela primeira vez, a final de futebol feminino dos Jogos Olímpicos será disputada por dois times europeus: a história dos confrontos entres as duas seleções favorece esmagadoramente a Alemanha.

De seu lado, a Suécia tem no banco a treinadora Pia Sundhage, que disputa sua 4ª final e pode chegar ao seu 3º ouro olímpico consecutivo. Compare:


Germany v Sweden 4-1 Highlights 21-06-2015… por letshavefun-channel

Títulos: (Alemanha vs Suécia):
> Ouro Olímpico: 0 – 0
> Medalhas: 3 (bronze em 2000,  04 e 08) – 0
> Eurocopa: 8 (1989, 91, 95, 97, 2001, 05, 09 e 13) – 1 (1984)
> Copas do Mundo: 2 (2003 e 07) –  0

Confronto direto (Alemanha vs Suécia):
> Total de vitórias: 18 da Alemanha, 7 da Suécia (As equipas nunca empataram!!!)
> Gols: 48 – 31
> Cartões vermelhos: 0 – 0
> Em finais: 3 a 0 (1995 e 2001, na Euro, e 2003, na Copa do Mundo, sempre por 1 gol de diferença)
> No prorrogação: 3 a 0
> Em Jogos Olímpicos em: 3 – 0
> Às sextas-feiras: 1 – 1

Suécia e Alemanha: rivais europeus na decisão Olímpica

Suécia e Alemanha: rivais europeus na decisão Olímpica

Últimos cinco jogos:
> 20/6/2015: Alemanha 4-1 Suécia (Copa do Mundo, Ottawa-CAN)
> 11/3/15: Alemanha 2-1 Suécia (Copa Algarve, Portugal)
> 4/3/15: Alemanha 2-4 Suécia (Copa Algarve)
> 29/10/14: Suécia 2-1 Alemanha (Amistoso, Orebro-SUE)
> 5/3/12: Alemanha 4-0 Suécia (Amistoso, Portugal)

Ouro: Sundhage em busca do 3o ouro consecutivo

Ouro: Sundhage em busca do 3º título consecutivo

Treinadoras:

> Suécia: a técnica Pia Sundhage está em busca de seu 3º triunfo olímpico consecutivo depois de ter guiado os Estados Unidos a ouro em 2008 e 2012.Além disso, ela tem a medalha de prata em 2004

> Alemanha: Silvia Neid, que dirigiu a Alemanha na conquista do bronze olímpico em 2000, 2004 e 2008, vai deixar o cargo após 11 anos como treinador Nationalelf na sexta-feira. Ex-jogadora, Neid esteve na final da Euro 1995, quando a Alemanha venceu a Suécia por 3-2

Entrevista: Almuth Schult
Apesar de já ter feito história chegando pela primeira vez a uma decisão dos Jogos Olímpicos, após vencer o Canadá na terça-feira, a seleção feminina da Alemanha, bicampeã mundial em 2003 e 2007 e atual campeã europeia, não esconde a ansiedade pela final diante da Suécia na sexta-feira, onde vai poder repetir o feito dos homens de 2 anos atrás e vencer um título no Maracanã.

Ainda como jogadora, Silvia Neid venceu a Euro em 1995: 3-2 sobre a Suécia

Ainda como jogadora, Silvia Neid venceu a Euro em 1995: 3-2 sobre a Suécia

“A Suécia é um adversário especial,” avalia a goleira Almuth Schult, do Wolfsburg, que disputa sua primeira grande competição, depois que assumiu a vaga de titular da bicampeã mundial Nadine Angerer, vencedora do Prêmio Bola de Ouro FIFA em 2013, que se aposentou após a Copa do Mundo do ano passado.

“É um time que conhecemos bem, com jogadoras que já nos acostumamos a enfrentar nos torneios europeus e onde várias de nós temos companheiras de clubes e até boas amigas”, diz. “Mas agora estamos na final dos Jogos Olímpicos e essa é uma situação especial.”

Segundo Schult, a equipe está vivendo um momento especial: “Há um forte espírito de equipe e uma alegria fora de campo, que o grupo está compartilhando e que acaba se refletindo na grande coesão que o time tem demonstrado dentro de campo.”

