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Guardiola contra a Copa do Mundo com 48 times: “Vamos matar os jogadores”
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Celso de Miranda

O técnico do Manchester City Pep Guardiola mostrou nessa sexta-feira o seu desagrado com a ideia do presidente da FIFA Gianni Infantino de aumentar o número de times na Copa do Mundo.

“Nós temos que proteger os atletas e não estamos fazemos isso”, afirmou Guardiola. “Estamos exigindo demais deles. É um problema em todo o mundo e agora eles estão falando de uma Copa do Mundo de 48 equipes. Vamos matar os jogadores.”

Pela proposta de Infantino, o Mundial passaria a ser disputada por 48 equipes (atualmente são 32 países), que seriam divididos em 16 grupos de 3 seleções.

Guardiola: "Quantidade não qualidade"

Guardiola em defesa dos atletas, quer foco na qualidade dos jogos, não na quantidade

As declarações do ex-meio campista espanhol veio na mesma semana em que a UEFA confirmou o regulamento da Liga das Nações, que terá a participação das 55 seleções europeias e será disputada de 4 em 4 anos, a partir de setembro de 2018.

“Eles [os dirigentes da FIFA e da UEFA] estão focando em fazer cada vez mais e mais jogos, mas temos que pensar sobre a qualidade das partidas,” afirmou Guardiola.

“Os jogadores não descansam e vivem constantemente sobre pressão, ninguém pode ser saudável e ter um bom desempenho dessa forma.”

Segundo ele, os atletas têm de parar para para descansar, respirar e para aproveitar suas vidas também. “Com mais competições, mais jogos isso é impossível.”

“Nós terminamos uma temporada e uma semana depois começa a Copa do Mundo. Então depois de 3 semanas submetidos a grande pressão os jogadores vão para a pré-temporada, viajam  para a China, Estados Unidos, Austrália e então você volta e são mais 11 meses novamente… E então vem o Campeonato Europeu, a Copa América e essa rotina se repete por 10 ou 12 anos”, listou. “Nós não estamos pensando no bem estar físico e mental dos jogadores.”

Infantino: o presidente da FIFA quer Copa com 48 seleções

Infantino: o presidente da FIFA quer Copa com 48 seleções

Substituições
O espanhol disse, ainda que o aumento do número de jogos pode ser uma inevitabilidade diante da atual estrutura do futebol mundial, mas exortou os formuladores de regras a serem criativos em sua abordagem para proteger os jogadores: uma das ideias para isso seria permitir mais substituições durante as partidas.

“Hoje são apenas 3 substituições, por que não podemos fazer 4 ou 5?”, questionou. “Todos os jogadores estariam mais envolvidos com o jogo e os treinadores poderiam usar táticas diferentes. Haveria menos lesões, jogos mais abertos, tudo seria melhor.”

Perguntado sobre se a possibilidade de mais trocas não beneficiaria os grandes times, que têm elencos maiores com mais dinheiro para gastar, Guardiola foi franco: “A formação de grandes elencos e, portanto a necessidade de mais dinheiro sempre será uma realidade no futebol de hoje.”

 


FIFA anuncia ingressos mais caros na Copa de 2018
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Celso de Miranda

A FIFA anunciou nessa terça-feira em Moscou os preços dos ingressos para a Copa do Mundo de 2018 na Rússia: os lugares mais baratos para os torcedores estrangeiros nos jogos da fase de grupos serão vendido por US$ 105 (R$ 346), um aumento de pouco mais de 16% em relação aos lugares equivalentes vendidos no Brasil em 2014.

O ingresso mais caro da “Categoria 1” para a final em Moscou vais custar US $ 1.100 (R$ 3.619).

Fatma em Moscou: acessível

Fatma Samoura em Moscou: mais acessíveis

A exemplo do que aconteceu na África do Sul e no Brasil, os moradores locais receberão uma carga de  ingressos por preços drasticamente inferiores, na Rússia, serão 350 mil: desses, os mais baratos custarão 1.280 rublos (ou cerca de R$ 66), um aumento em relação aos preços praticados no Brasil, mas praticamente alinhados aos oferecidos aos sul-africanos em 2010.

