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Arquivo : Eliminatórias Copa do Mundo 2018

Alemanha, Nigéria e Costa Rica: quem é a próxima a garantir vaga Copa
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Celso de Miranda

Com Japão, México e Bélgica se classificando nos últimos dias, e Brasil, Irã e Rússia já garantidos, 6 das 32 seleções que vão disputar a da Copa do Mundo do ano que já foram definidos.

Isso deixa 26 lugares ainda em disputa e nos próximos 2 dias novos nomes serão definidos.

Atuais campeões podem garantir vaga nessa segunda

Somente na América do Sul, onde 8 seleções ainda disputam as 3 vagas diretas e a vaga nos playoffs, e na Oceania, onde a única vaga será definida apenas em novembro, no jogo entre o campeão das Eliminatórias local (Nova Zelândia ou Ilhas Salomão) e o 5º colocado do torneio sul-americano, é que nenhuma seleção pode garantir vaga já nessa semana.

Veja quem pode garantir vaga essa semana:

Ásia (AFC) –  Já classificados: Irã, Japão
Na última rodada das Eliminatórias, a Coreia do Sul lidera o Grupo A e estará classificada se vencer o Uzbequistão nessa terça-feira em Tashkent. Um empate bata aos sul-coreanos se a Síria não vencer o já classificado Irã, em Teerã.

O Uzbequistão também pode ficar com a vaga: para isso precisa vencer a Coreia do Sul e o Irã bater os sírios.

No Grupo B, 1 gol de saldo dá vantagem à Arábia Saudita diante da Austrália: os árabes garantem vaga se o seu resultado em Riad diante do Japão coincida com o resultado da Austrália contra a Tailândia, em Melbourne.

Por outro lado, a Austrália precisa vencer e torcer contra os sauditas. Se empatarem, os australianos precisa que o já classificado Japão vença a Arábia Saudita, em Riad.

Os Emirados Árabes Unidos também têm uma chance mínima, mas precisaria vencer o Iraque, torcer por derrotas de Arábia Saudita e Austrália e ainda descontar 8 gols de desvantagem no saldo de gols.

África (CAF) – Nenhum classificado
A Nigéria pode se tornar a primeira seleção africano a garantir vaga na Copa com 3 rodadas de antecedência: para isso, os nigerianos precisam vencer Camarões fora de casa (nessa segunda-feira, em Yaundé) e torcer para que a Zâmbia não vença a Argélia, na terça.

Austrália depende de tropeço da Arábia Saudita

América do Norte, Central e Caribe (CONCACAF) – Já classificado: México
Uma vitória em casa diante do México, na terça-feira, garante a Costa Rica na Copa, independentemente dos resultados nas duas últimas rodadas. Até um empate serve aos costa-riquenhos,  dependendo dos resultados das partidas entre Panamá vs. Trinidad e Tobago e Honduras vs. Estados Unidos.

Europa (UEFA) – Já classificados: Rússia (país sede) e Bélgica
Depois da classificação da Bélgica, que venceu a Grécia, nesse domingo, fora de casa, é Alemanha que pode confirmam vaga na Rússia 2018 com duas rodadas de antecedência.

A atual campeã se classifica caso derrote a Noruega nessa segunda-feira, em Stuttgart, e a Irlanda do Norte não vença a República Checa, em Belfast.


Com um gol do veterano Rafael Marquez no final, México vence os EUA
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Celso de Miranda

Com uma cabeçada perto do apito final, o zagueiro Rafael Marquez pôs fim à “maldição de Columbus” e deu a vitória ao México sobre os Estados Unidos no início do hexagonal decisivo das Eliminatórias da CONCACAF para a Copa do Mundo da Rússia.

A vitória do México quebrou um tabu histórico: o time não vencia uma partida oficial dos Estados Unidos como visitante havia 42 anos.

Nos últimos 15 anos, em jogos das Eliminatórias, El Tri havia sido derrotada nas 4 vezes sempre em Columbus (Ohio) e sempre  pelo mesmo placar (2-0), num tabu que já ficara conhecido como ‘fantasma do Dos-a-Cero’.

Dessa vez, nem o frio de 3º ajudou os norte-americanos, que não perdiam uma partida das eliminatórias a 30 jogos: foram 28 vitórias e 2 empates.

Jogo
O México abriu o placar ainda no primeiro tempo: o lateral esquerdo Miguel Layun, do Porto, marcou aos 20′, num chute da entrada da área, que ainda desviou em Matt Besler antes de entrar.

 

Bobby Wood empatou para o time da casa logo no início do segundo período: o atacante do Hamburgo marcou aos 49′, depois de receber passe de Jozy Altidore.

Depois de boas chances de lado a lado, o gol da vitória saiu na cobrança de um escanteio: Layun cobrou da esquerda e o veterano Rafa Marquez desviou no primeiro pau.

Após a partida, o  Juan Carlos Osório, o técnico colombiano da seleção mexicana agradeceu o apoio do torcedor e dedicou a vitória a todo o povo mexicano “espalhado” pelo mundo

Os poucos torcedores mexicanos fizeram a 'fiesta'

Os poucos torcedores mexicanos fizeram a ‘fiesta’

Visitantes
Nos outros dois jogos da rodada, os visitantes também se deram bem: o Panamá venceu Honduras no Estádio Olímpico em San Pedro Sula (0-1) e a Costa Rica bateu Trinidad & Tobago, no Hasely Crawford Stadium, em Port of Spain (0-2).

Na próxima terça-feira, dia 15, o México enfrenta o Panamá, no Estadio Rommel Fernandez em Panama City e os EUA enfrentam a Costa Rica no Estádio Nacional em San Jose.

Honduras e Trinidad & tobago jogam em San Pedro: nessa fase, as 6 seleções farão jogos de ida e volta e as 3 melhores têm vaga direta na Copa do Mundo: a 4ª melhor seleção ainda terá a chance de se classificar disputando um playoff contra o campeão das Eliminatórias da Oceania.

 


Eliminatórias: EUA e México se enfrentam na esteira da eleição de Trump
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Celso de Miranda

As tensões antes de um jogo de futebol entre Estados Unidos e México sempre são grandes, mas características incomuns cercam a partida nessa sexta-feira, dia 11, na abertura do hexagonal decisivo das Eliminatórias da CONCACAF para a Copa do Mundo.

Os dois maiores rivais do continente se enfrentam apenas 3 dias após a eleição de Donald Trump reconhecido pela incendiária retórica xenófoba, sobretudo direcionada à imigração de mexicanos como 45º presidente dos EUA.

