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Arquivo : Copa do Mundo 2018

Governo russo anuncia projeto para aumentar gastos com a Copa do Mundo
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Celso de Miranda

O custo de preparação para a Copa do Mundo da Rússia deve sofrer um aumento de 4,7 bilhões de rublos (ou US$ 79,3 milhões, ou, ainda, R$ 250 milhões) do orçamento federal, segundo informações do projeto de decreto do governo russo publicado em seu portal oficial, nessa terça-feira.

90%: a “Rostov Arena”, na margem esquerda do rio Don

De acordo com o projeto, a implementação dos custos do programa aumentará de 638,84 bilhões de rublos (US$ 34 milhões) para  643,55 bilhões (ou US$ 34,33 milhões) .

De acordo com a versão atual do documento, o montante total das despesas é dividida em três partes: a maior delas, de 350,45 bilhões de rublos (US$ 18,7 milhões) será coberta pelo orçamento federal. Outros 92,21 bilhões (US$ 4,9 milhões) virá dos orçamentos regionais e e os outros 196,18 bilhões (US$ 10,4) de empresas.

Os jogos serão realizados de 14 junho a 15 julho do ano que vem em 12 estádios localizados em 11 cidades da Rússia: Moscou, São Petersburgo, Kazan, Nizhny Novgorod, Saransk, Kaliningrado, Volgogrado, Yekaterinburgo, Samara, Sochi e Rostov-on-Don.


Delegação da FIFA chega à Russia para 3ª visita aos estádios da Copa
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Celso de Miranda

Menos de três anos antes do início da Copa do Mundo de 2018, começou nessa segunda-feira, em São Petersburgo, a 3ª visita operacional da Delegação Conjunta da FIFA e do Comitê Organizador da Copa, que vai acompanhar a preparação dos estádios russos.

Vitória: ás margens do rio Volga

Vitória: às margens do rio Volga, nasce a nova Arena

Durante a visita, que vai até 14 de abril, a delegação liderada pelo diretor-geral do Comitê Organizador Alexei Sorokin e pelo diretor da FIFA para a Copa do Mundo, Colin Smith vai visitar apenas 6 cidades das 11 cidades (12 estádios), que vão sediar jogos em 2018: além de São Petersburgo, Nizhny Novgorod, Volgogrado, Samara, Ekaterinburg e Sochi.

Nesse domingo, parte da delegação esteve no atual estádio do Zenit, em São Petersburgo, para acompanhar a vitória do time da casa no clássico diante do CSKA Moscou, por 2-0, com direito a dois gols do brasileiro Hulk.

A capital Moscou, que terá jogos na Arena Spartak (45 mil), único estádio que atualmente já recebe jogos, e na “Arena Luzhniki”, que está sendo construída para 81 mil pessoas e receberá a abertura e a final da Copa, não será visitada.

Virtual
“Em Sochi, última etapa da passagem da visita, a delegação vai ter acesso a apresentações virtuais para se familiarizar com o andamento dos projetos das arenas das demais localidades: Kazan, Kaliningrado, Moscou, Rostov-on-Don, Saransk.”, informou Chris Unger, chefe da Unidade de Copa do Mundo, e um dos membros da delegação da FIFA.

Segundo Unger, nesse momento o principal objetivo da visita é atualizar e dividir entre todos os setores envolvidos no projeto as informações acerca do andamento das obras, bem como avaliar e debater eventuais pontos que porventura mereçam atenção.

Além dos representantes das entidades, a delegação inclui especialistas em cada detalhe dos projetos de instalação dos estádios, das obras de engenharia civil às estratégias para venda de ingressos.

São Petersburgo: investimento privado

São Petersburgo: investimento privado

“São especialistas na preparação e na realização de uma competição desse porte”, afirma Unger. “Temos engenheiros de produção, programadores, gente de segurança, transporte e logística. Especialistas em serviços de hotelaria, radiodifusão televisiva, mídia, recursos humanos e marketing, auditores fiscais…”

Segundo ele, a delegação ainda é composta por gente responsável pelas relações públicas e governamentais da entidade junto aos órgãos do governo russo, ministérios e departamentos, além de organismos internacionais envolvidos, e que atua com total autonomia para fiscalizar a atuação de cada uma dentro dos parâmetros da Comissão de Ética da FIFA.

