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Japão e Coreia do sul voltam a vencer nas Eliminatórias Asiáticas
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Celso de Miranda

Depois da derrota na estreia para os Emirados Árabes Unidos, em setembro, o Japão conseguiu sua primeira vitória em casa na fase final das Eliminatórias Asiáticas da Copa, nessa quinta-feira, ao vencer o Iraque por 2-1 no Saitama Stadium.

O jogo que reuniu 2 dos 3 últimos campeões do continente, no entanto teve muita emoção, sofrimento e luta – e só foi decidido aos 50′ do 2º tempo.

O time da casa abriu o placar aos 26′, com o atacante do Hertha Berlim Genki Haraguchi, que completou de letra o cruzamento de Hiroshi Kiyotake, do Sevilla.

As melhores chances do jogo permaneciam sendo do Japão, mas foi o Iraque que chegou ao empate, numa cobrança de falta de Ali Adnan da intermediária, que Saad Abdulamir desviou de cabeça (60′).

Japão: gol nos acréscimos deu a vitória sobre o Iraque

Empurrados por uma multidão de 63 mil torcedores que lotaram o Saitama Stadium, o time da casa perseguiu a vitória até o final e já nos acréscimos, após uma falta da direita, Kiyotake cruzou e a defesa do Iraque afastou.

O meio-campista do Cerezo Osaka, porém pegou o rebote de primeira e acertou da entrada da área um chute poderoso dando a vitória ao Japão.

Com a vitória o Japão chegou aos 6 pontos no Grupo B, mesma pontuação com que Arábia Saudita e Austrália, que se enfrentam ainda nessa quinta entraram na rodada.

Os Emirados Árabes também atingiram os 6 pontos com a vitória por 3-1 sobre a Tailândia, no estádio Mohammed Bin Zayed, em Abu Dhabi.

Coreia dos Sul e Irã
No Grupo A, depois de empatar em 0-0 diante da Síria na última rodada a favorita Coreia do Sul voltou a vencer, batendo de virada o Qatar por 3-2, no Suwon World Cup Stadium.

O meia do Swansea Son Heung-min abriu o placar para os sul-coreanos logo aos 11′, mas os visitantes reagiram ainda no primeiro tempo: Hasan Al Haydos cobrando pênalti empatou (15′) e o uruguaio naturalizado Sebastian Soria virou o placar (45 +1′).

A virada da Coreia do Sul veio com dois gols em menos de 2 minutos: Ji Dong-won, do augsburg empatou (56′) e  Son Heung-min, do Tottenham marcou o gol da vitória (58′).

Son: atacante do Tottenham marcou o gol da vitória

Son: atacante do Tottenham marcou o gol da vitória

“É a primeira vez que vencemos uma partida saindo atrás do placar desde que me tornei treinador”, disse o técnico da Coreia do Sul Uli Stielike. “Isso ajudará a confiança dos jogadores para o próximo jogo contra o Irã.”

“Mentalmente nós estamos cada vez mais fortes do que antes e isso é muito importante. Não há jogos fáceis nessa fase das Eliminatórias e temos que lembrar disso.”

Próxima rodada: 10/11

Próxima rodada: 10/11

Ja o Irã do técnico português Carlos Queiroz foi a Tashkent e acabou com a invencibilidade do Uzbequistão (0-1): iranianos e sul coreanos dividem a liderança do grupo (7 pontos).

Também jogando como visitante a Síria conseguiu sua 1ª vitória nessa fase, vencendo a China no Estádio Shanxi, em Xi’a.


Japão perde em casa na abertura das Eliminatórias da Ásia
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Celso de Miranda

O Japão foi surpreendido pelos Emirados Árabes Unidos e perdeu de virada no Saitama Stadium por 2-1 na abertura da fase final das Eliminatórias da Copa do Mundo na Ásia, nessa quinta-feira.

As duas equipes estão no Grupo B, que ainda têm Austrália, que venceu o Iraque (2-0) e Arábia Saudita e Tailândia, que se enfrentam nessa sexta.

 

O Japão saiu na frente com um gol do atacante Keisuke Honda logo aos 11′ após uma cobrança de falta: a bola foi alçada na área por Hiroshi Hiyotake e o atacante do Milan acertou uma cabeçada que não deu chances de defesas ao goleiro Khalid Eisa.

A festa dos torcedores que lotaram o Saitama Stadium, no entanto durou pouco: aos 20′, os Emirados Árabes Unidos empataram em outra cobrança de falta, dessa vez cobrada direta para o gol, com precisão pelo capitão Ahmed Khalil.