Trump abertamente denegriu os imigrantes mexicanos, a quem chamou entre outras coisas de ‘estupradores’ e ‘traficantes’ e durante meses de campanha prometeu a deportação em massa de mexicanos dos Estados Unidos criando um cenário, que poderia facilmente  elevar a temperatura de uma rivalidade que já teve seu quinhão de incidentes desagradáveis.

Nos últimos jogos, torcedores mexicanos têm sido criticados por vaiarem ostensivamente o hino dos EUA, enquanto mensagens e cantos racistas e símbolos anti-mexicanos foram vistos e ouvidos entre os torcedores norte-americanos nas arquibancadas.

Desde 2015, a imagem do político do Partido Republicano têm sido associadas a essa famosa rivalidade: tanto a TV Azteca, quanto a FoxSports usaram trechos de suas declarações em vídeos para promover, em outubro passado a partida entre as duas seleções.

O capitão dos EUA Michael Bradley falou sobre o impacto das eleições nos EUA na entrevista coletiva de quarta-feira: “Tudo que aconteceu nos últimos meses criou uma camada adicional para esse jogo,” disse meio-campista do Toronto FC.

“Eu entendo a polarização causada pelas declarações políticas de lado a lado, mas o mais importante é que no estádio haja respeito entre todas as pessoas, independentemente de serem norte-americanos, mexicanos, homens, mulheres ou crianças,” disse o volante do Toronto FC.

Em entrevista ao canal Univision o atacante mexicano Javier ‘Chicharito’ Hernandez concorda que a eleição de Trump acrescentou um elemento especial ao clássico contra os EUA: “Vamos dar tudo nesse jogo,” disse.

“Há momentos em que as coisas não saem como você queria, a terça-feira podia ter sido mais feliz para todos os latinos, mas a vida continua,” comentou o jogador do Bayer Leverkusen.

Hernandez ressaltou que a equipe está ciente que a partida é apenas um evento esportivo, mas afirmou que espera que uma vitória sobre o rival se torne um motivo de alegria para os mexicanos que vivem nos Estados Unidos e que os ajudem a enfrentar esse momento de incerteza.

“Infelizmente, foi a decisão tomada por esse país e devemos enfrentá-la,” afirmou. “Espero que nosso time possa dar alguma alegria às pessoas e ajudar a superar esses maus momentos e sentimentos ruins.”

O veterano goleiro norte-americano Tim Howard, do Colorado Rapids se esquivou das perguntas sobre o assunto, limitando-se a dizer que não votou, mas que se tivesse votado não teria sido em Trump.

Chicharito: "jogo especial"

Chicharito: alegria num momento difícil

O zagueiro da seleção dos EUA Omar Gonzalez, de ascendência mexicana, disse que a rivalidade é natural entre dois grupos que perseguem um mesmo objetivo, mas que espera uma disputa respeitosa.

“Eu não odeio o México, mas eu não quero perder para eles”, disse ele. “Eu sou um mexicano-americano, tenho um monte de familiares e amigos no México. Este jogo é muito importante para mim. Então, eu não odeio os mexicanos, pelo contrário eu respeito muito o futebol, os torcedores bem como todos os mexicanos.”

“Apesar de os ânimos às vezes saírem de controle nos últimos, não creio que haja qualquer má vontade entre os jogadores de lado a lado”, afirmou o jogador que atualmente atua no Pachuca.

Gonzalez admite que em Columbus os jogadores esperam uma vantagem em jogar em casa, que eles raramente têm em outros lugares do país: “Não é o maior estádio, mas é o nosso caldeirão”, disse. “A proximidade da torcida e o clima são ótimos para o jogador.”

Minoria
As tensões têm aumentado entre os dois rivais futebolísticos: 32 prisões foram feitas e 17 torcedores foram retirados do estádio por brigar após o último encontro entre as duas equipes, em outubro de 2015, no Rose Bowl, no jogo que classificou o México para a Copa das Confederações de 2017.

Michael Bradley e Omar Gonzalez foram dois dos 26 convocados por Jürg ...

Bradley e Gonzalez: 2 dos convocados para enfrentar o México

Entre as autoridades de Columbus, há um medo real de que a retórica que Trump durante a eleição possa encontrar eco entre radicais nas arquibancadas e ruas ao redor do estádio, tendo como alvo os torcedores mexicanos, que vão estar em minoria em Ohio.

De acordo com o tenente Marc Dopp, da divisão de eventos especiais do Departamento de Polícia de Columbus, os jogos entre EUA e México já tem uma operação de segurança complexa e dessa vez a não será diferente. Dopp, no entanto não deu detalhes ou números sobre o trabalho da polícia.

Mesmo com a popularidade do futebol aumentando nos Estados Unidos e torcedores de Seattle, ou Kansas City ansiando para receber uma partida contra o México, a Federação dos EUA programou o encontro o estádio do Columbus Crew, que comporta apenas 23.665mil torcedores e que receberam as partidas entre as duas seleções pelas últimas 4 Eliminatórias, desde 2001: coincidentemente, os EUA venceram todas pelo placar de 2-0.

Muito além da coincidência numérica, porém a escolha de Columbus tem justificativas naturais: em primeiro lugar, os jogos acontecem nos meses de inverno no Hemisfério Norte.

E além do clima frio o estado de Ohio – de menor influência de imigrantes e distante da fronteira – é relativamente inconveniente para o grande número de torcedores pró-México presentes em muitas outras cidades norte-americanas.

“Nós certamente poderíamos ganhar mais com ingressos em estádios maiores,” disse Sunil Gulati, presidente da US Soccer. “Mas esse não é um jogo amistoso e a equação leva em consideração muito mais coisas que o número de acentos vendidos.”

Para Gulati, o ambiente em Columbus é um impulso para sua seleção: “Temos muita confiança em jogar aqui, onde nós tivemos boas performances no passado e sempre contamos com grande apoio da torcida.”

“O clima também tem seu papel, claro”, concorda o dirigente. “Faz parte do jogo: quando vamos no México enfrentamos a altitude e a  norte-americanos começaram a ter um modesto sucesso no futebol, que sempre foi muito mais importante culturalmente no México.

Só vitórias

Só vitórias: EUA nunca perderam para o México em Columbus

História
A história do confronto entre as duas seleções tem 3 períodos bem distintos: primeiro, entre os anos 1930 e 1985 foram os anos de predomínio do México, que venceu 22 dos 27 jogos. Houve ainda 3 empates e apenas duas vitórias dos EUA.