Schult comemora vitória sobre o Canadá e classificação para a final: sonho

Schult comemora a classificação para a final: desfrutando cada momento

Para ela, chegar à decisão já é a realização de um sonho: “Dois anos atrás, quando os homens decidiram a Copa do Mundo no Maracanã fazer uma final no Rio de Janeiro parecia impossível. Agora estamos aqui!”

“É um momento incrível para o futebol feminino do nosso país e quando eu penso nisso sinto que será uma honra apenas estar em campo nessa sexta-feira.”

“O objetivo é, claro, ganhar o ouro e isso certamente não será fácil. Mas vamos jogar e lutar pela vitória sabendo que estamos vivendo um grande momento das nossas vidas. E que temos que desfrutar cada momento.”


Pela 1ª vez um país disputa o ouro no futebol masculino e feminino
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Celso de Miranda

Com a vitória por 2-0 sobre a Nigéria nessa quarta-feira na Arena Corinthians, em São Paulo, a Alemanha se tornou o primeiro país a chegar às finais dos torneio de futebol masculino e feminino na mesma edição dos Jogos Olímpicos.

Na verdade, é apenas a 2ª vez que um mesmo país será medalhista no futebol desde 1996, quando os torneios masculino e feminino passaram a ser disputados simultaneamente.

A medalha é certa: a No masculino, Alemanha faz a final contra o Brasil

A medalha é certa: no masculino, Alemanha faz a final contra o Brasil

A única vez que isso aconteceu anteriormente foi em 2008, em Pequim, quando o Brasil foi Prata no feminino, perdendo a decisão para os EUA, e Bronze no masculino, depois de perder para a Argentina na semifinal num enfático 3-0 e bater a Bélgica na decisão do 3º lugar.

Em outras duas ocasiões, um mesmo país chegou às semifinais, mas saiu com apenas uma medalha: em 2000, em Sydney, os EUA foi vice-campeão feminino e 4º lugar no masculino.

O mesmo aconteceu em Londres, em 2012, com o Japão, que no feminino eliminou a França na semifinal e acabou com a medalha de Prata depois de perder a final para os EUA (2-1), e no masculino perdeu a semifinal para o México (1-3) e voltou a perder na disputa do 3º lugar para a Coreia do Sul (0-2).

Final feminina reedita decisão da Euro 2015

Final feminina marca despedida da técnica Silvia Neid, há 11 anos no cargo

Duas medalhas
No masculino, a classificação para a ‘final dos sonhos’ contra o Brasil, no Estádio do Maracanã veio depois de um duelo intenso diante da Nigéria, medalha de Ouro em 1996 e Prata em 2008: o zagueiro do RB Leipzig Lukas Klosterman marcou o primeiro (9′) e o atacante do Freiburg Nils Petersen, que veio do banco no 2º tempo, marcou seu 6º gol no torneio (89′) e fechou o placar.

Na terça, em Belo Horizonte, com gols de duas jogadoras do Bayern de Munique – Melanie Behringer e Sara Däbritz – a seleção feminina já havia garantido a vaga para enfrentar a Suécia, na primeira final 100% europeia da história do futebol feminino nos Jogos Olímpicos, depois de bater o Canadá, também pelo placar de 2-0.

A decisão no Rio de Janeiro, que pode dar à técnica da Suécia Pia Sundhage o 3º título olímpico consecutivo, depois de ela dirigir os Estados Unidos em 2008 e 2012, marca a despedida da treinadora alemã Silvia Neid, que deixa o cargo após 11 anos.


Nigéria bate a Suécia e garante vaga nas quartas
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Celso de Miranda

Um gol ainda no primeiro tempo do atacante Umar Sadiq, da Roma, deu à Nigéria a vitória sobre a Suécia (1-0) nesse domingo na Arena Amazônia em Manaus e garantiu o time africano nas quartas de final dos Jogos Olímpicos do Rio.

Na outra partida do Grupo B, Japão e Colômbia empataram em 2-2.

Na última rodada, na quarta-feira, a Nigéria enfrenta a 2ª colocada do grupo Colômbia na Arena Corinthians, em São Paulo.

Com 1 ponto cada, Japão e Suécia ainda lutam pela vaga na Fonte Nova em Salvador.

Entre os 8: gol de Sadiq classificou nigerianos

Entre os 8: gol de Sadiq classificou nigerianos

Duelo
No encontro entre os vencedores dos torneio pré-olímpicos da África e da Europa, a Nigéria mereceu a vitória e podia até ter conseguido um placar maior se não fosse a boa atuação do goleiro Andreas Linde, da Suécia.