Shusaku Nishikawa, goleiro do Urawa Red Diamonds ainda tocou na bola antes que ela batesse no travessão e entrasse. Em seu 9º jogo nas Eliminatórias, foi o 1º gol que o Japão sofreu na competição depois de 8 horas 20 minutos sem ser vazado.

Khalil: 2 gols para desespero da torcida japonesa

Khalil: 2 gols para desespero da torcida japonesa

Mas o pior ainda estava por vir: após o intervalo, os Emirados viraram o jogo: depois de uma disputa entre Ismail Alhammadi e 3 defensores na área do Japão, o árbitro Abdulrahman Al Jassim, do Qatar, marcou pênalti falta de Ryota Ohshima sobre o atacante do Al-Ahli.

Khalil abusou da confiança, e numa cavadinha cheia de marra, marcou seu 2º gol na partida.

Historicamente Japão e Emirados Árabes Unidos fazem jogos equilibrados nas Eliminatórias: essa foi a 5ª vez que as duas seleções se cruzaram na competição, o Japão havia vencido a primeira, em 1997, justamente quando conseguiu sua primeira classificação para o Mundial, depois se seguiram  3 empates desde então. Agora, os Emirados empataram o placar.

Os dois times voltam a jogar na terça-feira: o Japão, que luta pela sua 6ª classificação consecutiva, enfrenta a Tailândia  no Estádio Nacional de Rajamangala, em Bangcoc, enquanto os EAU, que disputou apenas a Copa do Mundo da Itália em 1990, recebem a Austrália no Estádio Mohammad Bin Zayed, em Abu Dhabi.


Japão aposta em ‘esquadra europeia’ para fase final da Eliminatória da Ásia
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Celso de Miranda

Os 24 convocados para a seleção do Japão pelo técnico bósnio Vahid Halilhodzic já estão treinando para as duas primeiras partidas da fase final das Eliminatórias da Ásia da Copa do Mundo de 2018, em Saitama, local da primeira partida pelo Grupo B, diante dos Emirados Árabes Unidos, na quinta-feira, dia 1º.

Em seguida, os “samurais azuis” enfrentam a Tailândia, em Bangkok, no dia 6.

Dez dos 24 convocados atuam no Japão, enquanto os que atuam na Europa, pela primeira vez serão maioria: 14. Metade deles jogam na Bundesliga (7), 2 atuam na Itália e outros 2 na Inglaterra. Espanha, França e Holanda têm um ‘representante’ cada um.

Shinji Kagawa, do Dortmund, e makoto Hasebe, do Frankfurt

“Alemães”: Kagawa, do Dortmund, e Hasebe, do Frankfurt

Alguns deles por terem atuado no fim de semana por seus clubes na Europa — caso do atacante Shinji Okazaki, que jogou na vitória do Leicester City sobre o Swansea, por 2-1, na 3ª rodada da Premier League, e Yoshinori Muto, do Mainz, que marcou na derrota diante do Dortmund (2-1) na rodada de abertura da Bundesliga —  foram poupados dos treinamentos com bola e fizeram apenas trabalhos de condicionamento físico com o grupo.

O time não tem problemas de contusão e terá força máxima: uma mistura de estrelas que fazem sucesso na Europa, ídolos da J-League e jovens  promissores do futebol japonês.

Entre os jogadores mais conhecidos no futebol internacional estão os atacantes Keisuke Honda, do Milan, Shinji Kagawa, do Borussia Dortmund e Okazaki, do Leicester, além dos zagueiros Yuto Nagatomo, da Inter de Milão e Makoto Hasebe, do Eintracht Frankfurt.

Outros vêm se destacando em clubes ascendentes do futebol europeu: nomes como Hiroshi Kiyotake, do Sevilla, Yoshinori Muto, do Mainz, Takashi Usami, do Augsburg,  Hiroki Sakai, do Olympique de Marselha, e Genki Haraguchi, do Hertha.

Da J-League, destaque para Yu Kobayashi, o jogador japonês com mais gols na atual temporada (14 em 17 jogos), atacante do Kawasaki Frontale. O time japonês, porém que cedeu mais jogadores foi o Urawa Red Diamonds: 3.

Aos representantes da velha guarda se juntam algumas caras novas, incluindo zagueiro Gen Shoji, do Kashima Antlers e o atacante Takuma Asano, destaque da seleção Sub-23 que disputou a Rio 2016.

O jovem atacante contratado pelo Arsenal vai disputar a Bundesliga pelo Stuttgart por empréstimo. Outro destaque da seleção olímpica que estreia no time principal é o meia Ryota Oshima, do Kawasaki Frontale.

