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Arquivo : Eurocopa 2016

Recém contratado pelo Barça, zagueiro deve ser titular contra a Islândia
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Celso de Miranda

Quando contar para seus filhos sobre esses últimos dias, o francês Samuel Umtiti pode repetir as palavras que usou nas redes sociais: “uma loucura.”

Depois de treinar entre os titulares durante essa semana – ao lado de Laurent Koscielny, na vaga de Adil Rami, suspenso devidos aos cartões amarelos -, o zagueiro de 22 anos pode fazer a sua primeira partida pela seleção principal nas quartas de final da Euro, nesse domingo contra a Islândia.

Na quinta-feira, o jogador formado no Lyon foi anunciado como próximo reforço do Barcelona para a temporada 2016-17, numa transferência de R$ 90 milhões.

Umtiti é a grande história da seleção francesa nessa Euro 2016: integrante da primeira lista de 30 jogadores, o zagueiro acabou cortado por Didier Deschamps, permanecendo apenas como um dos suplentes à disposição do treinador em caso de necessidade.

Nascido em Yaoundé, no Camarões, Umtiti se destacou em todas as seleções de base da França, onde fez 47 jogos, inclusive na campanha do título Mundial Sub-20 em 2013.

Pronto: Umtiti deve estrear na seleção principal contra a Inslândia

Pronto: Umtiti deve estrear na seleção principal contra a Inslândia

Sua presença no time principal parecia uma questão de tempo e a chance apareceu com as lesões de Raphaël Varane, do Real Madrid e Jérémy Mathieu, do Barcelona, e após a suspensão de Mamadou Sakho, do Liverpool, por doping.

Em sua última coletiva, nesse sábado, perguntado diretamente se Umtiti estaria confirmado na vaga de Rami, Deschamps elogiou o jogador, mas desconversou sobre a escalação:

Ele é um jogador jovem, que tem excelente experiência por já ter jogado na Liga dos Campeões com Olympique Lyonnais e que foi Campeão do Mundo com a Sub-20.”

“E se ele está indo para onde vai [Barcelona], isso não é por acaso”, argumentou. “Ele está pronto. É um jogador que tem muitas qualidades, tem boa técnica e força, que é o que se exige hoje dos zagueiros de alto nível.”

Orgulho de Lyon
Produto do Centro de Formação do Olympique Lyonnais, reconhecidamente um dos melhores do futebol francês, Umtiti chegou ao clube com 8 anos e passou por todas as categorias.

“É um excelente jogador que tem qualidades defensivas, incrível combatividade e uma velocidade impressionante,” afirma Remi Garde, treinador que o lançou entre os profissionais, com 17 anos.

“Ele sempre teve mesmo desde muito jovem uma excelente compreensão do jogo ao redor dele, o que faz dele um central diferenciado.”

Umtiti estreou na Ligue 1 em janeiro de 2012. e graças ao seu sentido de posicionamento e leitura de jogo, ele rapidamente se tornou um dos mais completos defensores do campeonato francês

 


Hodgson: ou se classifica, ou perde o emprego
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Celso de Miranda

O presidente da Federação Inglesa de Futebol (FA na sigla em Inglês), Greg Dyke, disse nesse domingo que a permanência do técnico Roy Hodgson à frente da seleção depende da campanha do time na Euro 2016.

O contrato de Hodgson expira imediatamente após a competição, mas o treinador de 68 anos já disse que gostaria de continuar no cargo para disputar as Eliminatórias da Copa do Mundo e “quem sabe chegar à Rússia em 2018.”

Hodgson: se chegar à semifinal fica

Hodgson: se chegar à semifinal fica

“Nenhuma decisão será tomada antes do final do torneio”, disse o dirigente ao programa Sportsweek, da Radio 5 da BBC. Perguntado qual seria o resultado que manteria Hodgson no cargo, o dirigente afirmou que “chegar às semifinais seria um sucesso.”

“Se o time jogar bem e perder para uma grande equipe, digamos e acabar eliminado nos pênaltis nas quartas de final, então vamos avaliar a situação,” disse ele.

Segundo Dyke, tudo isso já foi conversado abertamente com Hodgson, o treinador mais bem pago entre os 24 que estão na França, que estaria ciente da expectativa da FA em relação da obtenção dos resultados para a renovação do contrato.

Na estreia na Euro contra a Rússia a Inglaterra abriu o placar (Dier, 73′), mas cedeu o empate nos acréscimos (Berezutski, 90+2′). Na quinta, o time virou perdendo para o País de Gales (Bale, 42′), mas conseguiu virar no 2º tempo (Vardy, 56′ e Sturridge, 90+2′).