“Queríamos ter certeza de que os ingressos tivessem preços acessíveis ao maior número possível de pessoas”, disse a secretária-geral da FIFA, Fatma Samoura, que está na Rússia, onde visitou o Estádio Luzhniki, que receberá a abertura da Copa, em Moscou.

A entidade divulgou também os preços dos ingressos para a Copa das Confederações 2017, que acontece entre 7 junho e 2 julho: para o público em geral, os preços vão de R$ 230 a R$ 806: 100 mil ingressos foram reservados aos torcedores locais, com preços a partir de 960 rublos (ou R$ 48).

A pré-venda de ingressos para a Copa das Confederações acontece entre 8 e 17 de novembro. Em seguida, a primeira fase de vendas começa em 1 de dezembro, cinco dias após o sorteio oficial em Kazan.

Rússia, Alemanha, Austrália, Chile, México e Nova Zelândia já estão classificados e no próximo domingo a 7ª vaga será definida na final da Euro 2016. Caso a campeã do mundo Alemanha vença também o campeonato continental a vaga será da Argentina, vice-campeã mundial;

Ingressos mais caros: 16% de aumento

Ingressos mais caros: 16% de aumento

O 8º e último participante só será decidido em janeiro de 2017 Copa Africana de Nações, quando o calendário da Copa das Confederações da Rússia 2017 será, enfim definido.

Para a Copa das Confederações de 2017, os torcedores podem comprar, além dos ingressos individuais dos jogos, ingressos para uma  cidade-sede específica.

Na Copa do Mundo, o torcedor que desejar seguir a sua seleção vai poder adquirir ingressos que incluem todos os jogos de uma equipe específica.

 


Chefe do Comitê de Auditoria da FIFA renuncia e acusa presidente Infantino
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Celso de Miranda

O chefe da Comitê Independente de Auditoria e Conformidade da FIFA, o suíço Domenico Scala, que liderou as recentes reformas postas em prática na entidade máxima do futebol mundial atormentada por escândalos de corrupção, renunciou ao cargo na sexta-feira, dizendo que as comissões independentes perderam sua autonomia.

Segundo ele, as novas regras propostas pelo presidente Gianni Infantino e aprovadas durante o encerramento do 66º Congresso da FIFA, na Cidade do México deram ao Conselho – que substitui o Comitê Executivo – o poder de nomear, monitorar, julgar e afastar os membros dos comitês, incluindo os de auditoria, ética e finanças.

Na prática, diz Scala, as medidas acabam com “a total independência dessas três áreas, uma das alterações fundamentais estabelecidas no projeto de transparência, proposto na sequência dos escândalos de corrupção que abalaram a organização em 2015.”

Em sua carta de demissão, divulgada nesse sábado, Scala acrescentou que o novo Conselho mina um dos pilares centrais da boa governança e destrói uma conquista substancial das reformas:

“O Conselho pode agora impedir as investigações contra dirigentes a qualquer momento, ao negar provimento aos membros da comissão competente ou os mantendo submissos por meio da ameaça de demissão”, afirmou.

Demissão

Scala: um dos pilares da boa governança, uma conquista das reformas

Antes das reformas anunciadas, os membros das Comissões só poderiam ser demitidos pelo próprio Congresso, realizado anualmente com a participação (e voto) das 211 associações-membros.

Bastidores
Enfrentando acusações de minar o processo de reforma da organização depois de menos de 3 meses como presidente, desde que substituiu Josep Blatter no comando da FIFA em fevereiro prometendo ao mundo que conduziria a entidade a uma nova era de transparência, Gianni Infantino reagiu alegando que o Conselho só terá essa espécie de “superpoderes” nos próximos 12 meses até a realização do 67º congresso.

E tem certeza que eles só serão usados contra os vilões.

“Estamos seguindo um processo democrático,” disse Infantino aos repórteres na sexta-feira. “Se não agimos somos criticados e quando o fazemos somos criticados também.”