O período entre 1985 e 1999 foi marcado pelo equilíbrio, com 5 vitórias do México, 6 empates e 3 vitórias dos EUA. A partir de 1999 e até hoje, no entanto os norte-americanos viraram o jogo, vencendo a maioria dos confrontos: foram 13 vitórias, 5 empates e 6 derrotas, incluindo a primeira em vitória dos EUA em solo mexicano, já sob a direção de Jurgen Klinsmann, por 1-0 em 2011.

Porém, é o México que comemora as mais recentes conquistas sobre o rival, e ambas em solo norte americano, no ano passado: primeiro o time venceu a CONCACAF Gold Cup, em julho, batendo a Jamaica na final, e depois, em outubro, venceu o rival por 3-2, na prorrogação, no confronto direto por uma vaga na Copa das Confederações da Rússia.

As tensões entre as duas equipes vêm aumentando ao longo dos anos, com as duas seleções lutando pela supremacia e decidindo os principais torneios da CONCACAF: 32 prisões foram feitas e 17 torcedores foram retirados do estádio por brigar após o último encontro entre as duas equipes, em Los Angeles em outubro de 2015, no jogo que classificou o México para a Copa das Confederações de 2017.

American Outlaws: os "ultras" acusados de radicalizar contra

‘American Outlaws’: organizada contra estrangeiros

Parte do problema é desportivo e é normalmente visto em rivalidades em todas as regiões do mundo, em jogos entre Brasil e Argentina, Inglaterra e Escócia, por exemplo.

Mas outra parte é um reflexo de que em muitas comunidades norte-americanas os imigrantes mexicanos e seus descendentes ainda serem alvos dos discursos políticos xenófobos, principalmente num cenário de recessão global prolongada.

O esporte sempre tenta fingir que é apolítico, mas na realidade quando as seleções de dois países que têm compartilhado uma história controversa se enfrentam apenas 3 dias depois de uma eleição presidencial que levou a tantas polêmicas não é surpresa que o jogo produza reações que extrapolam o campo de jogo.

Torcedores norte-americanos e mexicanos vão gritar e torcer como sempre e podem achar que tudo é apenas uma brincadeira,  mas é provável que as palavras que músicas que decidirem cantar ou aquilo que resolverem escreverem em suas faixas durante o jogo sejam levados mais a sério nessa sexta-feira.

Eliminatórias
Nessa fase, 6 equipes disputam 3 vagas diretas para a Rússia 2018. Na próxima terça, 15, os Estados Unidos voltam a campo contra a Costa Rica, no Estádio Nacional em San Jose.

Na quarta, o México enfrenta o Panamá, na Cidade do Panamá, na


Eliminatórias Europeias: o dilema de Kosovo
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Celso de Miranda

Integrado oficialmente à FIFA apenas em maio, Kosovo vai participar das Eliminatórias Europeias da Copa do Mundo pela primeira vez: o time que estreia na próxima segunda-feira contra a Finlândia, no Veritas Stadium, em Turku, porém ainda tem problemas para ser escalado, já que muitos jogadores, que já representaram outras seleções ainda aguardam autorização da FIFA para jogar pelo país.

Se pudessem escolher entre todos os jogadores que são elegíveis para jogar pelo país, os dirigentes da Federação do Kosovo (FFK) e seu treinador, Albert Bunjaki poderiam montar uma equipe que faria jogo duro contra qualquer um na Europa: um total de 24 jogadores com raízes no pequeno país dos Balcãs joga atualmente por outras 6 seleções europeias.

Só na Suíça são 4, todos jogadores da Premier League, da Inglaterra: Valon Behrami (do Watford), Xherdan Shaqiri (Stoke City), Granit Xhaka (Arsenal) e Shani Tarashaj (Everton).

Mas a maior parte dos kosovares estão mesmo na Albânia, onde 14 jogadores da seleção poderiam optar pela nacionalidade.

Duas listas
Até quarta-feira, o técnico Albert Bunjaki trabalhava com duas listas de convocados: uma com 14 nomes já confirmados e disponíveis para a partida histórica diante da Finlândia.

Na outra, os nomes de 10 jogadores que já atuaram por outras seleções e que ainda aguardavam a autorização da FIFA: Samir Ujkani, Alban Meha, Vedat Muriqi, Rashica Milot, Amir Rrahmani, pela Albânia, Enis Alushi, pela Alemanha, Herolind Shala e Valon Berisha, pela Noruega e Sinan Bytyqi pela Áustria.

Rashica: ídolo ou traidor da pátria?

Rashica: ídolo ou traidor da pátria?

Nessa sexta-feira, no Centro Nacional de Esportes em Eerikkilä, na Finlândia, Bunjaki disse, que está fazendo o melhor para compilar as duas listas e montar um time forte para representar o país, mas ainda não confirmou se 100% dos jogadores que chamou poderão ser utilizados.

Estrangeiros
Numa seleção onde todos praticamente são estrangeiros, apenas os goleiros reservas Flamur Neziri (do Feronikeli) e Granit Kolshi (Besa Pejë) atuam no futebol do Kosovo, o certo é que a 2ª lista de Bunjaki poderia ser muito maior: apenas dos 14 albaneses que poderiam se juntar ao time, apenas 4 trocaram de camisa.

O principal deles foi o atacante Milot Rashica, de 20 anos, que joga Vitesse, da Holanda e é tido como o jogador mais talentoso da Albânia nesse século.

Além dele, Alban Meha, que acaba de se transferir para o Al-Nassr, Amir Rrahmani, do Dinamo Zagreb e Besart Berisha, ídolo absoluto do Melbourne Victory escolheram Kosovo.

Outros como Mergim Mavraj (Colônia), Lorik Cana (Nantes), Ertrit Berisha (Lazio), Taulant Xhaka (Basel) ou Amir Abrashi (Freiburg), que seriam elegíveis para jogar por Kosovo preferiram seguir defendendo a Albânia.

“Sabemos que todos têm uma grande expectativa. É um momento histórico, mas antes de tudo é uma partida de futebol,” disse frasegifBunjaki, nessa sexta-feira, após o primeiro treino em Eerikkilä.