Depois de dois jogos disputados na Euro 2016, a Inglaterra lidera o grupo B com 4 pontos, à frente de País de Gales e Eslováquia (3) e Rússia (1).

Na última rodada da fase de grupos, nessa segunda-feira, a Inglaterra vai enfrentar a Eslováquia no estádio Geoffroy-Guichard em Saint Etienne, enquanto País de Gales e Rússia jogam no Estádio Municipal, em Toulouse.

Ciclo
Dyke, que no final desse mês vai deixar a presidência da FA, reiterou que o objetivo da Inglaterra é conquistar a Copa do mundo em 2022, no Qatar: “É um objeto realista, porque hoje temos ma equipe muito jovem”, afirmou.

“Temos quantidade e qualidade, o importante é manter um grupo motivado, que possa competir junto, crescer e amadurecer junto”, afirmou. “Isso definitivamente não é fácil de fazer num ciclo de 4 ou 5 anos, mas é o segredo das grandes equipes, das equipes vencedoras.”

Sobre a possibilidade de a Inglaterra ter, independentemente de ser agora ou em 2018, um novo treinador estrangeiro (a exemplo do antecessor de Hodgson, o italiano Fabio Capello), Dyke afirmou que a FA tende a preferir alguém com experiência na Premier League, seja ele inglês ou não se eles são a partir deste país ou de outra.

“Não vai ser a minha decisão, mas quando chegar a hora de encontrar outro técnico, eu  tenho certeza que a questão não será ‘tem que ser inglês’,”disse Dyke.

“Eu acho que na hora certa a FA vai procurar alguém que entende o futebol inglês, a cultura do nosso futebol, o que não significa necessariamente que ele tem que ter nascido na Inglaterra.”


Torcedores austríacos não perdoam Cristiano Ronaldo: “Messi, Messi…”
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Celso de Miranda

O empate em 0-0 castigou a tremenda falta de eficiência de Portugal diante da Áustria, essa tarde no Parc des Princes, em Paris, na 2ª rodada da Eurocopa, ao mesmo tempo que premiou a excelente apresentação do goleiro Robert Almer, que foi a grande figura do jogo com pelo menos 4 defesas defesas difíceis.

Maior: falha no 128º jogo pela seleção

Maior: falha no 128º jogo pela seleção

No dia em que se tornou o jogador com mais partidas pela seleção portuguesa (128), Cristiano Ronaldo fez aquilo que normalmente não faz: falhou.

O atacante perdeu a melhor oportunidade de gol da partida no segundo tempo (79′), quando chutou na trave o pênalti, que ele mesmo sofreu do zagueiro Martin Hinteregger.

No final, os torcedores da Áustria provocaram o ídolo português com o coro: “Messi, Messi”…

No primeiro tempo, Nani já havia acertado o poste numa cabeçada.

O resultado deixou Portugal em 3º lugar no Grupo F e coma obrigação de derrotar a líder Hungria (4 pontos), em Lyon, na última rodada, na quarta-feira, dia 22, sob pena de não se classificar para a fase seguinte.

Na outra partida, a Islândia (2 pontos) enfrenta a Áustria (1 ponto) em Saint-Dennis, no Stade de France.


McGregor: força extra para a Irlanda vencer a Bélgica
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Celso de Miranda

Um dos atletas mais populares na Irlanda na atualidade, o lutador de MMA Conor McGregor está fazendo sua parte para motivar e inspirar torcedores e jogadores da seleção de futebol que, depois do empate na estreia diante da Suécia, têm um tremendo desafio diante da Bélgica pelo Grupo E da Euro 2016, nesse sábado, no Stade de Bordeaux: há 50 anos, a República da Irlanda não vence a Bélgica.

Em jogos válidos por competições oficiais, a Irlanda jamais venceu: foram 2 vitórias belgas e 5 empates. A República da Irlanda disputou a Euro apenas duas vezes e em ambas as ocasiões foi eliminada na fase de grupos.

Trechos
“Temos a equipe mais experiente da competição”, diz McGregor, no discurso gravado a pedido da RTE, rede de TV irlandesa. “Não há um movimento, uma marcação, um obstáculo que vocês não conhecem ou sentiram antes.”

No discurso de quase 2 minutos, o campeão dos penas do UFC lembra que os irlandeses estão acostumados a mudar suas chances e que fazem isso lutando a cada bola, lutando a cada segundo, a cada jogo.