Halilhodzic: força máxima para 6a participação

Halilhodzic: força máxima para levar o Japão à sua 6ª participação consecutiva

Disputa
As eliminatórias da Ásia começaram em março de 2015, com uma 1ª fase da qual participaram as 12 seleções com pior ranking da AFC (entre a 35ª e 46ª posição): Índia, Nepal, Iêmen, Paquistão, Timor Leste, Mongólia, Cambodja, Macau, Taipé Chinesa, Brunei, Sri Lanka e Butão.

Outras 34 seleções se juntaram às 6 primeiras classificadas para formar 8 grupos de 5 seleções que se enfrentaram em jogos de ida e volta entre junho de 2015 e março de 2016.

Os campeões dos grupos mais os 4 melhores 2ºs colocados (somando 12 seleções), vão disputar agora a fase final das Eliminatórias em busca de 5 vagas diretas e uma vaga no playoff interconfederações.

O Japão está no Grupo B ao lado de Austrália, Iraque e Arábia Saudita, além de Emirados Árabes e Tailândia e tenta sua 6ª participação consecutiva em Copa do Mundo, desde que fez sua estreia em 1998, na França.

Muto e Okazaki: dupla de ataque

Muto, do Mainz, e Okazaki, do Leicester: dupla de ataque

O Grupo A tem Irã, Coreia do Sul, Uzbequistão, China, Qatar e Síria.

Campeão e vice de cada grupo têm vaga garantida na Copa da Rússia: os dois 3ºs colocados jogam um playoff  e o vencedor será o 5º classificado do continente: o perdedor ainda terá uma chance na repescagem contra o 4º colocado das Eliminatórias da CONCACAF.

Samurais Azuis

  • Goleiros: Shusaku Nishikawa (Urawa Red Diamonds), Masaaki Higashiguchi (Gamba Osaka) e Akihiro Hayashi (Sagan Tosu)
  • Defensores: Hiroki Sakai (Olympique de Marseille/FRA), Gotoku Sakai (Hamburgo/ALE), Yuto Nagatomo (Inter/ITA), Kosuke Ota (Vitesse/HOL), Maya Yoshida (Southampton/ING), Tomoaki Makino (Urawa Reds), Masato Morishige (FC Tokyo) e Gen Shoji (Kashima Antlers)
  • Meio-campistas: Makoto Hasebe (Eintracht Frankfurt/ALE), Hotaru Yamaguchi (Cerezo Osaka), Yosuke Kashiwagi (Urawa Reds), Ryota Oshima (Kawasaki Frontale), Shinji Kagawa (Dortmund/ALE) e Hiroshi Kiyotake (Sevilla/ESP)
  • Atacantes: Keisuke Honda (Milan/ITA), Yu Kobayashi (Kawasaki Frontale), Takashi Usami (Augsburg/ALE), Genki Haraguchi (Hertha Berlin/ALE), Shinji Okazaki (Leicester/ING), Yoshinori Muto (Mainz/ALE), Takuma Asano (Stuttgart/ALE)

Rio’16: amistoso entre EUA e Japão esgotado em 10 minutos
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Celso de Miranda

Quem esperou 11 minutos nessa sexta-feira para comprar ingressos para o amistoso entre a seleção feminina dos Estados Unidos e o Japão, vai ter que assistir ao jogo no dia 2 de junho pela TV.

Goleadas e recordes de público

Goleadas e recordes de público

Os 19 mil ingressos para o Dicks Sporting Goods Park, estádio do Colorado Rapids, no subúrbio de Denver foram vendidos em exatos 10 minutos após a abertura das vendas às 10h dessa manhã.

Para você ter uma ideia da febre pré-Jogos Olímpicos que vive  a seleção feminina norte-americana, na última segunda-feira, quando o time da casa venceu o Toronto FC por 1-0, na 4ª rodada da temporada da Major League o estádio recebeu 10.779 torcedores.

EUA e Japão desenvolveram uma rivalidade nos últimos anos –  as duas seleções decidiram as últimas duas Copas do Mundo, com o Japão vencendo em 2011 e os EUA em 2015, e os Jogos Olímpicos de Londres em 2012, com outra vitória norte-americana.

No entanto desde a vitória na última Copa, enquanto os EUA continuam em ótima fase, vencendo todos os 11 amistosos que realizou, além do torneio SheBelieves, contra Alemanha, França e Inglaterra, e se classificando com tranquilidade na zona da CONCACAF ao lado do Canadá para as Olimpíadas do Rio, o Japão vem passando por uma etapa de renovação.

Jogando em casa, em fevereiro, as Nadeshiko ficaram atrás de Austrália e China e não conseguiu vaga para os Jogos Olímpicos.

O técnico Norio Sasaki, que dirigia o time desde 2008 se aposentou em março, e o presidente da Federação Japonesa Daini Kuniya ainda não anunciou o novo treinador.