“A nova regra funciona apenas até a realização do 67º Congresso. Depois disso, nos critiquem se agirmos errado.”frasegif

“Nós iríamos esperar um ano para o Congresso afastar possíveis membros de comissões que deveriam ser mudadas?. Precisamos ser flexíveis para realizar todas as mudanças.”
(Gianni Infantino, presidente da FIFA)

A Comissão de Ética da Fifa, que se foi reformado em 2012, investigou e puniu mais de uma dúzia de altos funcionários da FIFA por violações de ética, incluindo o ex-presidente da Fifa, Joseph Blatter, e o ex-secretário-geral Jerome Valcke.

Mal-estar  
Fontes próximas ao Conselho dizem que, na sexta-feira, apesar das animosidades acerca das negociações das novas regras, de manhã ainda havia um canal de comunicação entre Infantino e Scala, que discutiam sobre uma série de questões.

Isso até que Infantino  sua decisão, aparentemente unilateral de fazer de Fatma Samba Diouf Samoura como a nova número dois da FIFA.

Depois de apresentar o nome da diplomata senegalesa da ONU para ser a primeira mulher Secretária-Geral da FIFA, Infantino pediu ao Conselho que aprovasse a sua recomendação.

Infantino e a imagem de Diouf Samoura: primeira mulher

Infantino e a imagem de Diouf Samoura: primeira mulher

Apesar de essa ser uma prerrogativa do presidente, entre as novas medidas de reforma propostas por Scala e o Comitê de Conformidade, o novo secretário-geral da FIFA seria escolhido num processo de headhunting democrático, no qual uma lista com 3 ou 6 nomes seria apresentada, num sistema parecido com o que é feito na escolha de reitores de grandes Universidades, por exemplo.

A decisão mais uma vez levantou questões sobre quão democrática a FIFA será na realidade com Infantino. O presidente tinha o direito de indicar um nome para a secretaria-geral e o Conselho tem autonomia para aprová-lo.

No entanto uma entidade, que deseja realmente superar a profunda crise em que se discute sua lisura e credibilidade, talvez devesse optar por um processo muito mais transparente de seleção e aprovação do que foi realizado.

Perguntado por que a escolha e nomeação de Fatma Samoura foi feita dessa forma, Infantino respondeu em entrevista coletiva simplesmente, que “queria anunciá-la ao Conselho e, em seguida, às Federações e à imprensa.”

“Eu disse o tempo todo que eu não queria um Secretário Geral Europeu, e o Conselho aceitou e apoiou minha proposta”, disse. “O importante é que ela é a mulher certa para este trabalho, para esse cargo.”


Brasil cai uma posição do Ranking Feminino: EUA é o 1º
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Celso de Miranda

Depois de perder no início do mês a Copa Algarve, torneio preparatório para as Olimpíadas, que reuniu seleções de pouco prestígio no cenário internacional como Nova Zelândia, Bélgica, e Portugal, o Brasil caiu uma posição e agora é o 8º colocado no Ranking Mundial Feminino da FIFA.

Mesmo tendo perdido 6 pontos, os EUA que venceram o torneio preparatório SheBelieves, contra Alemanha, França e Inglaterra se manteve no topo: lugar que ocupa desde julho de 2015, após vencer a Copa do Mundo de 2015.

Antes disso, a Alemanha havia liderado desde dezembro de 2014 e antes disso, os EUA permaneceram 7 anos no topo.

Não houve alteração nas 3 primeiras posições, com Alemanha (2º) e França (3º) mantendo suas posições, mas a Inglaterra subiu para a 4ª posição, assumindo o lugar do Japão, que caiu 3 posições (e é o 7º) e ao lado da Coreia do Norte (a 9ª), que também falhou em obter classificação para os Jogos Olímpicos, tiveram a maior queda entre os 10 primeiros.

Estados Unidos, campeã da SheBelieves, se manteve no topo

Estados Unidos, campeã da SheBelieves, se manteve no topo

No sentido contrário e com base em sua vitória no torneio de classificação olímpica na Ásia, a Austrália subiu 4 posições para o 5º lugar, sua mais alta classificação até hoje.