Cosmos: arena e Samara é uma das mais atrasadas

Cosmos: arena e Samara é uma das mais atrasadas

O que vão ver?

  • São Petersburgo – Primeira parada da comitiva da FIFA, a cidade que é sede de um dos principais clubes da Rússia, o Zenit está construindo um estádio com investimento 100% privado de uma das maiores empresas russas (uma das principais companhias de energia e gás do mundo), que é acionista majoritária do Zenit e uma das maiores patrocinadoras da FIFA.O nome definitivo da arena com capacidade para 68 mil torcedores, ainda será definido em maio de 2016. Arena  a ser entregue em fevereiro de 2017 e será o palco principal da Copa das Confederações. Na Copa vai sediar uma das semifinais.
  • Nizhny Novgorod – Batizada com o nome da cidade, a “Arena Nizhny Novgorod” terá capacidade para 45 mil pessoas e será entregue em setembro de 2017.
Menor: Nova "Arena Central" será a casa do FK Ural

Menor: Nova “Arena Central” será a casa do FK Ural

  • Volgogrado – Construída no local do antigo Estádio Central, entre a Colina Mamayev e a margem direita do rio Volga, a nova “Arena Vitória” (Арена-Победа) terá capacidade para 45 mil pessoas. De acordo com a empresa responsável pelas obras, até agora foram realizados apenas 5% dos trabalhos de construção do estádio.
  • Ekaterinburgo – Menor Arena da Copa, a “Central” (Центральный) terá capacidade para 35 mil torcedores durante a Copa do Mundo. De acordo com representantes do governo da região de Sverdlovsk, porém após o torneio a capacidade será reduzido para 23 mil lugares.O estádio “Central” foi concluído originalmente em 1957: em 2014, a arena na qual atua o Ural, atual 8º colocado da Premier League Russa, foi fechado para a reconstrução. Ele será concluída em dezembro 2017
Luzhini: de fora da visita

Arena Luzhini, em Moscou: de fora da visita

  • Samara – As obras da “Arena Cosmos” começaram em 2014 e serão concluídas em 15 de dezembro de 2017. Quando estiver pronta terá capacidade para 45 mil pessoas

  • Sochi –  O Estádio construído para os Jogos Olímpicos de Inverno de 2013 e apelidado de “Fischt” está sendo reconstruído e ganhará capacidade para 47 mil pessoas. A conclusão das obras está prevista para junho desse ano. A capacidade da arena, que sediou a cerimônia de abertura e encerramento dos Jogos Olímpicos de Inverno, será reduzida após a Copa para 25 mil lugares.

 


Estádios da Copa de 2018 já têm nome
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Celso de Miranda

Torcedores do mundo todo passaram a acompanhar nessa última semana suas seleções no longo caminho que leva até a Copa do Mundo.

E o destino? O destino agora pelo menos tem nome: o Comitê Organizador e a FIFA chegaram a um acordo e definiram os nomes oficiais dos 12 estádios (nas 11 cidades-sedes) que vão receber os jogos da Copa do Mundo em 2018 e Rússia e da Copa das Confederações de 2017.

Estádio Luzhniki: batizado com o nome de um bairro de Moscou

Estádio Luzhniki: local da abertura e da final recebeu o nome de um bairro de Moscou

Para facilitar, 8 dos 12 nomes coincidem com o das cidades em que as arenas estão localizadas.

Os 4 estádios restantes foram batizados com nomes que fazem referências a aspectos culturais dos locais onde foram instalados: o icônico estádio Luzhniki, por exemplo, que vai receber a Abertura e a Final da Copa do Mundo em 2018, deve o seu nome ao tradicional bairro de Moscou em que está situado.

Outro estádio da capital russa que receberá jogos da Copa, o Estádio Spartak leva o nome do clube de futebol muito popular a que pertence.

