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Arquivo : Copa do Mundo Feminina 2015

Final da FA Cup dá 2ª chance à zagueira inglesa que marcou contra na Copa
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Celso de Miranda

O dia primeiro de julho não era como outro qualquer em Edmonton: o Commonwealth Stadium lotado por quase 60 mil pessoas para assistir à segunda semifinal da Copa do Mundo Feminina do Canadá indicava isso.

A partida entre as então campeãs japonesas e as inglesas – únicas  das quatro semifinalistas que nunca haviam vencido o torneio – já se arrastava empatada até os descontos rumo à provável prorrogação quando o improvável, o impensado, o impossível que só ao futebol é permitido aconteceu.


Laura Bassett Own Goal – 92nd Minute (Japan 2… por henry-parker

Um milagre ao avesso. Um flagelo. E a cena precisa ser vista e revista. E se torna imediatamente uma das mais marcantes da Copa: o gol contra da zagueira Laura Bassett da Inglaterra é de uma crueldade medieval. E ao mesmo tempo, de uma precisão ninja.

O resultado final do time – que acabaria em 3º lugar foi o melhor de uma seleção – masculina ou feminina – desde o título masculino em casa em 1996.

…Mas
Se há histórias que só o futebol pode escrever, há histórias que só o futebol pode reescrever.

Amanhã, dia 01 de agosto, exatamente um mês depois Laura Bassett volta a campo, e se a camisa não é a da seleção, o palco é bem mais ilustre: a zagueira de 31 anos (domingo, dia 2, ela completa 32 anos) defende o Notts County na final da FA Cup – a Copa da Inglaterra – contra a o Chelsea, em Wembley.

“A atenção é uma novidade”, confessa a jogadora, que ainda se diz desacostumada a responder pedidos de entrevistas do Brasil. “Quando voltamos eu ainda me sentia abalada, mas a recepção de todos foi muito, muito legal, ver como todo mundo queria conversar conosco e como todos estava orgulhosos de nós.”

Ela conta que poucos dias após o desembarque, o time foi recebido pelo príncipe William, pelo primeiro ministro David Cameron e assistiu à semifinal feminina de Wimbledon na quadra central.

Laura Bassett do Notts County sonhava em jogar as Olimpíadas do Rio

Laura Bassett do Notts County sonhava em jogar as Olimpíadas do Rio

“Foi o dia mais surreal da minha vida”, diz ela. “E vai ficar em nossas memórias e nossos corações por um longo tempo.”

Ela conta, ainda sobre uma participação no programa Loose Women, na ITV, muito popular entre a audiência feminina, em que ela participou em que ela, ao lado da companheira de seleção Casey Stoney, do Arsenal, foram surpreendidas por um vídeo-tributo de ninguém menos que o ex-Liverpool e capitão da seleção inglesa Steven Gerrard.

“Poxa, ele é uma lenda, pessoalmente, ouvir dele, um ídolo que passou por tantas coisas também… Foi animador, ele me disse pra levantar a cabeça, me fez rir, e certamente fez eu me sentir bem melhor.”

Bassett não nega que a derrota deixou um gosto amargo, mas a equipe conseguiu dar resposta dois dias mais tarde, vencendo a Alemanha e terminando em 3º.

Katie Chapman, capitã do Chelsea: não se depender da adversária

Katie Chapman, capitã do Chelsea: não se depender da adversária

“Eu acho que às vezes você não sabe como você é forte”, diz Bassett. “Todo mundo estava com o coração partido depois do jogo contra o Japão… E a gente se olhava e dizia que se queria alguma coisa, aquela era a hora: porque é fácil dizer que você é uma leoa quando tudo está dando certo. E em campo fizemos as pessoas acreditarem. E a hashtag #Lionesses, é agora sinônimo de força, poder e coragem.”

Essas são características do futebol feminino, segundo ela. “Sempre que entramos em campo, temos algo a provar.”

Final
Amanhã, um mês depois de fazer um golaço contra, Laura Bassett entra em campo com algo a provar.

Longe de relaxar na volta para casa, a maioria das jogadoras da seleção da Inglaterra voltaram direto para suas equipes que disputavam a segunda metade da FA Super League Feminina.