Os Estados Unidos vêm de uma vitória por 7-0 sobre a Colômbia, que vai representar a América do Sul da Copa, na última terça-feira, diante de um público recorde de 21.792:  foi o maior público do futebol feminino em Connecticut.

EUA e Colômbia voltam a se enfrentar no domingo, 10 de abril, na Pensilvânia.

Tags : Japão WSNT


Copa’18: golaço de Okazaki do Leicester abre caminho para vitória do Japão
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Celso de Miranda

Com um segundo tempo de gala no Saitama Stadium 2002, o Japão goleou o Afeganistão por 5-0 nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018 dessa quinta-feira.

A vitória deixou os “Samurais Azuis” muito próximos da vaga em primeiro lugar no Grupo E: o Japão pode garantir a classificação já na próxima terça-feira quando enfrenta a  Síria 2ª colocada do grupo.

VIDEO Japan 5 – 0 Afghanistan (World Cup) Highlights – See more at: http://goal91.com/video-japan-5-0-afghanistan-world-cup-highlights—12149.html#sthash.MVJzrVu6.dpuf

Publicado por Goal91 em Quinta, 24 de março de 2016

O time chegou aos  22 gols marcados sem sofrer nenhum gol nas 5 vitórias em 6 partidas, que fez até agora no torneio: a única partida que o Japão não venceu foi na estreia, um surpreendente empate em casa diante de Singapura

A partida dessa quinta, porém começou parecendo uma repetição do tropeço da estreia: com os anfitriões não conseguindo capitalizar sua posição dominante, e perdendo inúmeras oportunidades ao longo do primeiro tempo.

Só quando restavam dois minutos para o intervalo, Shinji Okazaki mostrou que está em grande fase: depois de receber de Hiroshi Kiyotake, o atacante do Leicester City, driblou Sayed Hashemi, passou a bola entre as pernas de Modijeb Jamali antes de bater para o fundo da rede.

Okazaki: habilidade do artilheiro colocou Japão na frente

Okazaki: habilidade do artilheiro colocou Japão na frente

Após o intervalo Kiyotake dobrou a vantagem do Japão (58′), quando recebeu entre os zagueiros e só desviou do goleiro Ovays Azizi.

Apenas 5 minutos depois, Sharif Mukhammad tocou contra o próprio gol, desviando um cruzamento rasteiro de Hiroki Sakai e marcando o 3º.

Nos minutos finais, Maya Yoshida marcou de cabeça na cobrança de um escanteio (74), e Mike Havenaar fechou o placar (82′).

Os vencedores dos 8 grupos e os 4 melhores segundos classificados (total de 12 equipas) avançam para rodada final da fase Eliminatória da Copa do Mundo da FIFA 2018, onde serão formados dois grupos de 6 equipes para determinar os 3 classificados e o 4º que time que joga a repescagem.

 

 


Ex-capitã japonesa critica jogadoras pela desclassificação: ‘faltou desejo’
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Celso de Miranda

Depois de disputar as finais dos últimos três principais torneios de futebol feminino do mundo – as Copas do Mundo de 2011 e 2015 e as Olimpíadas de 2012 – , o Japão não se vai participar dos próximos Jogos Olímpicos no Brasil.

Mesmo jogando em casa, a seleção 4ª colocada do ranking da FIFA não conseguiu uma das duas vagas no pré-Olímpico da Ásia e já está eliminada com uma rodada de antecedência.

Decepção: medalhista de prata fora dos Jogos

Decepção: medalhista de prata fora dos Jogos

No torneio, que reuniu 6 equipes num grupo único com todas as equipes jogando entre si, o Japão perdeu para a Austrália e China e empatou com a Coreia do Sul antes de golear o Vietnã (6-1).

Mas os 4 pontos deixou o time em 4º lugar com apenas um jogo por disputar e 6 pontos atrás da vice-líder China, tornando a classificação impossível.

Agora o jogo contra a Coreia do Norte (3º/5 pontos) serve apenas como treino.

A eliminação do Japão é impressionante, considerando que  há apenas 8 meses, o time estava jogando a final da Copa do Mundo no Canadá, defendendo o título, conquistado em 4 anos antes, na Alemanha.

O Japão havia se classificado para os últimos três Jogos Olímpicos, ganhando a medalha de prata em Londres há quatro anos, quando foi derrotado pelos Estados Unidos na decisão.

E-capitã: "Não merecemos"

Ex-capitã, Sawa: “Não merecemos”

O fracasso do Japão surpreendeu Homare Sawa, líder em participações (205 jogos)) e maior artilheira (85 gols) da seleção japonesa, que se aposentou após a Copa do Mundo do ano passado, que questionou o compromisso e a dedicação de algumas jogadoras em campo, principalmente após o empate em 1-1 diante da Coreia do Sul.