“Trata-se de treinar, acertar, passes, evitar e fazer gols. Nós analisamos a seleção da Finlândia e sabemos que um adversário forte, mas não invencível. Temos um bom grupo que eu acredito que vamos conseguir.”
(Albert Bunjaki, técnico da seleção do Kosovo)

Kosovo (lista 1 + lista 2)

>> Goleiros: Ujkani (Pisa/ITA), Neziri (Feronikeli/KOS) e Kolshi (Besa Pejë/KOS)
>> Zagueiros: Fanol Perdedaj (1860 München/ALE), Leart Paçarada (Sandhausen/ALE), Avni Pepa (IBV/NOR), Alban Pnishi (Grasshoppers/SUI),  Ardian Ismaili (Lippsdatd/AKE), Benjamin Kololli (Lausanne/SUI), Bajram Jashanica (Türkiyemspor Berlin/ALE), Amir Rrahmani (Dinamo Zagreb/CRO)
>> Meio-campistas: Erol Zejnullahu (Union Berlin/ALE), Hekuran Kryeziu (Luzern/SUI), Besar Halimi (Mainz/ALE), Alban Meha (Al-Nassr/SAU), Bersant Celina (Twente/HOL), Enis Alushi (St. Pauli/ALE),  Valon Berisha (Salzburg/AUT),  Sinan Bytyqi (GoAhead Eagles/HOL) e Herolind Shala (Kasımpaşa/TUR)
>> Atacantes: Vedat Muriqi (Gençlerbirligi/TUR), M. Rashica (Vitesse/HOL), B.Berisha (Anji/RUS), Albert Bunjaku (St. Gallen/SUI) e Valmir Sulejmani (Hannover/ALE)

Em junho, primeira vitória: 2-0 em Ilhas Faroe

Em junho, estreia com vitória: 2-0 em Ilhas Faroe

Sem pressão
Alguns meios de comunicação e observadores dizem que a pressão sobre os jogadores, de um lado e de outro estão chegando a níveis insuportáveis: na Albânia, Milot Rashica é descrito como um “traidor da pátria”.

“Se continuar nesse ritmo, encontros futuros entre a Albânia e Kosovo no campo de futebol terão de ser classificadas como partidas de alto risco,” alertou o jornalista esportivo kosovar Milaim Krasniqi.

O representante da Federação de Futebol (FFK) Bajram Shala não acha que vai chegar tão longe: “Temos ótimas relações com a Federação Albanesa de Futebol e cada jogador toma sua própria decisão. Não deve e não há qualquer tipo de pressão,” disse Shala, em entrevista à DWTV.

Albert: podemos vencer

Bunjaki: Estudamos e Finlândia e podemos vencer

O meia Valon Berisha, que deixou a equipe nacional da Noruega para se juntar Kosovo disse que não foi fácil tomar a decisão: “Sempre fui muito bem tratado, tenho família e amigos lá, mas defender nosso país de origem, nossas raízes acho que é o sonho de todos nós.”

Jovens esperanças
Os dirigentes da FFK espera um dia atrair jogadores como Adnan Januzaj da Bélgica, ex-United e Dortmund e agora no Sunderland, Perparim Hetemaj, da Finlândia (Chievo), Veton Berisha, da Noruega (Greuther Fürth), e Arber Zeneli, da Suécia.

Para jogadores com raízes no Kosovo a decisão a favor ou contra jogar pela seleção não é apenas emocional: ela também tem possíveis repercussões financeiras.

Jogadores como Granit Xhaka, Xherdan Shaqiri ou Adnan Januzaj têm contratos lucrativos com os patrocinadores de suas seleções atuais.

Longo caminho até a integração total

Risco: sem estádio, primeiro jogo “em casa” será na Albânia contra a Croácia

Política
Por fim há a questão dos resultados: ninguém espera que Kosovo vá muito longe nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018, sobretudo a FIFA e a UEFA.

Kosovo ficou num grupo forte com a Croácia, Islândia, Ucrânia, Turquia e Finlândia: o sorteio foi direcionado, para evitar jogos contra Sérvia e Croácia, que não reconhecem a independência do país. Outro que não reconhece Kosovo é a Rússia… apenas a sede da da Copa do Mundo de 2018.

Kosovo não possui um estádio que atenda aos padrões internacionais e, portanto, em seu primeiro mando de campo nas eliminatórias, em 6 de outubro contra a Croácia, a partida será jogada na cidade albanesa de Shkodra.

Os dirigentes da FFK estão esperando que o estádio da capital Pristina esteja pronto até junho de 2017.

 

 

 

 

 

 

 

 

UEFA colocou Kosovo na Copa do Mundo de qualificação Grupo I, após decidir que seu mais novo membro não poderia jogar contra a Bósnia-Herzegovina por razões de segurança.

corpo governante do futebol europeu diz Kosovo deve ir no grupo de cinco equipas tirada original que inclui a Croácia, Ucrânia, Islândia, Turquia e Finlândia.

Kosovo e Gibraltar foram ambas aceites como membros da FIFA no mês passado e teve que ser encontrado lugares no programa de qualificação para o Mundial, que começa em setembro.

Gibraltar irá juntar-se outras cinco equipes no Grupo H – Bósnia-Herzegovina, Bélgica, Grécia, Chipre e Estónia.

Todos os nove grupos de qualificação europeus agora incluem seis equipes.
UEFA confirmou que o seu painel de emergência decidiu que as equipes sérvias também não deve jogar equipes de Kosovo em competições futuras.

A Sérvia não reconhece a soberania do Kosovo, sua antiga província, que declarou a independência em 2008.

Clubes da república balcânica vai ter que esperar pelo menos um ano para fazer a sua estreia nas competições europeias depois de não conseguir cumprir com os regulamentos de licenciamento e de gastos da UEFA a tempo de jogar na próxima temporada.

Kosovo esperavam campeões FK Feronikeli e vencedores do campeonato do FC Prishtina iria introduzir as primeiras pré-eliminatórias da Liga dos Campeões e da Liga Europa, respectivamente.


Às vésperas da estreia nas Eliminatórias, Holanda decepciona de novo
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Celso de Miranda

As desgraças da seleção da Holanda continuam: depois de sair da frente da Grécia nessa quinta-feira em Eindhoven, o time sofreu a virada e foi derrotado por 2-1.

A derrota na partida amistosa – o último teste antes da estreia nas Eliminatórias Europeias na Copa do Mundo, na próxima terça-feira, diante da Suécia, na Friends-Arena, em Solna – abalou a confiança do torcedor holandês, que ainda está tentando se recuperar depois que o time não se classificou para a Euro 2016.