A lateral Claire, nas quartas contra o Canadá: 2-0

A lateral Claire Rafferty (3), nas quartas-de-fianl contra o Canadá: 2-0

Bassett luta para ajustar, mas a atração de final da FA Cup deste sábado contra o Chelsea provou ser o antídoto.
Segundo ela, tem sido difícil voltar ao clube. “Sempre que você volta de uma grande competição como a Copa, emocionalmente, fisicamente você deu tudo, deixou tudo em campo, então quando você volta é difícil”, diz.

O Notts County só conseguiu uma vitória em três jogos da Super League após a pausa da Copa do Mundo. Mas a tremenda campanha no primeiro semestre, e a vitória na semifinal da FA Cup sobre o Everton, em maio, já lhe garantira um lugar em Wembley, pela primeira vez na história.

Por isso, para muitos o favorito em Wembley, é o Chelsea da técnica Emma Hayes, que bateu o Manchester City na semifinal.

“O Chelsea tem uma equipe equilibrada em todos os setores, tem jogadoras habilidosas como Gemma Davison, a Fran Kirby, e a Claire Rafferty, todas companheiras da seleção”, diz Bassett, que acrescenta nessa lista as duas estrangeiras do rival, a nigeriana Eni Aluko e a coreana Ji So-Yun, considerada a melhor jogadora da temporada 2014/15.

 

Mas, segundo a jogadora do County, é a meio-campista Katie Chapman quem dá ritmo ao time. “Ela é uma batalhadora incansável e muitas vezes passa despercebida, mas é peça chave para o esquema do Chelsea”, garante.

Futuro
A expectativa pela final da FA Cup (o jogo em Wembley será transmitido ao vivo pela BBC1) e a reação ao sucesso da Inglaterra no Canadá, é um sinal do desenvolvimento do futebol feminino nos últimos tempos, mas Bassett lembra um quadro muito diferente quando ela começou sua carreira no Coventry Ladies em 1997.

“Pagava o metrô do meu bolso, conciliava os treinos com a escola e tinha que manter um emprego em tempo integral”, lembra. “Mas não estou reclamando, não. Isso me manteve focada nos meus objetivos, me deu boas habilidades para a vida.”

Segundo ela, a geração dela teve de trabalhar duro para conseguir que o futebol feminino chegasse no estágio atual lembra. “Eu continuo jogando porque ainda estou disposta a trabalhar duro para que as mais jovens tenham um futuro melhor e mais brilhante.”

Ela lamenta que a Federação Inglesa não ter chegado a um acordo com as demais federações (Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte) para montar uma representação olímpica do Reino Unido, como aconteceu em Londres.

“É uma pena mesmo eu gostaria muito de jogar. Não participei em 2012, em casa e agora, em 2020 acho que não dá mais para mim”, riu.


25 capas para uma Copa: revista homenageia seleção dos EUA
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Celso de Miranda

A seleção dos EUA fez história ao se tornar a primeira a vencer três Copas do Mundo Feminia, acabando com o jejum de título de 16 anos, batendo o Japão por 5-2 na final em 5 de julho, no Canadá.

One-of-a-kind … Sports Illustrated honors the #USWNT with a cover for each player: http://ussoc.cr/1Je3brf

Posted by U.S. Soccer on Segunda, 13 de julho de 2015

Para homenagear a conquista, a revista Sports Illustrated vai lançar uma edição especial e em meio a discussão de quem seria a homenageada na capa – a Bola de Ouro Carli Lloyd, a maior artilheira da seleção Abby Wambach, a  goleira ídolo Hope Solo, ou a queridinha da torcida Alex Morgan… – foi quando em vez de trazer uma ou outra jogadora na capa resolveu lançar uma capa para cada uma!

Ao todo são 25 capas: uma com cada jogadora, uma com a ténica Jill Ellis e outra coletiva

Ao todo são 25 capas: uma com cada jogadora, uma com a ténica Jill Ellis e outra coletiva

Todas, isso mesmo, as 23 jogadoras e mais a técnica Jill Ellis terão sua própria capa. “A idéia veio de percebermos que nunca uma seleção feminina teve tantos nomes e rostos e famosos, ídolos mais reconhecíveis até que o time masculino, que ainda não é completamente identificado no país inteiro”, explicou Chris Stone, editor-chefe. Sports Illustrated .