“Eu sei que isso soa duro, mas assistindo do lado de fora, eu realmente me pergunto se todas as jogadoras que estão em campo estão mesmo com vontade de vencer e dando tudo de si para a equipe”, disse a ex-melhor jogadora do mundo pela FIFA, atualmente comentando para a uma rede de TV japonesa.

“Não senti desejo suficiente, para ser sincera.”

Potência
A conquista do título em 2011, mudou o perfil do futebol feminino no Japão, que tem hoje uma liga forte e se tornou uma potência mundial.

Empate com a Coreia do Sul: "Compromisso"

Empate com a Coreia do Sul: “Faltou desejo”

Mas a Ásia é mesmo uma Conferência das mais qualificadas, com 3 seleções entre as 10 melhores ranqueadas do mundo.

E segundo a ex-capitã Sawa, o Japão não merecia a vaga, e a classificação de Austrália e China foi justa: “Foram as duas melhores seleções,”, reconheceu.

“São excelentes equipes, ambas bem ranqueadas e que já apresentaram times fortes na Copa do Mundo do ano passado quando chegaram até as quartas de final.”

No Canadá, o Japão não venceu nenhum jogo por mais de um gol na Copa do Mundo e precisou de um gol contra incrível para vencer a Inglaterra na semifinal: na decisão foi goleado pelos EUA por 5-2.

Após desclassificação seleção japonesa treina em Osaka: Jogos em 2020 serão no Japão

Após desclassificação seleção japonesa treina em Osaka: Jogos em 2020 serão no Japão

“O time jogou com a responsabilidade de conseguir a vaga e deu o seu melhor, mas não foi o suficiente,” disse Aya Miyama, meio-campista do Okayama Yunogo Belle, após a vitória sobre o Vietnã, quando a notícia da desclassificação fora confirmada, por conta dos outros resultados.

“Precisamos nos reorganizar para lutar pelos objetivos do futuro, olhar para os erros que foram se acumulando com o tempo e vamos corrigi-los.”

Mas a responsabilidade e a cobrança sobre o comando do time serão mais pesadas, certamente: entre o título de 2011 e a desclassificação nessa semana, muitas coisas mudaram no futebol feminino mundial, incluindo na Ásia.

E muitas coisas continuarão mudando, quem sabe num ritmo ainda mais rápido nos próximos de três anos, que exigirão do Japão uma capacidade de adaptação ainda não vista.

A próxima Copa do Mundo, em 2019 será na França. O Japão vai sediar os próximos Jogos Olímpicos, em Tóquio, 2020.


Rio’16: Austrália perto da vaga. Japão se complica
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Celso de Miranda

A Austrália ficou bem perto da classificação para os Jogos Olímpicos depois de golear o Vietnã por 9-0 nessa  quarta-feira na 2ª rodada do pré-Olímpico da Ásia: as ‘Matildas’ já haviam vencido o Japão na estreia.

Emily Gielnik colocou a Austrália à frente logo aos 10′. Kyah Simon (3 vezes seguidas) e Alana Kennedy deixaram a vantagem australiana em 5 gol ainda no primeiro tempo.

Rio'2016: Austrália goleia e fica mais perto dos Jogos

Rio’2016: Austrália goleia e fica mais perto dos Jogos

O treinador Alen Stajcic mudou 7 jogadoras jogadoras em relação ao time que estreou vencendo o Japão por 3-0: entre as novidades, a estreia da zagueira Ellie Carpenter, de 15 anos – a 8ª jogadora mais jovem a atuar pelas Matildas.

Outras substitutas não aliviaram o ritmo: Emily van Egmond, Ashleigh Sykes e Claire Polkinghorne marcaram.

“Obviamente foi um bom resultado e um bom desempenho”, disse Stajcic. “Mas 6 pontos não são suficientes para chegar ao Rio, ainda há muito futebol para ser jogado.”

Polkinghorne’s ‘shot cross’► Clare Polkinghorne’s ‘shot cross’ rounded out the Matildas’ 9-0 rout of Vietnam women’s national football team, after Kyah Simon’s first-half hat-trick.Click ‘Learn More’ for full VIDEO and REPORT of the AFC Zone Women’s Rio 2016 Olympics qualifier: Matildas 9-0 Vietnam

Publicado por SBS The World Game em Quarta, 2 de março de 2016

“Sabemos que os nossos próximos adversários são muito difíceis e sabemos que não há nada garantido,” afirmou Stajcic.

“Estamos fisicamente e mentalmente fortes, até agora, a nossa preparação foi muito forte, mas o descanso e recuperação é o fator mais importante agora. Hoje conseguimos equilibrar algumas peças e essa foi uma grande vantagem do nosso elenco time.”