No único gol da partida, o atacante Umar Sadiq, que já havia marcado contra o Japão na estreia, mergulhou de cabeça para completar um cruzamento da esquerda de Stanley Amuzie (39′).

Além da Nigéria, apenas Portugal com duas vitórias sobre Argentina e Honduras no Grupo D também já garantiu vaga nas quartas-de-final.


Mineirão recebe prévia da final do futebol feminino nesse sábado
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Celso de Miranda

Duas das equipes mais fortes do futebol feminino atual e grandes favoritas ao Ouro Olímpico, ao lado de Alemanha e Brasil, EUA e França fazem nesse sábado no Estádio Mineirão, em Belo Horizonte, sua segunda partida pelo Grupo C: as duas equipes – número 1 e  3 do ranking da FIFA respectivamente – venceram na estreia.

Experiente, técnico e elegante, o time da França é hoje um dos mais consistentes do mundo, responsável por uma das duas únicas derrotas dos EUA desde 2014, num amistoso em Lorient, em fevereiro de 2015 (2-0): gols de Eugenie Le Sommer e Jessica Houara.

No último encontro, porém em março desse ano as norte-americanas se vingaram com uma vitória por 1-0: Alex Morgan marcou já nos acréscimos.

Os EUA venceram ainda os dois últimos jogos válidos por grandes torneios, nas Olimpíadas de 2012 (4-2, na 1ª fase) e na Copa do Mundo de 2011, na Alemanha (3-1 na semifinal).

Rivais
Mesmo sendo possível que ainda no final deste mês as duas equipes voltem a se enfrentar na fase eliminatória, com base nos antecedentes não se deve esperar que os times sejam lá muito cautelosos no sábado.

“Honestamente, enfrentar a França é um jogo enorme”, diz a veterana Megan Rapinoe. “Seria mentira nossa dizer que é apenas mais um jogo”.

“Elas são um dos melhores times do mundo e um dos times que nós respeitamos. Mas em última análise, precisamos dos três pontos para definir nossa posição no grupo”, afirma Rapinoe, que não atuou na estreia contra a Nova Zelândia.

“É outra oportunidade para afirmar a nossa posição dominante nesse grupo e no torneio.”

Com pouco tempo de descanso entre as partidas e longas distâncias entre alguns locais de jogos, o torneio de futebol desafia treinadores a tomar decisões difíceis sobre a rotação das atletas.


JO 2016 France-Colombie (4-0), les buts ! por ffftv

Os EUA, por exemplo não confirmam a escalação da meia Tobin Heath e da lateral Mallory Pugh, que fizeram a primeira partida como titulares.

Uma lesão no tornozelo deve quase que certamente afastar Pugh do jogo contra a França, fazendo com que Jill Ellis inicie com Crystal Dunn.

Na frente, as favoritas Alex Morgan e Carli Lloyd devem começar jogando, mas podem ser poupadas durante a partida.

Lindsey Horan (que saiu do banco na quarta) deve ganhar uma vaga no meio campo, poupando ou Allie Long ou Morgan Brian (que iniciaram jogando).

Horan, que em 2012 se tornou a primeira norte-americana a se profissionalizar sem passar pelo futebol universitário, quando se transferiu para o Paris Saint-Germain aos 18 anos, passou 3 temporadas e meia na França e voltou esse ano aos EUA para atuar no Portland Thorns, atual campeão da NWSL (a liga profissional de futebol feminino).

Ambição
Com uma equipe que equilibra força e habilidade e representa a diversidade atual do país, a França superou antigas forças do futebol europeu e hoje faz frente à Alemanha na liderança do futebol feminino do continente: no último fim de semana, a equipe Sub-19  venceu a Eurocopa da categoria.

Na Liga dos Campeões Feminina, Olympique de Lyon (atual campeão e base da seleção) e o PSG se colocam entre dois dos maiores clubes do mundo.

Abily: meia do Lyon foi a melhor da partida contra a Colômbia

Abily: meia do Lyon foi a melhor da partida contra a Colômbia

Na última Copa em 2015, a França foi a 3ª melhor seleção europeia (atrás de Inglaterra e Alemanha), caindo nas quartas de final, e nas Olimpíadas de Londres, em 2012 perdeu a Medalha de Bronze para o Canadá.