 

“Nós poderíamos fazer uma foto com a equipe inteira, que parecia um tanto convencional para esse momento, ou apostar em algo diferente e novo, que homenageasse não apenas uma ou duas jogadoras, mas todas elas”, diz Stone.

Solo, Morgan, Ali, Wambach... muito ídolo para um time só

Solo, Morgan, Ali, Wambach… muito ídolo para um time só

Mas uma coisa é a ideia, outra é realizar: “Achamos que nunca iríamos conseguir produzir a foto a tempo, a equipe estava em Los Angeles para um evento que iria acabar no meio da tarde e em seguida voaria para Nova York para o grande desfile de sexta-feira , o que traria toda a equipe para um único ponto”, conta o jornalista.

“Todo o time foi incrivelmente legal desde o início e concordou em ser fotografado antes e depois do desfile, em Nova York. Tudo isso contribuiu para que fizéssemos a primeira capa desse tipo em 60 anos história da revista.”


A campeã voltou!
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Celso de Miranda

A seleção feminina dos Estados Unidos derrotou o Japão por 5-2 no BC Place, na noite de domingo, em Vancouver e conquistou a Copa do Mundo Feminina de 2015, tornando-se a primeira seleção a vencer três vezes a competição (1991, 1999 e 2015).

Não foi só essa marca, porém que a equipe norte-americana alcançou numa partida quase perfeita: em 16 minutos, os EUA já venciam por 4-0, quando Carli Lloyd marcou o “hat-trick” mais rápido da história da Copa do Mundo Feminina. Lauren Holliday fez o 3º (14′) e Robin Heath o  5º (54′).

Depois de ter passado quatro anos vivendo com o fato de ter perdido a cobrança na disputa de pênaltis decisiva que deu o título ao Japão na final da Copa do Mundo da Alemanha em 2011, a atacante precisou de apenas cinco minutos para fazer 2-0. Com 6 gols, Lloyd só não ficou também com a Chuteira de Ouro (de artilheira), porque a alemã Celia Sasic marcou os mesmos 6 gols em menos tempo em campo (critério de desempate).

A atuação da camisa 10 garantiu a Bola de Ouro como melhor jogadora da Copa. Ela é apenas a segunda norte-americana a ganhar o prêmio, ao lado de Carin Jennings, que venceu em 1991.

A goleira Hope Solo recebeu a Luva de Ouro pela segunda vez consecutiva, depois de ter sido escolhida a melhor goleira também em 2011, na Copa da Alemanha, quando praticamente eliminou o Brasil na semifinal defendendo a cobrança de Daiane na decisão por pênaltis.

Além de ser o único país a vencer a Copa do Mundo três vezes, os EUA são agora o país a marcar mais gols (5) em uma final feminina: nenhum outro time havia marcado mais de dois.

Rylie e Reece e a mamãe campeã: "No Rio? Quem sabe?!

Rylie e Reece e a mamãe campeã: “No Rio? Quem sabe?!

Capitã da equipe nas últimas partidas, Carli Lloyd ainda tinha uma última jogada de craque reservada para o fim da partida: aos 86 minutos quando a veterana Christie Rampone entrou em campo substituindo Alez Morgan, ela passou a faixa para a veterana de 40 anos, única remanescente do título de 1999 e que disputa sua 5ª Copa do Mundo, pudesse ter a honra de levantar a taça.

Ao lado das filhas Rylie e Reece, Rampone agradeceu à Lloyd, dizendo que não poderia estar mais feliz ou orgulhosa. “É como completar uma ciclo, começando com uma vitória e terminando com uma vitória” comemorava.

Mas quando você pensa que ela vai se despedir, ela surpeende: “Os Jogos Olímpicos… são no Rio no ano que vem, não é? Depois dessa festa, quem sabe a gente não se vê lá”, ri.

Em campo
A USWNT volta a campo para dois amistosos contra a Costa Rica nos dias 16 e 19 de agosto, em Pittsburg (Pensilvânia) e Chattanooga (Tennessee), respectivamente, antes de embarcar em turnê nacional para comemorar o título com a torcida (detalhes ainda serão anunciados).


Técnico japonês fecha último treino. Mas capitã Miyama fala
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Celso de Miranda

A seleção japonesa fez seu último treino essa manhã em Vancouver, antes de enfrentar, os EUA nesse domingo na decisão final da Copa do Mundo Feminina, pela segunda vez consecutiva.