Após obter a última vaga europeia para os Jogos, a Suécia subiu duas posições, para chegar ao 6º lugar.  6ª.

Após a sua campanha de qualificação olímpica vencida, Japão cai três posições, para a sétima (seu ranking mais baixo desde Junho de 2009).

Brasil: andando para trás

Brasil: andando para trás

O Canadá que venceu o Brasil na decisão da Copa Algarves é o 10º.

Entre as 50 primeiras o melhor resultado foi da China: o time que terminou apenas atrás da Austrália no pre-olímpico da Ásia subiu cinco lugares para o 12º, que é a sua melhor classificação desde maio de 2010.

O próxima Ranking será publicado em 24 de junho.


FIFA arrecadou 50% menos com Mundial de Clubes em 2015
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Celso de Miranda

Em meio aos escândalos envolvendo a entidade no ano passado, a FIFA registrou uma queda substancial na receita durante a Copa do Mundo de Clubes, no Japão, em 2015.

Segundo informações do recém-publicado relatório financeiro do órgão regulador para o período, a competição do ano passado rendeu US$ 20,45 milhões, quase metade dos cerca de US$ 40 milhões, arrecadados pela FIFA com o torneio tanto em 2013, quanto em 2014.

O organismo mundial na semana passada anunciou, pela primeira vez desde 2002, um resultado negativo de US$ 122 milhões em 2015, ano marcado por escândalo de corrupção.

Em comunicado, o novo presidente Gianni Infantino disse que apesar dos eventos sem precedentes, que tiveram um impacto nos resultados financeiros da entidade, a FIFA “confia que as reformas em curso ajudarão a restabelecer a confiança dos patrocinadores e cumprir os objetivos de orçamento para o ciclo 2015-2018.”

Mundial
Depois de duas edições no Marrocos (2013 e 2014), a Copa do Mundo de Clubes voltou a ser organizada pelo Japão, que já havia recepcionado o evento em 6 ocasiões anteriores e em 2015, viu o Barcelona, de Messi, Neymar e Luiz Suarez, se tornar o primeiro tricampeão, ao derrotar o River Plate por 3-0 na decisão, diante de uma multidão de 66.853 torcedores no Estádio de Yokohama.

Em campo, Barcelona se tornou o primeiro trimundial

Em campo, Barcelona se tornou o primeiro tricampeão mundial

Segundo o Comitê de Finanças, as despesas relacionadas com a do Mundial tendem a se espalhar por mais de um exercício financeiro, presumivelmente por conta do timing habitual do torneio, que acontece em dezembro.

O Comitê calcula que os números de 2015, que já incluem o torneio do Japão, ainda carreguem muitas despesas não relacionadas em 2014, prejudicando o resultado final.

Chinês
O prejuízo só não foi maior porque aumentou significativamente a fatia dos patrocinadores chineses no torneio, que rapidamente estão se tornando alguns dos mais importantes investidores da FIFA.

Empresas como a Alibaba E-auto, parte do Grupo Alibaba de negócios online, do empresário Jack Ma, que fechou um acordo de patrocínio de 8 anos para a Copa do Mundo de Clubes, começando pelo torneio do ano passado.

As receitas geradas pelo marketing em “eventos da FIFA” (7 no total, incluindo o Mundial de Clubes) mais do que triplicou de US$ 3,4 milhões, em 2014, para US$ 11,4 milhões no ano passado.

Não está especificado no relatório, no entanto qual a participação do acordo com Alibaba nesse montante.


Eleições FIFA: Federação dos EUA anuncia voto no Príncipe Ali
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Celso de Miranda

O presidente da Federação Norte-Americana de Futebol, Sunil Gulati postou no Twitter, que depois de se reunir com todos os cinco candidatos à presidência da FIFA, a US Soccer se decidiu pelo voto no príncipe Ali bin Al-Hussein, da Jordânia amanhã nas eleições em Zurique.