No entanto, Les Bleues nunca venceram um grande torneio: “Tecnicamente temos um time muito bom”, disse Camille Abily, autora de um dos gols contra a Colômbia na estreia. “A nossa força está no nosso conjunto.”

“Temos um time consistente, que joga no mesmo padrão há bastante tempo”, afirmou. “Nos defendemos bem, controlamos os passes e o ritmo de jogo.”

“É claro que sempre estamos buscando melhorar e uma vitória sobre os EUA seria um impulso inestimável para a equipe, sobretudo no aspecto psicológico.”

França e EUA se enfrentam no Mineirão a partir das 17h.


Com 4 gols sobre o Japão, nigeriano é o primeiro destaque no futebol
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Celso de Miranda

O atacante Oghenekaro Etebo foi a estrela da noite, marcando 4 gols na emocionante vitória da Nigéria sobre o Japão por 5-4, nessa quinta-feira pelo Grupo B do torneio de futebol dos Jogos Olímpicos. que ainda tem Suécia e Colômbia do torneio olímpico masculino na Arena da Amazônia, em Manaus.

A vitória deixou a seleção africana na liderança do grupo, já que na outra partida Suécia e Colômbia empataram em 2-2.

“Mas marcar todos os gols do time na competição e não ganhar a medalha de Ouro vai ser um desperdício e esse não é o meu objetivo, disse o jogador do Feirense de Portugal, que garantiu estar focado em ganhar o segundo Ouro Olímpico para a Nigéria e não necessariamente ser o artilheiro do torneio.

“Sim, seria ótimo ver meus gols contribuindo para o sucesso da equipe, mas se eles não nos levarem à Ouro, então não vão adiantar nada e não é o que eu quero,” afirmou.

Estrela da noite

Estrela: Etebo foi o artilheiro do Pré-olímpico em dezembro

Etebo revelou, ainda que o principal motivador da equipe hoje é o técnico Samson Siasia, ex-atacante nigeriano, que tem desempenhado o papel de um pai para os jogadores, fazendo com que eles acreditem em seu potencial e que sempre podem fazer mais do que se espera deles.

“Esse é o grupo mais unido e motivado em que já estive. Todos queremos fazer o melhor e ganhar por ele [Siasia]”, disse o jogador de apenas 20 anos, que começou no Warri Wolves, onde se profissionalizou em 2013 e fez 63 jogos e 25 gols.

Em dezembro de 2015, foi um dos destaques da equipe da Nigéria, que conquistou a vaga olímpica na Copa Africana Sub-23, acabando como artilheiro (com 5 gols) incluindo os 2 da final sobre a Argélia (2-1).

Em janeiro desse ano, venceu o prêmio “Revelação 2015” da Confederação Africana (CAF). e em seguida se transferiu para o Feirense, onde fez apenas 4 partidas e marcou 3 gols.  Já fez 7 jogos pela seleção principal e marcou 5 gols.

 


Heróis do Futebol Olímpico: Kiko, Espanha (Barcelona, 1992)
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Celso de Miranda

Depois de mais de 70 anos, uma seleção anfitriã chegava à decisão do torneio de futebol nos Jogos Olímpicos naquela noite de 8 de agosto de 1992.

A Espanha, em Barcelona pretendia repetir o feito da Bélgica em Antuérpia, em 1920 e do Reino Unido – que ainda competia como uma única Federação -, em 1908 em Londres (quando o futebol foi oficialmente incluído na programação dos Jogos) e vencer a Medalha de Ouro em casa.


Poland v Spain Olympic Football Final 1992 por timsalmon17

Mas isso não parecia lá tão fácil ao final da primeira etapa, os 95 mil torcedores no Camp Nou, incluindo o rei Juan Carlos, a Rainha Sofia e o presidente do COI, Juan Antonio Samaranch viram o o atacante Wojciech Kowalczyk abrir o placar para a Polônia (44′).

Foi primeiro gol sofrido no torneio pela Espanha, que havia passado na primeira rodada por Colômbia (4-0), Egito (2-0) e Qatar (2-0), eliminando Itália (1-0) nas quartas-de-final e Ghana, por 2-0 nas semifinais.

A Espanha tinha Pep Guardiola e Luis Enrique mas foi o zagueiro Abelardo, então no Gijón, que faria longa carreira no Barcelona, quem empatou a partida (65′) e Francisco “Kiko” Narvaez, atacante do Atlético Madrid, quem levou os anfitriões à liderança.