Sob um céu ensolarado, uma temperatura que passou dos 30 graus e intenso assédio dos meios de comunicação de todo o mundo, o que levou a comissão técnica a pedir para que câmeras e fotógrafos fossem retiradas nos últimos 40 minutos, para que o time pudesse trabalhar jogadas e táticas sem a presença da Imprensa.

Último treino: sol e calor antes do técnico Norio fechar as portas

Último treino: sol e calor antes do técnico Norio Sasaki fechar as portas

No final, a capitã do time indicada como uma das finalistas ao prêmio de Bola da Ouro do torneio Aya Miyama atendeu a Imprensa.

Atual capitã do time – sucessora da veterana Homare Sawa – Miyama comparou essa final à de 2011, e disse que espera que pelo menos uma coisa seja diferente:

“Temos de vencer nos 90 minutos, porque ninguém aguenta tanta tensão”, riu a simpática jogadora que completou 155 jogos com a camisa da seleção.

Mas não pararam aí as comparações: “Tudo mudou no futebol japonês”, disse Aya. “Somos jogadoras mais maduras, algumas tiveram oportunidades de jogar fora do país e o time também teve muito mais chances para se reunir.”

A experiente e capitã em 2011, Homare Sawa entregou a faixa para Aya

A experiente e capitã em 2011, Homare Sawa passou a faixa para Miyama

Para ela, porém a experiência acumulado por aquele grupo que participou tanto da disputa da Copa, quanto das Olimpíadas em 2012 foram fundamentais para construiu o time que hoje chega novamente à decisão.

“O time não se dispersou, a comissão técnica manteve o mesmo ideal de trabalho e isso importante para que hoje nós tenhamos esse time, cuja força está justamente no conjunto”, disse Miyama.

“Nosso adversário mostrou muita força na competição até agora”, elogiou a meio-campista. “Teve um caminho difícil e quando foi exigido mostrou que tem muita qualidade.”

“Comparando com quatro anos atrás, a nossa força vem do espírito de equipe que construímos nesse tempo juntas”, acredita. “E isso você percebe até na atmosfera também que está claramente diferente de 2011: todas estamos altamente motivadas e ansiosas pelo jogo na qual se sente mais confiante e tranquila para a final.


Gol contra: “Queria que esquecessem meu nome”
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Celso de Miranda

Em sua primeira entrevista desde que marcou um gol contra no último minuto que custou a desclassificação da Inglaterra na semifinal da Copa do Mundo, diante do Japão,na última quarta-feira (1), em Edmonton, a zagueira Laura Bassett falou hoje à BBC.

“Eu não conseguia respirar”, diz Bassett na comovente entrevista à BBC. “Eu faria qualquer coisa para voltar atrás, para apagar aquele momento.”

A experiente jogadora de 31 anos, que até a temporada passada atuava pelo Chelsea, e em em 2015/15 se transfere para o Notts County, pareceu ainda abalada, é claro, pela perda da vaga na final, mas foi também bastante corajosa ao responder de forma direta todas as perguntas da repórter Tina Daheley.

Se emocionou, quando afirmou que chegou a pensar que preferia que ninguém soubesse o nome dela e foi valente ao dizer que ainda espera fazer história, tanto no novo clube quanto na ‘three lions’.


Japonesas buscam inspiração: “Sim, podemos”
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Celso de Miranda

Longe de casa desde 30 de maio, quando deixaram seu país para um período de aclimatação primeiro na Europa, depois no Canadá, onde enfim estrearam no dia 8 de junho, vencendo a Suíça, em Vancouver, por 1-0, as jogadoras do Japão tiveram uma surpresa ao voltar, nessa sexta-feira para a cidade onde tudo começou e onde, no domingo, fazem a final da Copa do Mundo Feminina, diante dos Estados Unidos.

Ao chegar ao hotel as Nadeshiko Japan (como são chamadas as jogadoras da seleção) se depararam com mensagens, fotos e vídeos diretos do Japão.