 

A pressão agora recai toda sobre o técnico Danny Blind, que certamente esperava uma vitória que motivasse a equipe para a partida contra a Suécia, e agora tem que lidar não só com a decepção da torcida e da Imprensa, mas com o impacto negativo da derrota sobre os próprios jogadores, alguns dos quais – sobretudo os mais jovens – saíram muito abatidos diante das vaias da torcida na Philips Arena lotada.

As coisas até pareciam que seriam diferentes, com a Holanda abrindo o marcador logo aos 14′, com o meia Giorginio Wijnaldum completando a excelente jogada de Vincent Janssen, do Tottenham, pela direita.

Wijnaldum tem um histórico de gols pelo time da casa, o PSV: o novo contratado do Liverpool marcou 40 gols em 4 temporada  no PSV Eindhoven antes de transferir para a Premier League.

Decepção: jogadores abatidos

Decepção: jogadores abatidos para a estreia na Suécia

A Grécia, porém não se abalou com o gol sofrido e ainda no primeiro tempo empatou, quando Kostas Mitroglu, do Benfica completou de cabeça o cruzamento de Vasilis Torosidis, recém contratado pelo Bologna.

No intervalo, ambos os times realizaram muitas substituições, mas e o jogo perdeu um pouco de sua competitividade. Mesmo assim, os visitantes viraram a partida aos 74′: Giannis Gianniotas, do APOEL aproveitou um rebote do goleiro Jeroen Zoet, que não segurou o chute de Mitroglu.

A derrota parece selar o destino do técnico Blind como treinador da seleção holandesa, posição que herdou depois de Guus Hiddink renunciou ao cargo em meio a uma série de maus resultados durante as Eliminatórias da Euro 2016.

Despedida: Blind e Van Basten

Despedida: Blind e Van Basten

Blind foi incapaz de reverter a má campanha a tempo de classificar a Holanda e até hoje o técnico nunca conseguiu ser uma unanimidade na Holanda. Essa derrota certamente vai reforçar os argumentos de seus críticos.

Agora, a crise no futebol holandês parece ainda mais profunda: em duas semanas, os dois assistentes técnicos – Dick Advocaat e Mark Van Basten – deixaram a seleção.

Nessa sexta, o gerente de futebol Hans Jorritsma também deixa o cargo depois de 20 anos no cargo.

A Grécia, que tem uma estreia bem mais tranquila, vai se sentir ainda mais confiante para iniciar sua campanha rumo ao Mundial: o time estreia nas Eliminatórias da terça-feira contra Gibraltar, no Estádio Algarve, em Faro-Loulé (Portugal).


Lenda irlandesa se despede da seleção
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Celso de Miranda

O maior artilheiro da história do futebol da Irlanda, Robbie Keane fará sua última partida com a camisa da seleção nessa quarta-feira, num amistoso diante de Omã, no Estádio Aviva, em Dublin.

Aos 36 anos, o atacante do LA Galaxy encerrar uma carreira de 18 anos como jogador da seleção: “Tem sido uma semana emocionante, surreal,” diz Keane, que marcou 67 gols em 145 jogos com a camisa da Irlanda. Números que fazem dele o 5º maior artilheiro e o 6º jogador com mais jogos por uma seleção europeia.

Keane: despedida diante da seleção

Keane: maior artilheiro da história da Irlanda

“Eu temia esse dia durante muito tempo, mas ele chegou e esse é o momento certo para mim.”

Além da despedida de seu maior artilheiro, a partida em Dublin serve de preparação para a estreia da Irlanda nas Eliminatórias da Copa do Mundo contra a Sérvia, na próxima segunda-feira (5), no Stadion FK Crvena zvezda, em Belgrado.

O Grupo D tem ainda o País de Gales, Áustria, Moldávia e Geórgia.

“Tudo o que eu sempre quis foi fazer o meu melhor para o meu país,” contou Keane, que estreou na seleção aos 18 anos, contra a República Checa, em 1998.

Segundo ele, porém o momento decisivo de sua carreira foi quando ele assumiu a braçadeira de capitão da Irlanda aos 26 anos.

Atualmente no LA Galaxy, Keane também jogou no Wolverhampton, Coventry, Inter de Milão, Leeds, Tottenham, Liverpool, Celtic, West Ham e Aston Villa.

“Joguei por muitas e muitas equipes, vesti muitas, muitas camisas, mas em campo, as cores da Irlanda sempre pareceram combinar melhor comigo,” afirmou.frasegif

“Para mim, a seleção sempre foi um refúgio, a cada convocação era um conforto voltar à equipe nacional. Aqui sempre foi a minha casa.” (Robbie Keane, 36, atacante irlandês)

10 maiores artilheiros das seleções europeias

  • Ferenc Puskás / Hungria e Espanha – 84 gols (89 jogos)
  • Sándor Kocsis / Hungria – 75 (68)
  • Miroslav Klose / Alemanha – 71 (137)
  • Gerd Müller / Alemanha Ocidental – 68 (62)
  • Robbie Keane / República da Irlanda – 67 gols (145 jogos)
  • Zlatan Ibrahimović / Suécia – 62 (116)
  • Cristiano Ronaldo / Portugal – 61 (133)
  • Imre Schlosser / Hungria – 59 (68)
  • David Villa (Espanha) – 59 (97)
  • Jan Koller / República Checa- 55 (91)

Japão aposta em ‘esquadra europeia’ para fase final da Eliminatória da Ásia
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Celso de Miranda

Os 24 convocados para a seleção do Japão pelo técnico bósnio Vahid Halilhodzic já estão treinando para as duas primeiras partidas da fase final das Eliminatórias da Ásia da Copa do Mundo de 2018, em Saitama, local da primeira partida pelo Grupo B, diante dos Emirados Árabes Unidos, na quinta-feira, dia 1º.

Em seguida, os “samurais azuis” enfrentam a Tailândia, em Bangkok, no dia 6.

Dez dos 24 convocados atuam no Japão, enquanto os que atuam na Europa, pela primeira vez serão maioria: 14. Metade deles jogam na Bundesliga (7), 2 atuam na Itália e outros 2 na Inglaterra. Espanha, França e Holanda têm um ‘representante’ cada um.