Ouro: com Ferrer, Kiko e o gol para a história

Ouro: com Ferrer, Kiko e um gol para a história

Mas a Polônia mostrou sua força olímpica e novamente igualou o placar com Ryszard Staniek (76′).

A partida já ia além do tempo regulamentar e a prorrogação já parecia certa, quando Kiko, que já havia feito o gol da vitória contra a Itália nas quartas, marcou o gol da vitória e da Medalha de Ouro.

Na seleção principal adulta Kiko presença constante durante 6 anos (1992–1998), totalizando 26 partidas e 5 gols e disputando a Euro 1996 e a Copa de 1998.

Véspera
Outra seleção já havia feito história um dia antes, no dia 7, na disputa do 3º lugar entre Austrália e Gana: com o time mais novo da competição (18,8 anos), os africanos venceram por 1-0 e ficaram com a Medalha de Bronze, tornando-se o primeiro país Africano a  ganhar uma medalha no torneio de futebol olímpico.

Registro: Gana recebe primeira medalha olímpica para o futebol africano

Registro: Gana recebe primeira medalha olímpica para o futebol africano

Gana marcou numa cobrança de falta de Isaac Asare, aos 20 minutos: o jovem herói africano se transferiu para a Bélgica, onde atuou no Anderlecht, sendo emprestado para times de menor expressão, até se transferir em para o Cercle Brugge (hoje na 2ª divisão).

Aos 41 anos, o zagueiro se aposentou atuando no Lentezon Beersem time de uma liga regional de Antuérpia, onde mora.

A medalha de Gana apenas abriu o caminho para uma série de conquistas das seleções africanas nos Jogos Olímpicos: em 1996, em Atlanta, a Nigéria conquistou o Ouro vencendo a Argentina na final (3-2).

Em Sydney, 4 anos depois, foi a vez de Camarões vencer o título batendo a Espanha na decisão (2-2/5-3pen). Em 2008, em Pequim a Nigéria voltaria ao pódio, ficando com a Prata, ao ser derrotada pela Argentina (1-0)

 


Les Bleues vencem a China
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Celso de Miranda

Em fase final de preparação para os Jogos Olímpicos Rio 2016, a seleção feminina da França venceu a China por 3-0 nesse sábado, em um amistoso no estádio Charléty.

A atacante Kadidiatou Diani abriu o placar no início da partida (15′), depois de um cruzamento de Amel Majri: a atacante Eugénie Le Sommer disputou a bola com a goleira Zhao Lina, e a jogadora do Juvisy aproveitou a sobra para tocar de esquerda para o fundo das redes.

A capitã Wendie Renard ampliou aos 30′, completando de cabeça o cruzamento de Louisa Necib. Le Sommer quase aumentou
ainda no primeiro tempo: a atacante do Lyon recebeu passe de Necib na área e bateu cruzado, mas Zhao desviou a bola que ainda bateu na trave.

A melhor chance da China aconteceu no 2º tempo, com a atacante Wang Shanshan, que fez boa jogada pela direita e ia colocando Gao Chen em condições de marcar, mas a goleira Amandine Gerrard fez boa defesa.

Busca:

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No final, a capitã Li Dongna derrubou Diani na área e a árbitra suíça Desiree Grundbacher marcou pênalti: a jovem meia Claire Lavogez cobrou e marcou (81′), para a festa dos mais de 8 mil torcedores em Paris.

Foi a primeira derrota do time do técnico Bruno Bini desde o 2-0 contra Estados Unidos em dezembro: desde então, o time havia se classificado invicto no Pré-olímpico da Ásia, no Japão, e vencido os 5 amistosos visando os Jogos Olímpicos.

A China ainda enfrenta o Canadá na quarta-feira (20) e o Zimbábue no dia 29 de julho, já em São Paulo. No sábado (23), é a vez da França enfrentar o Canadá em seu último amistoso antes de viajar para o Brasil.

Le Sommer: boas chances

Le Sommer: boas chances

Olimpíadas
Depois do 4º lugar em Londres, a França vem ao Brasil com expectativa de chegar ao pódio e estreia contra a Colômbia, no dia 3, em Belo Horizonte. Ainda no Mineirão, a França enfrenta os EUA, no dia 6 e encerra sua participação no Grupo G contra a Nova Zelândia, no dia 9, na Fonte Nova, em Salvador.