Inspiração: longe de casa há mais de um mês, jogadoras receberam mensagens de apoio do Japão

Inspiração: longe de casa há mais de um mês, jogadoras receberam mensagens de apoio do Japão

Com painéis luminosos e com recursos multimídia bem ao estilo japonês (alguns vídeos, por exemplo tinham links para que os autores pudessem ser contatados ao vivo) a exposição emocionou as jogadoras, principalmente as  mensagens de apoio escritas pelas crianças e jovens das escolas no Japão.

Além de torcedores as mensagens vieram também de familiares, amigos e pessoas famosas, como atores, jogadores e ex-jogadores.

Relaxar: crianças escreveram mensagens de apoio à seleção

Relaxar: crianças escreveram mensagens de apoio à seleção

Sim, podemos
Outro detalhe que mexeu com algumas jogadoras foi a exposição – quase um ‘museu’ – montado pela Federação com fotos e objetos da campanha do título japonês, sobretudo da vitória na final da Copa de 2011, justamente sobre os EUA.

Desde 1991, quando começou a ser disputada a Copa do Mundo Feminina apenas a Alemanha venceu o torneio duas vezes consecutivas (2003 e 2007).

No hall do hotel, JFA preparou espécie de "museu" com fotos e objetos do título de 2011

Sawa observa o “museu” que a JFA preparou com fotos e objetos do título de 2011

“O time vai relaxar e se preparar fisicamente para a final, mas também procuramos um ajuste mental,” disse Norio Sasaki diretor da JFA, responsável pelo Futebol Feminino. “O Japão tem tudo para vencer no domingo, somos o único time que venceu todas as partidas até agora.”

Para Sasaki, os EUA têm ótimas jogadoras, mas o Japão conta com um grupo entrosado, com um enorme espírito de luta.

“Somos um time que trabalha em equipe e com firmeza e esse é o incansável espírito japonês que não nos abandona e que vai nos levar a vitória.”


Blatter não vai ao Canadá para entrega da Taça
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Celso de Miranda

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, não vai estar presente na final da Copa do Mundo Feminina no domingo no Canadá, avisou seu advogado nos EUA, Richard Cullen, à Reuters, na terça-feira (30).

Os motivos da ausência não foram explicados, Cullen, que foi contratado em junho apenas informou que eram “razões pessoais.”

É primeira vez, desde 1998, que Blatter não entregará o troféu para as campeãs

É primeira vez, desde 1998, que Blatter não entregará o troféu para as campeãs

Será a primeira vez que Blatter não vai entregar o troféu ao vencedore da competição feminina desde que se tornou presidente da Fifa em 1998.

A Fifa disse em comunicado que o secretário-geral Jérôme Valcke também não iria viajar para o Canadá “devido aos seus compromissos atuais em Zurique, o secretário-geral da FIFA permanecerá na sede da FIFA”, disse o comunicado.

O advogado de Blatter nos EUA, Richard Cullen disse que o vice-presidente Issa Hayatou, dos Camarões vai presidir a cerimônia de entrega de troféus e medalhas após a final em Vancouver.

Bi: depois de bater o Brasil (2-0) Birgit Prinz recebe o troféu do  2º titulo alemão

Bi: depois de bater o Brasil (2-0) Birgit Prinz recebe em 2007 de Blatter o troféu do 2º titulo alemão

Advogados com experiência em direito internacional ouvidos pela Imprensa norte-americana, porém dizem que não seria aconselhável que Blatter deixasse a Suíça, depois de anunciadas as acusações pelo Ministério Público dos Estados Unidos aos nove funcionários da Fifa e cinco empresários de marketing esportivo, no final de maio .

Os promotores norte-americanos não chegaram a acusar o suíço Blatter de qualquer delito, que em 2 de junho anunciou que iria se demitir logo após ser reeleito dizendo que convocaria uma nova eleição, embora agora ele dê sinais dúbios de que esteja mesmo disposto a manter essa decisão, como no pronunciamento que deu essa semana no Museu Fifa.

 


As “Soccer Moms” da Final
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Celso de Miranda

Na cultura norte-americana, as ‘soccer-moms‘ viraram sinônimos daquilo que no Brasil a gente chamaria de dona de casa de classe média, que não trabalha, vive do salário do marido, dirige uma minivan e com ela se dedica – às vezes até demais – às atividades extracurriculares dos filhos: como o “soccer” .

Christie Rampone, Shannon Boxx e Amy Rodriguez são o oposto disso.