Gulati lembrou, ainda que os Estados Unidos já apoiaram Al-Hussein nas eleições passadas, em maio quando ele concorreu contra Joseph Blatter e foi o 2º mais votado.

O representante dos Estados Unidos em Zurique será Don Garber, comissário geral da da Major League Soccer (MLS). Garber será o único a entrar na cabine de votação.

E a partir de agora, todos sabemos o nome que ele vai escrever para baixo.

Ali: apoio nos Estados Unidos

Ali: apoio nos Estados Unidos

Koffi
O ex-Secretário Geral das Nações Unidas, Kofi Annan, confirmou à Associated Press que foi convidado pelo príncipe Ali bin Al-Hussein liderar uma comissão reguladora independente, que vai monitorar o processo de reforma da organização.

Aos 77 anos, o ganês Anan informou por meio de seu porta-voz Bijan Farnoudi, que ele está pronto para tomar essas medidas caso o príncipe Ali seja eleito.


Copas chegam ao Museu da FIFA, que será inaugurado no domingo, em Zurique
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Celso de Miranda

Os bicampeões do mundo Cafu (Brasil, 1994 e 2002) e Renate Lingor (Alemanha, 2003 e 2007) entregaram nessa quarta-feira as copas do mundo masculina e feminina ao Museu do Futebol Mundial da FIFA, em Zurique, onde a partir de agora elas ficarão permanentemente expostas.

A cerimônia simbólica foi o primeiro grande evento do museu, que será oficialmente inaugurado nesse domingo, dia 28, depois de quase dois anos de obras, pelo novo presidente da entidade, que será eleito na sexta-feira.

Depois de quase dois anos de obras, e cerca de € 30 milhões de investimentos o Museu do Futebol da FIFA abrirá suas portas com mais de 1000 objetos, 1.480 imagens e 500 vídeos que contam a história do esporte e da Copa do Mundo.

“É muito emocionante ter a chance de trazer o troféu da Copa do Mundo para a sua nova casa, disse Cafu.

“Somente aqueles que tiveram a chance de tocar este troféu sabem o tipo de emoção que ele traz. Trazê-lo para este museu só torna tudo ainda mais emocionante.”

Além das Copas do Mundo, que antes, entre um torneio e outro permaneciam guardados em cofres de bancos, o Museu vai abrigar exposições exclusivas, estações interativas, um cinema de 180 graus, uma área dedicada a jogos, um pinball gigante e atividades

Museu abrigará os troféus da Copa Masculina e Feminina

Museu abrigará os troféus da Copa Masculina e Feminina

“É um momento histórico ter os troféus dos homens e das mulheres juntos pela primeira vez,” disse a ex meio-campista alemã.

“Estou duplam, triplamente feliz. Em nome de todo o futebol feminino, me sinto orgulhosa por estar aqui. Nós mulheres, nós jogadoras sabemos o quanto lutamos para sermos reconhecidas e para fazermos parte desta história. Levantar esse troféu hoje aqui significa muito para mim… pra todos nós.”


AFC oficializa apoio a Sheikh Salman na eleição para presidente da FIFA
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Celso de Miranda

Reunidos em Kuala Lumpur, os membros da Confederação Asiática de Futebol Associações (AFC) membros reiteraram nessa quarta-feira o apoio oficial ao chefe da organização, Sheikh Salman bin Ibrahim Al-Khalifa nas eleições presidenciais da Federação Internacional de Futebol (FIFA), que ocorrem no final da próxima semana (sexta-feira, 26) durante o Congresso Geral da entidade em Zurique, na Suíça.

Sheikhi Salman: eleição da FIFA deve ficar entre ele e Infantinno

Sheikh Salman: eleição da FIFA deve ficar entre ele e Infantinno

“No momento, a Ásia tem dois candidatos à presidência da FIFA”, disse o secretário-geral da AFC, Richard Lai, de Guam. “Mas devemos nos unir em torno daquele que vai entregar as reformas que a entidade necessita e esse é o  presidente da AFC.”