“Esse é o seu momento. É o nosso momento”, enfatizou McGregor, enquanto o vídeo mostra imagens da história política da Irlanda republicana, desde a Guerra pela Independência, nos anos 1920, até a votação em 2015, que fez da Irlanda o primeiro país do mundo a aprovar – em referendo popular -o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Irlanda: "Assumir o controle"

Irlanda: “Esse é o seu momento. É o nosso momento”

“Essa é a hora de apresentarmos ao mundo do futebol uma nova Irlanda. Uma Irlanda que fez por meio de duras batalhas. Uma Irlanda que se fez forte pelo sacrifício.”

Um Irlanda que não pede desculpas pelo seu sucesso e não desculpa os fracassados”, diz no trecho que a imagem mostrada é o gol com a do francês Thierry Henri, nas Eliminatórias , que deixou a Irlanda de fora da Copa do Mundo de 2010.

Uma Irlanda que se esforça para seguir em frente contra todas as probabilidades. Uma Irlanda que se levanta e luta.”

No final, Conor McGregor, que luta a revanche contra o meio-médio Nate Diaz no evento principal do UFC 202 em 20 de agosto de T-Mobile Arena, em Las Vegas, repetiu o slogan que o tornou famoso: “Lembre-se sempre, não estamos aqui para participar, estamos aqui para assumir o controle. Boa sorte rapazes, o país está com você. ”

 

 

 


Ato falho ou furo jornalístico: emissora inglesa diz que Vardy é do Arsenal
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Celso de Miranda

Além do gol de Gareth Bale, no final no primeiro tempo (42′), o torcedor inglês, que acompanhava a partida contra o País de Gales, pela 2ª rodada do Grupo B da Euro 2016, por meio do popular serviço de informações online da BBC Sports levou um susto, quando o atacante Jamie Vardy, que havia entrado no intervalo no lugar de Harry Kane, empatou o jogo aos 56′.  Sobretudo o do Leicester City.

BBC Sports: Vardy jogador do Arsenal

BBC Sports: Vardy jogador do Arsenal

Ao noticiar o gol que abriu caminho para a vitória inglesa (2-1), no Stade Bollaert-Delelis, em Lens, a BBC, que tem mais de 18 milhões de seguidores de seu serviço de atualização de informações descreveu o autor do gol como “Jamie Vardy, do Arsenal”.

Será que a BBC apenas errou, foi um lapso do tipo freudiano, ou a tradicional emissora inglesa deixou escapar uma das maiores histórias – e esperadas – transferência da próxima temporada?

Até o final da partida, a BBC não corrigiu a informação, o que levou a uma enxurrada de mensagens nas redes socias

Antes da Euro, a Imprensa inglesa vinha noticiando que o Arsenal estaria disposto a cobrir a cláusula de saída de Vardy de seu contrato com o Leicester e que o atacante apenas adiava sua decisão até o final do torneio continental.

Daniel Sturridge, outro que entrou no intervalo marcou o gol da vitória nos acréscimos.


Um ex-refugiado na Euro: artilheiro da liga sueca estreia diante da Irlanda
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Celso de Miranda

Em 12 de maio, quando foram anunciados os 23 nomes da seleção da Suécia para a Euro 2016 o de Emir Kujović provavelmente não estava entre os mais conhecidos.

Depois de ser o artilheiro (21 gols) na temporada passada, quando ajudou o IFK Norrköping a conquistar o título depois de 26 anos, Kujovic foi convocado pela primeira vez para o playoff das Eliminatória, contra a Dinamarca, em novembro.

Apesar de não ter entrado em nenhum dos dois jogos, aos 27 anos, o atacante nascido em Bijelo Polje, ex-Iugoslávia, atualmente Montenegro, se manteve no time marcando 7 gols nas 9 primeiras rodadas da liga desse ano e agora está pronto para ‘ir para o jogo’ contra a República da Irlanda, no Stade de France, em Saint Denis.

Desafios
Em janeiro, ele marcou seu primeiro gol com a camisa da seleção num amistoso contra a Finlândia (0-3). “Como todo jogador, eu sonhava em chegar à seleção” falou. “Mas eu sou um cara que gosto de desafios e a partir do momento em que eu fui convocado meu objetivo passou a ser entrar em campo e jogar.”

“Não estou feliz apenas por ser parte da equipe” afirmou. “Eu quero jogar e se eu tiver uma chance eu vou mostrar que posso fazer o meu melhor e que posso contribuir para o sucesso do time.”

“Eu sei que estou competindo com grandes jogadores, mas eu tenho confiança e acredito em mim,” disse o artilheiro Allsvenskan do ano passado.