Atletas profissionais, mães em tempo integral, elas conciliam trabalho e maternidade e estão perto de atingir o ápice de suas carreiras nesse domigo, quando podem se tornar campeãs do mundo, conquistando o 3º título na Copa do Mundo para os EUA, nesse domingo diante do Japão, no BC Place Stadium, em Vancouver.

As três falam sobre o desafio de buscar o título mundial de futebol sendo mãe e jogadora profissional e explicam porque nem sempre é fácil, mas sempre tem enormes recompensas ser uma “mãe da seleção”

Além das três jogadoras, a treinadora Jill Ellis também é mãe.

Shannon Boxx explicou que a US Soccer permite que os filhos viajem junto elas a cada campo de treinamento e ainda paga o custo de um acompanhante, geralmente um amigo próximo ou parente, além de suas passagens aéreas e alojamento.

“É importante ter as crianças por perto para continuar a contribuir para a seleção”, diz Boxx, 37. “Mas acho que nisso não somos diferente de nenhuma mulher trabalhadora, que só pode fazer seu trabalho direito se souber que seus filhos estão bem cuidados, saudáveis, felizes.”

A US.Soccer permite a presença dos filhos juntos das mães nos torneios

A US Soccer permite a presença dos filhos juntos das mães nos torneios

“Como toda mãe, é claro que no dia a dia às vezes a gente sente falta de estar mais com eles, de seguir cada passo de cada um”, diz Rodriguez. “Mas por outro lado o futebol tem dado a possibilidade de equilibrar meu trabalho sem ter que estar longe de crianças por longos períodos de tempo, já que ou se preocupar em como eles equilibrar a sua família e carreira, enquanto na estrada durante um acampamento de treinamento.”

Outro lado
Atuais campeões mundiais, o Japão não têm mães em seu atual elenco no Canadá.

Mas já teve anteriormente e a Federação Japonesa (JFA) mantém na Comissão técnica uma equipe de profissionais responsáveis pela assistência aos filhos das jogadoras, que estão autorizadas a levar aos Campos de Treinamento e viagens crianças de 18 meses a 3 anos.

A política atual da JFA é válida desde 2008 e oferece além de uma cuidadora, serviço médico especializado.

Japão não tem mães no elenco: mas a federação mantém a assistência

Japão não tem mães no atual elenco: mas a federação mantém a assistência

“Mesmo que não esteja sendo utilizado pelo atual elenco o programa é mantido porque consideramos sua existência uma espécie de rede de segurança para as jogadoras-mães”, diz a representante do Football Family, da JFA, Nadeshiko Hirob”.

“Para que quando venham a ser chamadas possam aceitar a convocação com a garantia de que elas e seus filhos estarão seguros no ambiente da seleção.”

Segundo a direigente, a JFA espera que o Programa reforce a equipe nacional, permitindo que as jogadores que são mães possam se concentrar no jogo. “Ao mesmo tempo queremos dar nossa contribuição ao futebol feminino no Japão como um todo, mostrando esperança e uma imagem reconfortante do futuro para os jogadoras do sexo feminino.”

 


Sem a 3ª estrela, orgulhosa do futebol, da Alemanha, Silvia Neid se despede
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Celso de Miranda

A equipe feminina da Alemanha perdeu a chance de chegar à final da Copa do Mundo no Canadá ao ser derrotada pelos Estados Unidos por 2-0, no Estádio Olímpico de Montreal, na terça-feira à noite.

Um pênalti convertido por Carli Lloyd (69’) e um gol de Kelley O’Hara (84’) decidiram a partida.

Agora e para a história: estou orgulhosa do que fizemos: não s

Agora e para a história: estou orgulhosa do que fizemos

Pouco antes do primeiro gol, aos 60’ a artilheira da Copa Celia Sasic havia perdido a chance de colocar a Alemanha na frente, ao desperdiçar um pênalti, cobrando rasteiro no canto oposto ao da goleira Hope Solo, mas para fora.

Mas a Copa não acabou para o time da Alemanha, que leva muito a sério o jogo de sábado pelo 3º lugar contra Japão ou Inglaterra. Foi o que garantiu a técnica Silvia Neid, que na manhã seguinte à partida atendeu à Imprensa.