Shinji Kagawa, do Dortmund, e makoto Hasebe, do Frankfurt

“Alemães”: Kagawa, do Dortmund, e Hasebe, do Frankfurt

Alguns deles por terem atuado no fim de semana por seus clubes na Europa — caso do atacante Shinji Okazaki, que jogou na vitória do Leicester City sobre o Swansea, por 2-1, na 3ª rodada da Premier League, e Yoshinori Muto, do Mainz, que marcou na derrota diante do Dortmund (2-1) na rodada de abertura da Bundesliga —  foram poupados dos treinamentos com bola e fizeram apenas trabalhos de condicionamento físico com o grupo.

O time não tem problemas de contusão e terá força máxima: uma mistura de estrelas que fazem sucesso na Europa, ídolos da J-League e jovens  promissores do futebol japonês.

Entre os jogadores mais conhecidos no futebol internacional estão os atacantes Keisuke Honda, do Milan, Shinji Kagawa, do Borussia Dortmund e Okazaki, do Leicester, além dos zagueiros Yuto Nagatomo, da Inter de Milão e Makoto Hasebe, do Eintracht Frankfurt.

Outros vêm se destacando em clubes ascendentes do futebol europeu: nomes como Hiroshi Kiyotake, do Sevilla, Yoshinori Muto, do Mainz, Takashi Usami, do Augsburg,  Hiroki Sakai, do Olympique de Marselha, e Genki Haraguchi, do Hertha.

Da J-League, destaque para Yu Kobayashi, o jogador japonês com mais gols na atual temporada (14 em 17 jogos), atacante do Kawasaki Frontale. O time japonês, porém que cedeu mais jogadores foi o Urawa Red Diamonds: 3.

Aos representantes da velha guarda se juntam algumas caras novas, incluindo zagueiro Gen Shoji, do Kashima Antlers e o atacante Takuma Asano, destaque da seleção Sub-23 que disputou a Rio 2016.

O jovem atacante contratado pelo Arsenal vai disputar a Bundesliga pelo Stuttgart por empréstimo. Outro destaque da seleção olímpica que estreia no time principal é o meia Ryota Oshima, do Kawasaki Frontale.

Halilhodzic: força máxima para 6a participação

Halilhodzic: força máxima para levar o Japão à sua 6ª participação consecutiva

Disputa
As eliminatórias da Ásia começaram em março de 2015, com uma 1ª fase da qual participaram as 12 seleções com pior ranking da AFC (entre a 35ª e 46ª posição): Índia, Nepal, Iêmen, Paquistão, Timor Leste, Mongólia, Cambodja, Macau, Taipé Chinesa, Brunei, Sri Lanka e Butão.

Outras 34 seleções se juntaram às 6 primeiras classificadas para formar 8 grupos de 5 seleções que se enfrentaram em jogos de ida e volta entre junho de 2015 e março de 2016.

Os campeões dos grupos mais os 4 melhores 2ºs colocados (somando 12 seleções), vão disputar agora a fase final das Eliminatórias em busca de 5 vagas diretas e uma vaga no playoff interconfederações.

O Japão está no Grupo B ao lado de Austrália, Iraque e Arábia Saudita, além de Emirados Árabes e Tailândia e tenta sua 6ª participação consecutiva em Copa do Mundo, desde que fez sua estreia em 1998, na França.

Muto e Okazaki: dupla de ataque

Muto, do Mainz, e Okazaki, do Leicester: dupla de ataque

O Grupo A tem Irã, Coreia do Sul, Uzbequistão, China, Qatar e Síria.

Campeão e vice de cada grupo têm vaga garantida na Copa da Rússia: os dois 3ºs colocados jogam um playoff  e o vencedor será o 5º classificado do continente: o perdedor ainda terá uma chance na repescagem contra o 4º colocado das Eliminatórias da CONCACAF.

Samurais Azuis

  • Goleiros: Shusaku Nishikawa (Urawa Red Diamonds), Masaaki Higashiguchi (Gamba Osaka) e Akihiro Hayashi (Sagan Tosu)
  • Defensores: Hiroki Sakai (Olympique de Marseille/FRA), Gotoku Sakai (Hamburgo/ALE), Yuto Nagatomo (Inter/ITA), Kosuke Ota (Vitesse/HOL), Maya Yoshida (Southampton/ING), Tomoaki Makino (Urawa Reds), Masato Morishige (FC Tokyo) e Gen Shoji (Kashima Antlers)
  • Meio-campistas: Makoto Hasebe (Eintracht Frankfurt/ALE), Hotaru Yamaguchi (Cerezo Osaka), Yosuke Kashiwagi (Urawa Reds), Ryota Oshima (Kawasaki Frontale), Shinji Kagawa (Dortmund/ALE) e Hiroshi Kiyotake (Sevilla/ESP)
  • Atacantes: Keisuke Honda (Milan/ITA), Yu Kobayashi (Kawasaki Frontale), Takashi Usami (Augsburg/ALE), Genki Haraguchi (Hertha Berlin/ALE), Shinji Okazaki (Leicester/ING), Yoshinori Muto (Mainz/ALE), Takuma Asano (Stuttgart/ALE)

Sem Casillas e com Diego Costa, Lopetegui faz sua 1ª convocação da Espanha
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Celso de Miranda

O novo técnico da Espanha Julen Lopetegui divulgou sua primeira lista de convocados nessa sexta-feira para dois jogos na próxima semana: o amistoso contra a Bélgica, na quinta-feira (1 de setembro), no Estádio Rei Baudouin, em Bruxelas, e em seguida para a estreia nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018 contra Liechtenstein, no Nuevo Estadio Antonio Amilivia, em León, no dia 5.

A grande novidade é a ausência de Iker Casillas, de 35 anos, que depois de 167 convocações ficou de fora: “Nesse momento o nosso goleiro é David De Gea, mas a porta continua aberta para Iker retornar a qualquer momento”, amenizou Lopetegui, em entrevista coletiva nessa sexta.

Fora: depois de 167 convocações, Casillas perde o posto

Fora: depois de 167 convocações, Casillas perde o posto

“Iker é uma referência para a equipe nacional, um verdadeiro ícone e espero que continue sendo no futuro.”

Ainda com Vicente del Bosque, Casillas já havia perdido a posição para De Gea, que foi o titular durante a Euro’2016, na França, quando a Espanha foi eliminada pela Itália (2-0) nas oitavas de final.

Ex-técnico do Porto, Lopetegui foi o responsável pela ida de Casillas ao clube português. O técnico viajou especialmente a Portugal para informar pessoalmente o goleiro, que acabar de voltar de Roma, onde o time venceu a Roma por 3-0 e conquistou a vaga para a fase de grupos da Liga dos Campeões, sobre sua decisão: “Jantamos e conversamos como profissionais e também como amigos, ” contou.

