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EUA e Honduras fazem jogo decisivo nas Eliminatórias da CONCACAF

Celso de Miranda

Empatados em 3º lugar (com 16 pontos), Estados Unidos e Honduras se enfrentam na noite dessa terça-feira, em San Pedro Sula: o resultado pode ser decisivo na disputa por uma vaga na Copa do Mundo.

A derrota em casa, diante da Costa Rica (0-2), na última sexta-feira, acendeu uma luz amarela nas ambições dos Estados Unidos de chegar à Copa e tornou a partida fora de casa contra Honduras um jogo de vida ou morte.

Com o México já garantido e a Costa Rica à uma vitória da classificação, há apenas mais uma vaga direta em disputa.

De acordo com o especialista em estatísticas da ESPN norte-americana, Paul Carr as chances de classificação dos Estados Unidos continuam boas, cerca de 80%.

Porém, se perderem a partida nessa terça, além de serem superados por Honduras, os norte-americanos correm o risco de acabar a rodada atrás do Panamá, que joga em casa diante do lanterna e já desclassificado Trinidad e Tobago.

Segundo Carr, caso perca a partida amanhã, as chances de classificação dos EUA despencam para 43%.

Vida ou morte: derrota pode deixar EUA fora da zona de classificação

Na CONCACAF, apenas 3 seleções se classificam diretamente e a 4ª colocada disputa um playoff contra o 5º melhor das Eliminatórias Asiáticas.

Gols
E os EUA terão que conseguir a vitória sem seu principal artilheiro: o atacante Jozy Altidore (o 3º maior goleador da história da seleção norte-americana) levou o 3º cartão amarelo na partida contra a Costa Rica e foi suspenso. O jogador já deixou a delegação e viajou de volta e já se apresentou ao Toronto FC.

Bruce Arena tem 3 opções para preencher a vaga no ataque: Clint Dempsey, Chris Wondolowski e Bobby Wood.

Na primeira partida entre as duas equipes nessa fase, em março, no Avaya Stadium, na California, os EUA venceram por 6-0: o veterano Dempsey fez 3 gols. Os meias Sebastian Llegget e Michael Bradley e o atacante Christian Pusilic marcaram os outros 3.

Mas além de trocar seu artilheiro, o treinador norte-americano tem que corrigir uma série de problemas que o time apresentou na Red Bull Arena, que incluem tanto falhas táticas e coletivas, como deficiências técnicas de jogadores que apresentaram um desempenho muito inferior ao esperado.

O problema mais grave foi o mau posicionamento da dupla de zagueiros Geoff Cameron e Tim Ream: Cameron, particularmente, teve um desempenho desastroso.

O jogador do Stoke City estava inseguro e mostrou muita dificuldades ao sair com a bola, errando passes grosseiros.

Lopez: o craque de Honduras

Também houve problemas no meio-campo, onde Arena escalou Michael Bradley e Darlington Nagbe, deixando o setor demasiado ofensivo, mas cedendo muitos espaços para o avanço do rival.

Outro lado
Honduras chegou aonde está graças a uma vitória fora de casa sobre a Trinidad e Tobago (1-2), na qual se destacou o meio-campista Alexander Lopez.

O jogador acertou 95% dos passes, incluindo uma assistência e ainda marcou um dos gols da partida. O outro gol foi do atacante Alberth Ellis (de 21 anos).

Arena: esperando mais dos jogadores que atuam na MLS

O clima pode ser um forte aliado da seleção local: nessa segunda-feira, a temperatura em San Pedro Sula atingiu os 34 graus, com 82% de umidade. A previsão para terça-feira é que essas condições permaneçam as mesmas.

Em entrevista coletiva nessa segunda, Arena disse que os jogadores que atuam nos EUA podem desempenhar um papel mais efetivo, já que fisicamente estão em nível mais elevado que aqueles que atuam na Europa, que ainda vive o início da temporada.