“Hoje o mais importante é que as jogadoras mostraram determinação para ir além dos 3 pontos e buscaram os gols que podem ser importantes mais pra frente.

Na próxima rodada, na sexta-feira (4), a Austrália enfrenta a Coreia do Sul, no Yanmar Stadium, em Nagai.

Crise: depois de duas rodadas, japonesas ainda não venceram

Crise: depois de duas rodadas, japonesas ainda não venceram

Empates
Os outros resultados da rodada acabaram beneficiando a Austrália: Coreia do Norte e China empataram em 1-1. Mesmo resultado de Japão e Coreia do Sul, no Kincho Stadium, em Osaka.

A Coreia do Norte esteve bem perto de vencer:  Ra Un Sim marcou ainda no primeiro tempo (38′), mas uma penalidade  cobrada por Wang Shuang, aos 92′, evitou a derrota da China.

Com o resultado, a China é vice líder (4 pontos) depois de estrear vencendo o Vietnã (2-0). Enquanto a Coreia do Norte permanece sem vitórias depois que empatou em 1-1 com a Coreia do Sul.

“O que posso dizer? É por isso que todos nós amamos o futebol”, disse Bruno Bini, técnico francês da China. “Defensivamente, nós fizemos um grande jogo, mas tivemos dificuldades para transpor a marcação da Coreia do Norte, que nos surpreendeu com uma marcação por pressão dentro de nosso próprio campo.”

Escapou: Shuang veio do banco para marcar

Escapou: Shuang veio do banco para salvar a China da derrota

Japão e Coreia do Sul
Os donos da casa enfrentaram a Coreia do Sul e não foram além de um decepcionante empate em 1-1: as duas equipes ainda não venceram no pré-olímpico, mas o caso do Japão ainda é pior já que o time perdeu na estreia para a Austrália.

Depois de duas rodadas as vice-campeãs olímpicas e mundiais têm apenas 1 ponto e são as penúltimas colocadas, só a frente do Vietnã, derrotado duas vezes por China e Austrália.

Na sexta-feira, o Japão terá talvez sua última chance de conseguir a vaga: uma vitória diante da China pode levar o time da casa de volta ao caminho da classificação

3 ªPróxima rodada (sexta-feira/4 de março)

  • Coreia do Sul vs Austrália (Estádio Nagai)
  •  Vietnã vs  Coreia do Norte (Estádio Nagai)
  •  Japão vs China (Stadium Kincho)

Pré-olímpico Fem da Ásia: 2 vagas e 6 seleções
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Celso de Miranda

A rodada final das Eliminatórias Asiáticas para o torneio de futebol feminino dos Jogos Olímpicos da Rio 2016 começa nessa segunda-feira, em Osaka, no Japão, com 6 seleções (Japão, Coreia do Norte, Austrália, China, Coreia do Sul e Vietnã) e grupo único, que jogarão entre si, disputando 2 vagas.

Conheça os times e as chances de cada um:

Japão

Japão: favoritas a uma das vagas

Japão: favoritas a uma das vagas

  • Melhor classificação: Medalha de prata (2012)
  • Última participação/performance: 2012/ Medalha de Prata
  •  Participações anteriores: 1996, 2004, 2008, 2012

Seleção asiática melhor colocada no ranking da FIFA (4ª),  e campeã da Copa da Ásia em 2015, o Japão ainda tem a vantagem de receber o torneio diante de sua torcida, que certamente vai lotar os jogos da equipe, já que conta com a classificação para os Jogos Olímpicos, especialmente depois do desapontamento após a derrota na decisão da Copa do Muno, quando o time foi goleado pelos EUA por 5-2.Além de vice-campeãs mundiais as japonesas são as atuais vice-campeãs olímpicas: em Londres, também foram derrotadas pelas norte-americanas.

Coreia do Norte

  • Melhor classificação: Fase de grupos (2008, 2012)
  • Performance em 2012: fase de grupos
  • Participações anteriores: 2008, 2012

Depois de não se classificar para as três primeiras edições do torneio olímpico feminino, a Coreia do Norte fez história em 2008, quando fez sua estreia em Pequim, e repetiu o feito 4 anos depois em Londres 2012, porém nunca conseguindo ir além da fase de grupos.

Garantir três participação consecutivas seria a confirmação do progresso do futebol feminino norte-coreano no cenário da AFC nos últimos tempos: a seleção feminina, que é atualmente a 6ª do continente, não conseguiu classificação para a Copa do Mundo do ano passado.