Cultura
Em Saransk, a Arena local (antiga Star Stadium, que a princípio levaria o nome da cidade de Saransk) foi rebatizada como Mordovia Arena,  por conta da República da Mordóvia: a intenção, segundo os organizadores é que em 2018, torcedores de todo o mundo tenham a chance de descobrir mais sobre os Mordovians – uma das maiores grupos étnico da Rússia, com quase 850 mil pessoas, segundo o último censo de 2000 e um rico patrimônio linguístico e cultural.

'Spartak': estátua que dá nome ao clube dono estádio em Moscou

‘Spartak’: símbolo do clube removido para as obras volta a tempo dos jogos em 2018

O Estádio Fisht em Sochi recebeu seu nome em homenagem a uma montanha no Cáucaso: na língua Adygeyan, Fisht significa ‘cabeça branca’. Por extensão há quem use a palavra para dizer ‘experiência’, ou ‘respeito’.

A Copa das Confederações em 2017, que serve de evento teste para a Copa será realizada entre 17 junho e 2 julho em Moscou, São Petersburgo, Kazan e Sochi.

O torneio terá a participação de oito equipes: México, Rússia, Alemanha, Chile e Austrália já estão garantidas. Falta definir o representante europeu, africano e da Oceania.

Confira os nomes oficiais dos estádios para a Copa do Mundo:

  • Arena Ekaterinburg (Ecaterinburgo)
  • Estádio Fisht (Sochi)
  • Arena Kazan (Kazan)
  • Estádio Kaliningrad (Kaliningrad)
  • Estádio Luzhniki (Moscou)
  • Estádio Spartak (Moscou)
  • Arena Mordovia  (Saransk)
  • Estádio Nizhny Novgorod (Nizhny Novgorod )
  • Arena Rostov (Rostov-on-Don)
  • Arena Samara (Samara)
  • Estádio São Petersburgo  (São Petersburgo)
  • Arena Volgograd  (Volgogrado)

Aquecimento em Luzhniki
Em Moscou, o “Luzhniki”, estádio que receberá a abertura da Copa de 2018 começou a instalar os sistemas de drenagem, irrigação e aquecimento.

O anúncio foi feito nessa segunda-feira, pelo vice-prefeito de Moscou, Marat Khusnullin. responsável pelo acompanhamento das obras.

Arquibancadas prontas nesse ano: testes em 2016

Luzhniki: arquibancadas até o final desse ano e testes em 2016

Khusnullin explicou que o sistema é inédito e foi desenvolvido especialmente para esse caso: “Como vocês sabem não é apenas um campo de futebol”, conta.

“No nosso caso além do sistemas de escoamento e de irrigação na área plantada, estamos instalando um sistema multicamadas que fornece ar aquecido a fim de manter o gramado em condições ideais impedindo seu congelamento e possibilitando sua utilização o ano todo.”

O Luzhniki será inaugurado segundo no verão de 2016.  “Até o final desse ano será concluído o trabalho na construção das arquibancadas e passaremos às instalações de acabamento”, garantiu Khusnullin.

Atualmente 3500 pessoas trabalham nas obras do estádio no estádio que receberá a abertura e a grande Final da Copa de 2018.


1000 dias para a Copa
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Celso de Miranda

Começaram ontem na Rússia e se estenderam até essa manhã (por contra dos diferentes fusos horários) diversas cerimônias e comemorações para marcar os 1000 dias até a Copa do Mundo de 2018, realizadas nas 11 cidades onde em três anos as melhores seleções do mundo voltam a reunir.

O centro das comemorações foi a Praça Vermelha, em Moscou, onde foi lançado o relógio oficial que fará a contagem regressiva para o início do torneio, em 14 de junho.

Paralelamente aconteceu um torneio de futebol com a participação de crianças e adolescentes (até 16 anos) de diversos países.