A China está no Grupo E, e estreia contra o Brasil, no dia 3, no Maracanã, onde enfrenta também a África do Sul, no dia 6. No dia 9, joga com a Suécia, no Mané Garrincha em Brasília.


Francesa compara sua seleção à do Brasil: “Isso que é Samba!”
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Celso de Miranda

“C’est le Brésil! Ça y est c’est Samba!” (algo como “Isso é o Brasil! Isso que é Samba!’) disse Camille Abilly, meia do Lyon e da seleção francesa, brincando com o ritmo acelerado durante os treinamentos em Clairefontaine, um dia antes do amistoso preparatório para os Jogos Olímpicos do Rio, nesse sábado diante da China no Estádio Charléty, em Paris.

Após a confirmação das 18 jogadoras que vêm aos Jogos do Rio, a seleção da França está encarando o jogo contra a China, que será adversária do Brasil, na estreia da seleção brasileira no dia 3 de agosto, no Maracanã, e que está invicta desde o início do ano, como um teste definitivo para suas aspirações de medalha.

O técnico Philippe Bergeroo chamou 12 jogadoras do Lyon, que recentemente conquistou a Liga dos Campeões da UEFA, entre elas a goleira Sarah Bouhaddi, as meias Camille Abily e Louisa Necib, a zagueira Wendie Renard e a atacante Eugénie Le Sommer, todas do time titular.

Abily: um pouquinho de Brasil

Abily: um pouquinho de Brasil

Semifinalista nas Olimpíadas de Londres, em 2012, e atual 3ª colocada do Ranking da FIFA, a França faz ainda mais um teste antes de viajar para o Brasil: no próximo sábado, o time enfrenta o Canadá, medalha de bronze em Londres, no estádio Abbé Deschamps, em Auxerre.

Nas Olimpíadas, o time faz seus dois primeiros jogos no Mineirão contra Colômbia (3 de agosto) e Estados Unidos (6). Depois enfrenta a Nova Zelândia na Fonte Nova, no dia 9.

Henry:campeã pelo Lyon se transferiu para o Portland

Henry:campeã pelo Lyon se transferiu para o Portland

Adversária
Treinada pelo ex-técnico da seleção francesa (2007-2013) Bruno Bini, a China eliminou Japão, Coreia do Sul e Coréia do Norte para garantir sua vaga no Brasil. Suas últimas performances, especialmente contra os Estados Unidos (1-0 em um amistoso), permitiu-lhe dar um salto no ranking da FIFA, onde agora ocupa o 12º lugar.

A China estreia contra o Brasil (dia 3) e depois enfrenta a África do Sul no Maracanã (6). Em seguida viaja para Brasília para encerrar a fase de grupos contra a Suécia, no Mané Garrincha (9).

Entre as duas equipes, o retrospecto é favorável às visitantes desse sábado: foram 4 vitórias chinesas, 3 empates e duas vitórias da França, justamente nos dois últimos jogos (em 2006 e 2007).

 

 

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EUA anunciam jogadoras que vêm ao Rio defender título olímpico
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Celso de Miranda

A técnica Jill Ellis anunciou nessa terça-feira as 18 jogadoras da seleção dos EUA, que vêm ao Rio com o status de atual campeã olímpica e campeã do Mundo.

Além da artilheira Carli Lloyd, eleita a melhor jogadora do mundo pela FIFA, em janeiro, da goleira Hope Solo, e da meia Tobin Heath, que vão disputar os Jogos Olímpicos pela 3ª vez, os EUA trazem outras 4 jogadoras remanescentes do título Olímpico em Londres, em 2012, e 14 integrantes do time que venceu a Copa do Mundo no Canadá, em 2015.

Artilheira: atacante do Orlando lidera artilharia esse ano

Morgan: atacante do Orlando vem ao Rio defender a medalha de ouro

Um dos destaques da lista é a presença da meia Megan Rapinoe, recuperada de uma cirurgia nos ligamentos cruzados anteriores do joelho direito pela qual passou em dezembro.

Figura central do título Mundial no Canadá e Rapinoe voltou a fazer uma partida completa pela primeira vez apenas num treinamento em Chicago na semana passada.

Ao lado de Alex Morgan, Kelley O’Hara e Becky Sauerbrunn, Rapinoe completa a lista das 7 jogadoras que venceram a medalha de ouro em Londres.