Para Lai, a AFC não deve apenas apoiar o processo de reforma, mas ser  parte dela. “Unidos em torno de um candidato seremos relevantes nas transformações que todos querem ver na FIFA.”

Além do Sheikh Salman, do Barhein, o príncipe da Jordânia  Ali Bin Al-Hussein, vice-presidente da FIFA e candidato derrotado por Joseph Blatter em maio de 2015, também apresentou seu nome.

Apoiado
Há pouco mais de uma semana, o Comitê Executivo da Confederação Africana de Futebol (CAF) reunido em Kigali (Ruanda), já havia definido apoio unânime ao xeque bareinita.

Além do apoio da UEFA, algumas federações nacionais como a FA inglesa e a DFB alemã anunciaram apoio a Infantino

Além do apoio da UEFA, federações nacionais como a FA inglesa e a DFB alemã estão com Infantino

Além dos dois nomes da AFC, as eleições à FIFA contarão com a presença do ex-vice-secretário-geral da FIFA, o  francês Jerome Champagne, o atual secretário-geral da União das Associações Europeias de Futebol (UEFA), o suíço Gianni Infantino e o ex-ministro da Habitação da África do Sul Tokyo Sexwale.

As eleições serão realizadas pelo voto secreto dos membros da FIFA. Para vencer no primeiro turno, o candidato precisa ter 2/3 dos votos. No 2º turno bastam 50% dos votos mais um.

O presidente da FIFA é eleito para um mandato de quatro anos.

O atual presidente da FIFA, Joseph Blatter foi reeleito para seu 5ºmandato no Congresso da organização em 29 de maio, mas em meio a escândalos de corrupção, que incluiu prisões de diretores e membros de diversas Confederações, apenas quatro dias depois anunciou sua renúncia.

A nova eleição do novo presidente da entidade será realizada na sexta-feira, dia 26 de fevereiro.

 


Ascensão de Scala na FIFA, aumenta suspeitas sobre CONMEBOL e CONCACAF
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Celso de Miranda

A influência crescente de Domenico Scala como o principal motor para limpar a FIFA ficou clara na decisão sem precedentes tomada essa semana de bloquear pouco mais de €20 milhões em pagamentos à CONCACAF e CONMEBOL, as duas confederações mais gravemente envolvidas nos escândalos de corrupção do futebol.

O presidente do Comitê de Auditoria e Conformidade da FIFA desde 2013, que assumiu como chefe interino da entidade após o afastamento de Joseph Blatter, tomou a decisão unilateral de impor a sanção rigorosa sobre as duas regiões que cobrem a totalidade das Américas, assim

Scala: esperando garantias da Conmebol e Concacaf

Scala: esperando garantias da Conmebol e Concacaf

Embora não seja um candidato à presidência da FIFA, está se tornando claro que quem ganhar a votação em 26 de fevereiro terá que lidar com o sagaz o suíço-italiano, que tem estado à frente da maioria das iniciativas de reforma que serão submetidas à votação no Congresso da entidade.

Além da sua posição na Comissão de Auditoria e Conformidade, Scala assumiu o trabalho de investigar irregularidades financeiras na FIFA e para isso tem atuado em colaboração com a Justiça suíça e norte-americana.

Ex-alto executivo da indústria farmacêutica, ele também irá supervisionar o processo eleitoral.

Fechando a torneira
Embora a decisão de reter os financiamentos da CONMEBOL e da CONCACAF seja um resultado direto da onda de detenções e acusações envolvendo altos funcionários apanhados pela investigação norte-americana, que apurou casos de extorsão generalizada e lavagem de dinheiro, Scala agora segue as pistas de que as irregularidades continuam nas duas confederações mesmo quando elas já estavam sob investigação.

Sede da Conmebol em Assunción: Museu e hotel

Sede da Conmebol em Assunção: Museu e hotel de luxo

Scala admite que ao interromper os pagamentos, as federações menores, que dependem mais urgentemente do dinheiro para suas categorias de base e que podem não ter feito nada de errado, poderão ser injustamente atingidas, mas teme que não haja outra forma para reparar o danos nas duas organizações manchadas.