Austrália

  • Melhor classificação: Quartas de final (2004)
  • Performance em 2012: não se classificou
  • Participações anteriores: 2000, 2004

Desde sua adesão à AFC em 2006, a Austrália nunca mais se classificou para o torneio feminino e espera voltar nessa 3ª tentativa, depois de ficar fora de Pequim 2008 e Londres 2012. Com jovens valores como Kyah Simin, Lisa de Vanna e Elise Kellond-Knight, porém o time eliminou o Brasil e chegou às quartas de final da Copa do Mundo do ano passado, quando caiu diante da Inglaterra (que acabaria na 3ª posição).

De volta: China não foi aos Jogos de Londres, mas fez boa campanha no Copa do Canadá

China não foi aos Jogos de Londres, mas fez boa campanha no Copa do Canadá

China

  • Melhor classificação: Medalha de Prata (1996)
  • Performance em 2012: não se classificou
  • Participações anteriores: 1996, 2000, 2004, 2008

Na estreia do futebol feminino em Jogos Olímpicos, em Atlanta, a China fez a final diante dos donos da casa, os Estados Unidos. Desde então, porém não conseguiram repetir o feito, chegando no máximo às quartas de final em casa, em 2008.

Apesar de não se classificar para Londres, o time já mostrou recuperação em 2015, chegando até as quartas de final na Copa do Mundo, quando foi eliminada num jogo duríssimo por 1-0 pelos EUA, que venceram o título.

Coreia do Sul

  • Melhor classificação: Nunca se classificou

A Coreia do Sul tenta sua primeira participação em Jogos Olímpicos: o desafio é grande, mas pelo menos a equipe tem a seu favor o retrospecto positivo que tem demonstrado nos últimos tempos, como no ano passado, quando chegaram às oitavas de final da Copa do Mundo, avançando da fase de grupos (no Grupo que tinha Brasil, Costa Rica e Espanha), antes de ser eliminada pela França.

Melhor Coreia do Sul: time para fazer história

Melhor Coreia do Sul: time para fazer história

Vietnã

  • Melhor classificação: Nunca se classificou

Entrando nas eliminatórias na segunda rodada, o Vietnã teve um mau começo, depois de perder por 1-0 diante do Taipé Chinês no jogo de abertura. No entanto, o time se recuperou com vitórias sobre Myanmar, Jordânia e Tailândia, o time acabou conseguindo a vaga.

Na primeira rodada, nessa segunda-feira, China e Vietnã, e Coreia do Norte e Coreia do Sul fazem rodada dupla no Estádio Yanmar, em Nagai.

Na Arena Kincho, em Osaka, o Japão estreia diante da Austrália.


Rio 2016: “Japão tem obrigação de se classificar”, diz capitã Miyama
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Celso de Miranda

A seleção japonesa tem a obrigação de conseguir uma das duas vagas da Ásia para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro: quem garante é a capitã da seleção vice-campeã olímpica e mundial, a meio-campista Aya Miyama sobre o torneio que começa na próxima segunda-feira, em Osaka, e que vai reunir, além do Japão, Coreia do Sul, Austrália, China, Coreia do Norte e Vietnã.

Todos estão num único grupo e jogam todos contra todos em 5 rodadas até o dia 9 de março: o Japão estreia contra a Austrália na segunda-feira: a primeira rodada tem, ainda Coreia do Sul versus Coreia do Norte e China contra Vietnã.

Japão: na de quarta de final 1-0 sobre a Austrália

Japão e Austrália: na Copa do Mundo, deu Japão nas quarta de final, 1-0

As duas melhores se classificam.

Miyama, que ficou em 3º lugar na eleição da FIFA como melhor jogador do mundo de 2015, minimizou o feito: “Fico mais feliz quando os outros reconhecem o Japão como uma potência global”, disse. “Isso é muito mais importante do que qualquer reconhecimento individual. ”

“Entramos na Copa do Mundo para defender o título e não conseguimos”, lembra a jogadora de 31 anos, que herdou  braçadeira do “Nadeshiko”  de Homare Sawa, em 2012.

“Agora precisamos nos classificar para o Rio e, em seguida, fazer um bom papel para garantir que o futebol feminino mantenha a sua popularidade no Japão”, explicou Miyama.


All Goals and Full Highlights | Australia 0-1… por mszabi

Segundo ela, o interesse no futebol feminino em seu país cresceu muito após o título mundial, em 2011 na Alemanha, e embora o esporte esteja bem estabelecido, com uma liga forte e competitiva, o interesse entre os torcedores e os meios de comunicação ainda costuma depender muito das realizações da equipe nacional.

Para o bem do futebol japonês, essas realizações têm sido numerosas nos últimos anos: depois da vitória sobre os Estados Unidos na Copa do Mundo em 2011, o Nadeshiko ganhou a prata olímpica em Londres 2012.