“Foi uma conversa muito franca, eu dei os meus argumentos e ele pode dizer o que pensa. Nos entendemos… e comemos muito bem”, brincou Lopetegui, que garantiu que sua decisão é exclusivamente desportiva.

Volta: Diego marcou na estreia da temporada, a vitória de virada sobre o Watford (1-2)

Diego: contra West Ham e Watford, gols decisivos nas duas primeiras vitórias da temporada

“É uma decisão técnica, tomada diante do atual momento. Isso não significa que ele não tem chances de voltar”, ressaltou.

Além do titular De Gea, Lopategui chamou Pepe Reina, do Napoli, e Adrián, do West Ham: “Apesar de conhecermos bem o desempenho que eles vêm tendo nos clubes, eu quero conhecê-los um pouco melhor e decidir como podemos contar com eles na seleção.”

Diego
O retorno de Diego Costa é outro destaque da primeira lista Lopetegui: “Ele começou bem a temporada e é um jogador que está nos nossos planos”, afirmou.

“Diego tem uma série de qualidades, que se somam ao que pretendemos,” avaliou. “O que eu quero é que tenhamos diferentes alternativas dentro de um estilo, dispondo de jogadores de acordo com determinados adversários. ”

Iniesta, do barcelona e Isco, do Real, cujos nomes constavam da convocação inicial foram cortados por conta de lesões.

Veja a lista completa

  • Goleiro: David De Gea (Manchester United), Pepe Reina (Napoli) e Adrian San Miguel (West Ham)
  • Laterais: Dani Carvajal (Real Madrid), Sergi Roberto (Barcelona), César Azpilicueta (Chelsea) e Jordi Alba (Barcelona)
  • Zagueiros: Gerard Piqué (Barcelona), Sergio Ramos (Real), Marc Bartra (Borussia Dortmund) e Javi Martinez (Bayer de Munique)
  • Meias: Sergio Busquets (Barcelona), Saul Ñiguez (Atlético de Madrid), Koke (Atlético), Thiago (Bayern), David Silva (Manchester City), Juan Mata (Man United) e Marco Asensio (Real Madrid)
  • Atacantes: Vitolo (Sevilla), Lucas Vázquez (La Coruña), Diego Costa (Chelsea), Paco Alcácer (Valencia), Nolito (Man City), Álvaro Morata (Real Madrid).

Colômbia volta fortalecida para Eliminatórias após 3º lugar na Copa América
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Celso de Miranda

Com um gol de Carlos Bacca, ainda no primeiro tempo, a Colômbia venceu os Estados Unidos, nesse sábado e conquistou o 3º lugar da Copa América.

Mais do que um simbólico “bronze”, ou uma classificação que o time sul-americano não conquistava desde 1995, no Uruguai (e desde 2004 a Colômbia não chegava à semifinal), o time do técnico Jose Pekerman foi uma das seleções, que mostrou maior evolução em comparação ao que vinha apresentando nas Eliminatórias.

Enquanto os líderes das Eliminatórias Equador e, principalmente o Uruguai decepcionando, a Colômbia com os recuperados James Rodriguez e Juan Cuadrado, o inspirado Edwin Cardona, o oportunista Carlos Bacca, e David Ospina, o melhor goleiro da competição, mostrou ser um adversário respeitável para a sequência das Eliminatórias sul-americanas.

Essa foi a avaliação do próprio Pekerman após a vitória no Estádio Universidade de Phoenix, em Glendale no Arizona. Para ele, além do resultado, toda a participação da equipe faz com que ela saia fortalecida da competição:

“Valorizamos o 3º lugar e a vitória dessa noite, comemoramos sim,” disse o o treinador argentino. “Claro que gostaríamos de sair daqui com o título, mas não podemos esquecer que essa competição é muito difícil, com adversários muito duros.”

Colômbia: "Somos um time em evolução"

Colômbia: “Somos um time em evolução”

“Mas estamos muito contentes porque o time mostrou um espírito coletivo, evoluiu em todos os setores, além de nossos jogadores terem demonstrado muita fibra, muita entrega e vontade de vencer. Todos eles.”

Próximos
De olho nas Eliminatórias, que recomeçam no início de setembro, Pekerman destacou o trabalho defensivo e da dedicação da equipe, que foram fundamentais para manter a vitória sobre os EUA nos minutos finais, quando o time resistiu a uma enorme pressão do rival.

“Coisas como essas servem para fortalecer muito mais o grupo, tanto no lado ofensivo e defensivo”, afirmou. “Somos uma equipe em evolução, e o grupo mostrou que é capaz de ir muito mais longe, que aprendemos com os erros e podemos corrigi-los o mais rápido possível.”

Colômbia recebe lanterna Venezuela

Colômbia recebe lanterna Venezuela

Com 10 pontos, a Colômbia é a 5ª colocada nas Eliminatórias, ao lado do Chile (4º), e está 1 ponto a frente do Brasil, que enfrenta o Equador no dia 28 e 1 atrás da Argentina, que pega ), .

Na próxima rodada, em setembro a Colômbia recebe a Venezuela (2)  e, em seguida, enfrenta o Brasil (6).

Resultado
Foi a segunda vitória da Colômbia sobre os norte-americanos na competição: no jogo de abertura, em 3 de junho, em Santa Clara, os sul-americanos haviam vencido por 2-0.

Bacca: artilheiro fez as pazes com a seleção

Bacca: artilheiro do Milan fez as pazes com a seleção

O gol da vitória saiu ainda no primeiro tempo (31′), depois de um lindo passe de James Rodriguez para Santiago Arias, que de cabeça assistiu Bacca: o atacante Milan só teve de empurrar para as redes.

Velhos conhecidos, Colômbia e EUA fizeram uma partida movimentada com muitas chances de gols: as melhores, no segundo tempo com Cuadrado acertando a travessão de um lado, e Bobby Woods a trave do outro.

As atuações de David Ospina e Tim Howard não deixaram dúvida, ainda que os dois times dispõe de dois grandes goleiros.


Definidos grupos da fase final das Eliminatórias da África
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Celso de Miranda

Os grupos da 3ª e decisiva etapa das Eliminatórias africanas para a Copa do Mundo da Rússia em 2018, foram definidos nessa sexta-feira, num sorteio realizado na sede da CAF no Egito.