O time que bateu a África do Sul por 1-0 há uma semana, faz mais um amistoso antes de viajar para o Brasil contra a Costa Rica no dia 22 de julho, em Kansas City, no Kansas.

Liga
Todas as jogadoras atuam na NWSL, a liga norte-americana de futebol feminino: o atual campeão Portland Thorns (4 jogadores) foi o time que mais cedeu jogadores, seguidos por Chicago Red Stars (3) e Seattle Reign, Houston Dash e Washington Spirit (2 cada).

Nove dos 10 clubes NWSL cederam jogadoras, apenas o Western New York Flash não tem uma representante no time, embora a meia Samantha Mewis integre a lista como suplente.

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Ellis e a capitã Lloyd: um olho no ouro e outro no futuro

“Esses últimos 9 meses foram um longo processo em que avaliamos quase 50 jogadoras e foi um verdadeiro desafio estreitar a lista para 18”, disse a técnica Jill Ellis.

“Procuramos chegar a um equilíbrio entre jogadoras com experiência nos Jogos Olímpicos e em competições importantes, juntamente com a energia das jovens, que sempre vêm com um espírito e uma atitude revigorante.”

A idade média da equipe é de 27,8 anos de idade: o número médio de partidas pela seleção (antes do amistoso de julho, contra a Costa Rica) é de 77.

Recém operada, Rapinoe está de volta à seleção

Recém operada, Rapinoe está de volta à seleção

“Como treinadora você quer montar um grupo capaz de chegar ao topo do pódio, mas também está consciente de que seu papel é preparar jogadoras para a próxima Copa do Mundo,” afirma Ellis. “E acho que fizemos isso.”

Segundo Ellis, o time conta ainda com jogadoras que podem atuar em mais de uma função: “Privilegiamos jogadoras que já têm essa característica natural e que já trazem isso de seus clubes, mas é claro que estamos treinando isso também, já que vamos disputar um torneio longo, cansativo e com um elenco reduzido.”

Favoritas
Favoritas ao ouro, as norte-americanas abrem o Grupo G no dia 3 de agosto – dois dias antes da cerimônia de abertura – contra a Nova Zelândia, no Mineirão.

Líder do ranking da FIFA, a seleção dos EUA permanece em Belo Horizonte para o clássico contra a França (3ª colocada), em 6 de agosto. Em seguida vai a Manaus para encerrar a fase de grupos no dia 9 contra a Colômbia, na Arena Amazônia.

Os EUA chegaram à final de todos os torneios olímpicos até hoje desde que o futebol feminino foi instituído, em 1996: primeiro, em Atlanta, as norte-americanas ganharam a Medalha de Ouro, em seguida, em 2000, foram Prata em Sydney.

De lá pra cá, foram mais 3 títulos olímpicos consecutivos em Atenas (2004), Pequim (2008) e Londres (2012).

Veja a lista completa

Veja a lista completa das convocadas para a seleção olímpica dos EUA

  • Goleiras: Hope Solo 1 (Seattle Reign) e Alyssa Naeher 18 (Chicago Red Stars)
  • Zagueiras: Whitney Engen 6 (Boston Breakers), Julie Johnston 8 (Chicago), e Becky Sauerbrunn 4 (Kansas City)
  • Laterais: Ali Krieger 11 (Washington Spirit), Kelley O’Hara 5 (Sky Blue), Meghan Klingenberg 7 (Portland Thorns)
  • Meio-campistas: Morgan Brian 14 (Houston Dash), Tobin Heath 17 (Portland), Lindsey Horan 19 (Portland), Carli Lloyd 10 (Houston), Allie Long 3 (Portland), Megan Rapinoe 15 (Seattle)
  • Atacantes: Cristal Dunn 16 (Washington), Alex Morgan 13 (Orlando Pride), Christen Press 12 (Chicago), Mallory Pugh 2 (Colorado Real).

Jill Ellis chamou ainda 4 jogadoras, que viajam junto com a delegação para o Brasil e permanecem como alternativas no caso de contusões de alguma das titulares:

  • a meio-campista Heather O’Reilly, 3 vezes medalhista de ouro (2004, 2008 e 2012), atualmente no FC Kansas City,
  • a goleira Ashlyn Harris, do Orlando Pride
  • a zagueira Emily Sonnett, do Portland
  • e a meia Samantha Mewis, do New York Flash.