Em 2014, venceu seu primeiro título asiático, e no ano seguinte foi vice-campeão Mundial na Copa do Canadá, o ano passado: 4º colocado do ranking feminino da FIFA, é o melhor time da AFC (entre os 10 melhores do ranking há 3 seleções da Ásia: além do Japão, Coréia do Norte, em 6º, e Austrália, 9º).

Primeira rodada tem Coreia do Norte vs. Coreia do Sul

Primeira rodada tem Coreia do Norte vs. Coreia do Sul

Fora de campo
Dentro de campo, a meio-campista Aya Miyama está sempre trabalhando duro para garantir que o futebol do Japão seja bem sucedido.

Fora, ela se esforça  para melhorar as perspectivas globais do esporte que ama: uma tarefa a qual ela espera se dedicar ainda mais quando ela se aposenta:

“Eu quero ajudar a ampliar o apelo do esporte e convencer as meninas e mulheres jovens que o futebol é divertido de jogar, mas que também é um caminho para a educação, para a superação e para o desenvolvimento pessoal e coletivo”, diz.

Miyama começou em sua cidade, num pequeno clube fundado pelo pai em Oamishirasato, e foi uma das primeiras asiáticas na liga profissional dos Estados Unidos: jogou no Los Angeles Sol (onde atuou ao lado de Marta), no Saint Louis Athletica e no Atlanta Beat.

Os países vêm o Japão como uma potência

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Sobre essa época, a jogadora contou que jogar com atletas do mundo todo teve um grande impacto sobre ela e lhe permitiu chegar a um nível totalmente novo. “Eu acho que foi a melhor coisa que eu fiz na vida”, disse, rindo pela primeira vez, a hoje atleta do Okayama Yunogo Belle

“A gente aprende um pouco com cada pessoa.”

Ela conta, também que fez alguns boas amigas nesse período, como a goleira da seleção dos EUA, Hope Solo, e ganhou experiências valiosa ao lado de algumas jogadoras talentosas, como Marta, do Brasil e Carli Lloyd, dos EUA, duas ex-companheiras do extinto Los Angeles Sol.

 

 


Rio’16: Japão e Coreia do Sul garantidos. Iraque e Qatar decidem 3ª vaga
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Celso de Miranda

Riki Harakawa marcou aos 93′ e o Japão garantiu um lugar na final do Campeonato Asiático Sub-23AFC U23 Championship e a vaga para os Jogos Olímpicos de 2016, com uma vitória dramática por 2-1 sobre o Iraque na semifinal Estádio Abdullah Bin Khalifa em Doha.

A Coreia do Sul se uniu ao Japão na final no sábado e ficou com a 2ª vaga Olímpica depois de garantir uma vitória  sobre o Qatar também e forma dramática: até os 89′ a partida no Estádio Jassim Bin Hamad permanecia empatada em 1-1, quando o meia Kwon Chang-hoon colocou os coreanos na frente. Depois, nos acréscimos, a Coreia do Sul ainda faria 3-1 com Moon Chang-jin.

Com isso, o Japão, semifinalista em Londres e a Coreia do Sul, que comemora sua 8ª classificação consecutiva para os Jogos Olímpicos, um recorde entre as nações asiáticas, duas potências olímpicas do continente confirmaram vagas no torneio de Futebol Masculino no Rio de Janeiro.

Última chance
A única vaga restante sai do confronto entre Iraque e Qatar, na sexta-feira, que define 3º e 4º colocados do torneio. No mesmo dia, se enfrentam Japão e Coreia do Sul para definir o campeão Sub-23 do continente.

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Confira a lista dos 14
(dos 16) já classificados:

  • ÁSIA:  Coreia do Sul, Japão,e Iraque ou Qatar
  • ÁFRICA: África do Sul, Argélia e Nigéria
  • EUROPA: Alemanha, Dinamarca, Portugal e Suécia
  • AMÉRICA DO NORTE, CENTRAL E CARIBE e Caribe: Honduras e México – (playoff: EUA vs Colômbia)
  • AMÉRICA DO SUL: Brasil (sede), Argentina (playoff: Colômbia vs EUA)
  • OCEANIA: Fiji

Torneio Olímpico de Futebol (datas principais):

  • Abertura (quinta-feira, 4 de agosto): Brasília
  • Quartas de final (Sábado 13 de Agosto): Brasília, Salvador, Belo Horizonte, São Paulo
  • Semifinais (Quarta-feira 17 de agosto): São Paulo, Rio de Janeiro
  • Medalha de Bronze (Sábado 20 de agosto): Belo Horizonte
  • Medalha de Ouro (Sábado 20 de agosto): Rio de Janeiro