As 20 seleções que ainda disputam as 5 vagas africanas – das 53 que começaram a competição – foram divididas em 5 grupos e depois de jogos de ida e volta apenas o campeão de cada grupo se classifica para a Copa.

Nas últimas duas edições do Mundial, em 2010 e 2014, as mesmas 5 seleções se classificaram nas Eliminatórias da África: Argélia, Camarões, Costa do Marfim, Gana e Nigéria.

Em 2018, isso certamente será diferente, já que três desses times, que estiveram na África do Sul e no Brasil estão no Grupo B, que por isso mesmo está sendo considerado o “grupo da morte”, com Argélia, Camarões e Nigéria, além de Zâmbia.

No Grupo C, Costa do Marfim e Marrocos devem disputar a vaga, o mesmo acontece com Gana e Egito no ‘E’: os jogos serão realizados entre 3 de outubro de 2016 e novembro de 2017.

Rússia terá seleção que não participa desde 2006

Rússia terá seleção que não participa desde 2006

Veja um resumo grupo a grupo:

Leopardos de olho na 2ª participação (Grupo A)
Vários especialistas em futebol africano acreditam que a seleção da Republica Democrática do Congo (RD Congo) é uma das mais fortes no continente atualmente.

Os ‘leopardos’, que em 1974 (ainda como Zaire) se tornaram a primeira equipe subsaariana a se classificar para o maior evento do futebol mundial – e não se qualificaram desde então – têm boas chances contra Guiné, Líbia e Tunísia.

Após derrota nas Eliminatórias para Copa Africana de Nações 2017 (CAN), Guiné terá novo técnico para fase de grupos, já que o francês Luis Fernandez deixou o time na semana passada.

A Tunísia participou de 3 Copas do Mundo consecutivas (1998, 2002, 2006), mas desde então tem experimentado um declínio, com o êxodo de seus melhores jogadores, que deixam o país para atuar na Europa e, ao contrário de outros países do norte da África, não encontram incentivo da Federação para voltar e atuar pela Tunísia. A Líbia é a surpresa do grupo.

Marrocos: Renard vai enfrentar o ex-time

O Marrocos de Renard vai enfrentar o ex-time: fortes quando necessário

Leões, super-águias e raposas (Grupo B)
Se em cada sorteio tem que ter um “Grupo da Morte”, aqui temos o nosso: Camarões, Nigéria e Argélia estiveram nos dois últimos Mundiais e estão, indiscutivelmente entre as maiores forças do continente: Nigéria e Argélia, por exemplo serão os representantes africanos nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

Eliminados da CAN e ainda sem técnico, as Super Águias nigerianas veem nas Eliminatórias para a Copa a oportunidade para salvar o orgulho perdido. Já as raposas da Argélia são hoje o time com os jogadores mais talentosos, entre eles Riyad Mahrez (Leicester), Sofiane Feghouli (West Ham), Rachid Ghezzal (Lyon), Yacine Brahimi (Porto) e os leões de Camarões, que esperam retomar seus melhores dias.

O que pode fazer a diferença na classificação são os jogos contra os campeões africanos de 2012, a Zâmbia, que também já foi eliminada da fase de qualificação para CAN do próximo ano no Gabão.

Camarões e Nigéria: rivalidade no "grupo da morte"

Camarões e Nigéria: rivalidade no “grupo da morte”

O peso da fama (Grupo C)
A Costa do Marfim é sempre favorita e para a maioria dos especialistas teve sorte ao cair no grupo contra Gabão, Marrocos e Mali.“É no campo que o jogo é definido não no sorteio,” disse o técnico do Marrocos Herve Renards.

“Estou muito feliz com o sorteio e desejo boa sorte a Costa do Marfim, Mali e Gabão. A coisa mais importante é fazer parte parte e jogar uma Eliminatória na Copa do Mundo.”

Para Renard, que treinou Costa do Marfim em 2015, quando conquistou a Copa Africana das Nações, todos os grupos são difíceis: “Você pode ter a sensação de estar em uma boa posição, mas devemos sempre ter cuidado e saber a diferença entre nos considerarmos fortes, e sermos fortes quando necessário.”

Depois da crise, Egito quer voltar à Copa

Maior campeão africano, o Egito reivindica lugar na Copa

O Gabão do ídolo e artilheiro Pierre-Emerick Aubameyang chegou a essa fase depois de eliminar Moçambique nos pênaltis na rodada anterior e Mali garantiu a vaga com uma vitória por 2-0 na segunda partida depois de perder a primeira para Botswana 2-1.

Voltando a brilhar (Grupo D)
Como o RD Congo, o Senegal, treinado por Aliou Cissé, ex-capitão do time que chegou às quartas de final em 2002, também está sendo apontado como uma das seleções para surpreender e conseguir uma vaga na Copa:

“Naquele tempo, para chegar à Copa nos classificamos de um grupo com Argélia, Marrocos e Egito… Foi muito duro”, lembrou Cissé.

Burkina Faso, África do Sul e Cabo Verde, que não têm feito oposição ao futebol norte-africano e terão de se superar para tirar de Senegal sua segunda aparição na Copa do mundo.

Fora desde 1974, quando participou como Zaire, o RD Congo tem boa chance de voltar

Fora desde 1974 – quando participou ainda como Zaire – a RD Congo tem boa chance de voltar à Copa

A vingança dos Faraós (Grupo E)
Qualquer torcedor egípcio que assistiu ao sorteio deve ter lembrado da rodada decisiva das Eliminatórias para a Copa de 2014, quando Egito e Gana se enfrentaram numa disputa direta por uma vaga no Brasil, quando os ‘Estrelas Negras’ impuseram uma goleada por 6-1 em Kumasi e liquidaram qualquer esperança que os norte-africanos de chegar à Copa pela primeira vez desde 1990.

Os tempos são outros, em 2014 o Egito vivia uma revolução política e estava proibido de mandar seus jogos em casa: agora, as duas equipes voltarão a se enfrentar em igualdades de condições e dividem o favoritismo por uma vaga na Rússia.

Tanto Uganda, que eliminou Togo (4-0 agg), quanto Congo, que passou pela Etiópia (4-3 agg) para chegar a essa fase admitem ser muito difícil a classificação:

“Vamos enfrentar equipes muito fortes”, disse o técnico Pierre Lechantre, de Congo, ex-campeão Africano com a seleções de Camarões. “Mas eu acredito que minha equipe tem uma chance. E vamos a campo em busca dessa chance.”