CONCACAF E CONMEBOL alegam estar implementando suas próprias reformas e políticas de nova gestão, mas aparentemente Scala não está convencidos que elas sejam capazes de fazer isso por si mesmas, pelo menos não de forma justa e honesta e em benefício de todos os seus membros.

Ele não está convencido de que haja sinais que permitam supor que progressos suficientes têm sido feito no sentido de garantir a transparência financeira nas duas Confederações.

Sobre o futuro dos € 20 milhões, Scala disse que a FIFA está “avaliando novas medidas para aumentar o nível de garantia para permitir que a entidade volte a liberar esses fundos às Confederações.”

Eugenio Figueredo, ex-presidente da Conmebol, preso desde maio na Suíça se apresentou em Montevidéu: 2 a 15de prisão

Figueredo, ex-presidente da Conmebol se apresenta em Montevidéu: 2 a 15 de prisão

No entanto, não forneceu quaisquer detalhes em termos de que tipo de prova de conformidade será necessária para convencer a entidade ou em que prazos..

Sem dinheiro
Atualmente sem  presidente, a CONCACAF insiste que cumpriu todos os pedidos e forneceu todos os documentos para ”garantir que o problema fosse resolvido em tempo hábil”, e o dinheiro liberado.

Mas uma fonte na FIFA disse que a Comissão de Auditoria tinha sérias restrições dado os históricos recentes das duas confederações e estava “ansiosa para evitar que os recursos fossem desperdiçados ou caíssem em mãos errada.”

“As duas confederações estão faltando tanto em termos de credibilidade e transparência, consideradas fundamentais para ter direito a receber os pagamentos”, disse a fonte.

“A FIFA não pode financiar uma entidade que não pode garantir que o dinheiro será usado de fato da forma como ela diz que será.”

 

 


Infantino apresenta seu “Manifesto” para presidir a FIFA
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Celso de Miranda

A Copa do Mundo pode ser espalhada por regiões inteiras, emulando o Campeonato Europeu de 2020 em todo o continente, se Gianni Infantino, ganhar a eleição presidencial da Fifa do próximo mês.

O secretário-geral divulgou seu Manifesto, publicado nessa terça-feira, contendo a ideia de que a FIFA não deve limitar o torneio a um ou dois países.

“A FIFA deve pensar na possibilidade de organizar a Copa não apenas em um ou dois países, mas em toda uma região, permitindo assim que vários países desfrutem da honra e dos benefícios de sediar a Copa do Mundo”, diz o manifesto de Infantino.

Infantino só entrou na campanha depois da suspensão de Platini

Infantino só entrou na campanha depois da suspensão de Platini

Maior
Se até hoje apenas a Copa do Mundo no Japão e Coreia do Sul, em 2002, foi co-organizada,a Eurocopa já foi realizada duas vezes com duas sedes: Bélgica e Holanda a sediaram em 2000, e Áustria e Suíça, em 2008.

Mas a ideia atual é muito mais ousada: em 2020, a Eurocopa  terá 13 países-sedes.

As fases preliminares foram espalhadas por 12 países diferentes, que vão receber 4 jogos cada uma: Alemanha (Munique), Azerbaijão  (Baku), Bélgica (Bruxelas), Dinamarca (Copenhague), Escócia (Glasgow), Espanha (Bilbau), Hungria (Budapeste), Itália (Roma), Holanda (Amesterdã), Rep. Irlanda (Dublin), Romênia (Bucareste) e Rússia (São Petersburgo).

A Inglaterra (Londres) recebe as duas semifinais e a final, no Estádio de Wembley.

Mas além de ter mais uma sede, se depender de Infantino a Copa do Mundo pode ter até 40 equipes, distribuídos em cidades por toda a América do Sul. e jogos em Buenos Aires, Montevideo, Cali, Rio de Janeiro e Assunção.

O primeiro grande evento envolvendo a Copa do Mundo depois da eleição 26 de fevereiro é a abertura da concorrência quem vai sediar o torneio em 2026.