Além dos representantes das 11 cidades-sede Moscou, São Petersburgo, Kaliningrado, Kazan, Nizhny Novgorod, Samara, Volgogrado, Saransk, Rostov do Don, Sóchi e Ecaterimburgo) e autoridades – Colin Smith (da FIFA), Alexei Sorokin e Vitaly Mutko (Comitê Organizador “Rússia -2018 , Igor Shuvalov (vice-primeiro Ministro), Sergei Sobyanin (prefeito de Moscou) – a festa contou com a participação de ex-jogadores como Fernando Hierro (Espanha), Lothar Matthaus (Alemanha) e Gianluca Zambrotta (Itália), além de Alexander Kerzhakov, maior artilheiro da seleção da Rússia (28 gols).


Por trás da Justiça, os interesses norte-americanos
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Celso de Miranda

A Justiça dos EUA (o Departamento de Estado, leia-se) mostra mais uma vez a que veio: a serviço dos interesses comerciais de seu empresariado.

Goste ou não, certo ou errado, mas ninguém tenha dúvida…

Qual é o nome do jogo aqui: é pressão econômica e os novos players do mundão do futebol, como a NBC, a Fox (não a nossa aqui, mas a deles lá…), a Univision querem uma fatia maior do que até hoje era território reservado da ‘nossa’ Globo, como os direitos de transmissão das Copas do Mundo da Rússia e do Qatar.

Mas também há questões políticas entre a USSoccer, que sonha com mudanças na Copa América – para um modelo tipo Eurocopa, com eliminatórias durante quase dois anos e finais em um país sede… (e, é claro, a primeira, em 2016, no centenário da Copa América, seria nos EUA) e em relação às Eliminatórias da Copa/CONCACAF, que estão para começar.

A FIFA, porém sempre foi e continua impermeável a qualquer mudança nas duas competições, que são organizadas e comercializadas pela Traffic, do réu confesso José Hawilla.

Na moita: dirigentes da FIFA trocaram as 5 estrelas pela cana

Vaidade: dirigentes da FIFA trocaram as 5 estrelas pela cana… mas na moita

Outro ferida aberta pela FIFA nos negócios dos Estados Unidos é a tentativa de mudar a data da Copa de 2022, no Qatar, do meio do ano para novembro, por conta do calor, o que do beisebol aos Jogos Olímpicos de Inverno, arruinaria o calendário esportivo norte-americano.

Nos últimos anos, a Copa do Mundo se tornou um evento importante para a TV americana. Em 2014, por exemplo, a audiência do jogo entre Estados Unidos e Portugal superou números da final do campeonato de beisebol e das finais da NBA, com 24,7 milhões de espectadores.

A partida final entre Alemanha e Argentina teve audiência ainda maior, registrando 26,5 milhões de espectadores.

Os investimentos do país no futebol só crescem: em fevereiro, a NBC – uma das chamadas ‘três grandes’ emissoras da TV aberta dos Estados Unidos -, que se estima chegue a 97,17% dos domicílios norte-americanos, fechou um contrato com a Premier League pelos direitos de transmissão do campeonato inglês no valor de € 6,7 bilhões por três temporadas.

A emissora paga US$ 7 bilhões por ano pelos direitos de transmissão dos jogos da NFL (o futebol americano), que coincidiriam com uma Copa do Mundo acontecendo em novembro.

FBI em Zurique: trabalho está longe de terminar

FBI em Zurique: investigação está longe de terminar

Agente secreto
Ainda há, é claro o interesse distante – até secreto, mas sempre vivo – de sediar a Copa, qualquer uma delas, na remotíssima possibilidade de o caso evoluir e a Rússia ou o Qatar perderem o direito de receber o torneio.

Até agora, as acusações de corrupção se limitam a área de atuação da CONCACAF e CONMEBOL (leia-se Traffic), mas nos próximos dias a possibilidade da crise se espalhar é grande.

Ontem, a Imprensa na Inglaterra já dizia que a parte suíça da investigação havia convocado o Ministro dos Esportes da Rússia, Vitaly Mutko para colher depoimentos. Hoje pela manhã, Mutko negou, à agência Tass, ter sido procurado por qualquer autoridade suíça.

Poucos países além dos Estados Unidos poderiam se mobilizar do ponto de vista dos recursos necessários, da infraestrutura de mídia, transportes e do ponto de vista político também, para receber a Copa em tão pouco tempo.


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