Como sempre serena e com um até certo ponto surpreendente bom humor, a treinadora que está se despedindo das competições e deve deixar a seleção no final do ano comentou o atual momento pelo qual que passa o futebol feminino e o pênalti marcado contra seu time.

Contra a França todas ganhamos juntas, agora perdemos todas

Defendendo Sasic: ‘contra a França ganhamos juntas, agora perdemos todas’

“Temos que ter muita clareza hoje como sempre tivemos”, começou. “Tivemos poucas oportunidades e nossas finalizações não foram boas o suficiente. Alguns dias atrás, todas nós ganhamos juntas, agora perdemos todas.”

Veja alguns trechos da entrevista:

Como a senhora resumiria essa semifinal?
Um grande jogo disputado por duas equipes muito fortes. Foi muito equilibrada. O nosso problema foi que nossas jogadas de ataque foram infelizmente demasiado vagas e, portanto pouco ameaçaram o gol adversário. Portanto só tenho elogios e parabéns para os Estados Unidos.

Como avalia o pênalti marcado contra a sua equipe?
A falta foi claramente fora da grande área e as imagens de televisão mostram isso.

E o que a senhora acha disso?
Claro que fico chateada, porque uma marcação como essa, num momento como aquele, ajuda a decidir um jogo tão equilibrado. Mas o que eu devo fazer? É uma decisão com a qual temos de viver. Eu não posso mudar isso.

A atacante Celia Sasic tornou-se a 1º alemão a perder um pênalti em Copas (em 13 cobranças)

A atacante Celia Sasic tornou-se a 1º alemã  a perder um pênalti em Copas (em 13 cobranças)

O pênalti perdido por Celia Sasic foi decisivo para a partida, não?
Celia converteu dois pênaltis contra a França e foi fundamental para chegarmos até as semifinais. Dessa vez, ela simplesmente não foi feliz. Alguns dias atrás todas nós ganhamos juntas, agora perdemos todas. Assim é o esporte, temos que superar. Até porque sábado tem jogo e até lá vamos deixar isso para trás, por favor.

Mas é difícil se animar para um disputa de 3º lugar, ou não?
Perdemos uma partida, mas não ficaremos cultivando a derrota, isso não combina com a gente. Posso te garantir que amanhã vamos viver alguns momentos muito difíceis, mas nós queremos ter um belo fechamento… Passados dois dias todas nós estaremos de volta a campo, com fome de vitória novamente: e se quiser ver um bom jogo é bom que você esteja lá para ver a gente em Edmonton [Risos]

 

…é uma questão de honra?
Queremos terminar em 3º, mas também vamos para casa de cabeça erguida se voltarmos com o 4º lugar. Nós jogamos uma boa Copa, vencemos equipes muito fortes e ficamos entre as quatro melhores do mundo. Além disso, garantimos a vaga nas Olimpíadas, que era uma das metas ao qual nos propusemos. Quando você jogar um torneio desses, o quão longe você vai depende de muitos detalhes e eu estou feliz e orgulhosa da minha equipe. Ela deu tudo, entregou-se por completa, fez tudo o que pedimos a ela, mas infelizmente não foi suficiente.

Além disso, quando olhamos para essa Copa, a  satisfação e o orgulho não vêm apenas dos resultados que obtivemos em campo. Mas de quanto essas jogadoras fizeram em nome do futebol alemão e do feminino. Poucas vezes estivemos tão felizes e orgulhosas de estar em campo, levando o nosso esporte a um nível espetacular. E se hoje podemos nos sentir partes disso, então isso nos dá uma satisfação enorme. E essa sim, essa é uma questão de honra


Japão e Inglaterra… Relembre 2007
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Celso de Miranda

Japão e Inglaterra que fazem hoje a segunda semifinal da Copa do Mundo, em Edmonton, no Canadá, já se enfrentaram na competição.

Foi na estreia dos dois times na Copa de 2007, na China e o empate em 2-2 , no Estádio Hongkou, Xangai não ajudou as japonesas, que depois com uma vitória sobre a Argentina e uma derrota para a Alemanha não avançaram.

Já as inglesas que venceram Argentina (6-1) e empataram com a Alemanha (0-0) avançaram. Nas quartas, porém a Inglaterra caiu diante dos EUA (3-0)