Euro 2020: 13 cidades/sedes mais a semifinais e final em Londres

Euro 2020: 12 cidades-sedes mais a semifinais e final em Londres

O lançamento se encontra parado desde o ano passado, quando a FIFA foi varrida por um escândalo de corrupção do futebol mundial, o que levou a Sepp Blatter anunciar planos para sair antes de ser banido.

A onda de denúncias, em seguida envolveu toda a alta cúpula da atual administração da FIFA, seu secretário-geral Jerome Valcke e a maiorias dos vice-presidentes, incluindo o francês Platini, da UEFA.

Campanha
Infantino, que é suíço, é um dos cinco candidatos presidenciais e atualmente está buscando votos nas 209 federações afiliadas à FIFA. No domingo, ele se reuniu representantes da União de Futebol do Caribe, que tem 25 votos nas eleições do chefe da FIFA, e recebeu o apoio do presidente da Associação de Futebol de Barbados Randy Harris. Infantino disse que recebeu “reações positivas” de outros membros da União.

Infantino disse que está confiante para vencer as eleições. “Eu respeito os outros candidatos, mas vou às urnas para ganhar”, disse à Reuters.

A eleição do novo Presidente da FIFA será 26 de fevereiro e além do candidato da UEFA, o atual presidente da Confederação de Futebol da Ásia (AFC), o xeque Salman bin Ibrahim Al Khalifa, o príncipe da Jordânia Ali Bin Al-Hussein e vice-presidente da FIFA, o ex-ministro da Habitação da África do Sul, Tokyo Sexwale, ex-vice-secretário-geral da FIFA, o francês Jerome Champagne.

Distribuir 50% da arrecadação

Distribuir 50% da arrecadação

Distribuição de renda

Em uma tentativa de atrair as federações, Infantino também está propondo uma nova divisão da riqueza da FIFA, dizendo que no futuro espera que as Federações fiquem com uma parte maior dos recursos gerados pelo futebol.

De imediato, o documento propõe uma análise para saber se o órgão precisa das reservas de caixa de até US $ 1,5 bilhão.

A ideia é transferir para cada um dos membros da FIFA US$ 5 milhões para investir em projetos de desenvolvimento e custos de funcionamento – um aumento substancial nos US$ 2,05 por federação (cada federação recebeu entre 2011 e 2014) – e mais US$ 1 milhão, se necessário, para a viagens (valor que acaba sendo representativo para pequenas nações de regiões distantes).

Além disso, uma das 6 confederações deve receber US$ 40 milhões para investir em projetos de desenvolvimento e suas ramificações regionais. Ásia, África e América do Norte, Central e Caribe ainda podem solicitar outros US$ 4 milhões para organizar torneios de jovens.

Ibrahim Al Khalifa, da AFC, candidato se encontrou com representante africano essa semana

Ibrahim Al Khalifa, da AFC, candidato se encontrou com representante africano essa semana

Todos os valores são válidos para o próximo ciclo de 4 anos. “Se a meta de 50% da distribuição da FIFA for atingida, estes montantes ainda podem aumentar significativamente”, diz Infantino.

Tecnologia
O dirigente que só entrou na disputa depois que Michel Platini, seu chefe na UEFA, foi inicialmente suspenso pela FIFA em outubro, depois punido por 8 anos no mês passado, diverge do francês quanto à utilização de tecnologia no futebol.

Platini vetou na Liga dos Campeões o uso de tecnolgias utilizadas na Premier League e na Bundesliga para verificar a linha do gol, as chamada Howk-eye, por exemplo.

Infantino é a favor de expandir o uso da tecnologia no futebol: “A FIFA deve iniciar um debate aberto, que inclua jogadores, técnicos e treinadores e todas as partes interessadas sobre a continuação da utilização de tecnologia no jogo”, diz o manifesto.

“As propostas devem ser totalmente testadas e o potencial impacto sobre o fluxo do jogo deve ser estudado em detalhe. Finalmente, essa tem de ser uma avaliação objetiva com base nos melhores interesses do futebol.”