Depois da Irlanda, a Suécia enfrenta Itália (dia 17) e Bélgica (22) no Grupo E.

Traumas
Foi um longo caminho até a França: Emir Kujović chegou à Suécia como refugiado, em 1992, com apenas 3 anos de idade.

Kujovic:  artilheiro no IFK  Norrköping

Kujovic: artilheiro no IFK Norrköping

Seus pais fugiram de Montenegro por causa da Guerra dos Balcãs junto a outras milhares de famílias, que enfrentavam uma crise não tão diferente da recente situação vivida na Síria, onde milhões de pessoas foram forçadas a abandonar suas vidas.

As lembranças de Emir, segundo ele mesmo afirma são menos traumáticas: “Saímos ainda no começo do conflito e pelo que me lembro não houve barcos, perseguições, ou tiroteios”, disse. “Não foi tão dramático como as imagens que vemos da Síria.”

“Montenegro em 1992 era um Estado independente e o exército sérvio queria obrigar todos os homens – incluindo os de famílias muçulmanas, como a nossa – a aderir e lutar na guerra ao lado deles contra outros muçulmanos na Bósnia,” conta.

“Eu ainda era criança, mas meu pai seria obrigado a entrar para o exército”, conta. “E o mais grave não era a questão de lutar contra outros muçulmanos, mas nós tínhamos tios e outros parentes viviam na Bósnia e estavam no exército bósnio.

Segundo ele, a ideia de ter que atirar em seu irmão, em seus parentes fez com os país decidissem deixar o país: “Foi muito difícil para eles”, conta Kujović.

“Nós não ouvimos cair bombas ​​e não me lembro de termos corrido nenhum risco, mas eu me lembro que em toda a viagem meu pai e minha mão choravam todos os dias, todas as noites.”

Pergunto como ele se sente quando vê pessoas ajudando refugiados e outras que querem impedi-los de chegar à Europa: “Me sinto privilegiado.Agradecido porque pudemos vir para a  Suécia”, diz.

“Por outro lado me sinto como se eu tivesse uma dívida com aqueles que não têm sido bem recebidos ou não conseguem chegar em segurança.”

Pintado de ouro: recebe prêmio de artilheiro na Suécia

Pintado de ouro: Kujovic recebe prêmio de artilheiro na Suécia

“Todos nos trataram bem. Minha família pode se instalar, dar educação a mim e a meu irmão, trabalhar”, conta. “Por isso da minha parte quando vejo as pessoas que tentam vir agora, eu acho que vale a pena ajudar, vale a pena deixar guerra, ódio e violência para trás e seguir com nossas vidas.”

Futebol
Kujovic começou a carreira no Landskrona BoIS, e se profissionalizou em 2007, no Halmstads B, mas sem chances de jogar foi imediatamente emprestado ao Falkenbergs (a 2ª divisão). Só no ano seguinte, porém quando retornou ao Halmstads estreou na Allsvsnskan.

O atacante trocou a Suécia pelo futebol sueco em 2010, emprestado ao Kayserispor, onde permaneceu até 2012. Em 2013, jogou no  Elazığspor. No ano seguinte se tranferiu para o IFK Norrköpin, onde desde então fez 58 jogos e 39 gols, incluindo os 21 da temporada passada.

O irmão mais velho de Emir, Ajsel Kujovic também se tornou jogador de futebol: na última temporada, ele atuou no Varbergs BoIS.


Imagens para estômagos fortes
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Celso de Miranda

Depois de muito futebol, violência entre torcedores e alguns golaços, o momento mais memorável dos três primeiros dias da Euro 2016 provavelmente foi capturado quase sem querer pelas câmeras de TV nesse domingo em Lille, na partida em que a Alemanha venceu a Ucrânia por 2-0, com gols de Shkodran Mustafi (19′) e Bastian Schweinsteiger, já nos acréscimos do segundo tempo.

Um momento horrível e nojento protagonizado pelo técnico alemão Joachim Lowm,  que foi flagrado perto dos 30 minutos do segundo tempo enfiando a mão direita nas calças.

Depois de alguns segundos, quando Low se sentou no banco vem a cena de revirar o estômago: o técnico cheira a própria mão.

 

Que nojo! Low coçando e cheirando

Que nojo! Low coçando e cheirando


Gol no final e briga na arquibancada marcam estreia de Rússia e Inglaterra
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Celso de Miranda

O capitão russo Vasili Berezutski, zagueiro do CSKA Moscou foi no 3º andar, mas nem precisava tanto para ganhar de cabeça do pequenino lateral Danny Rose, do Tottenham e com um gol já nos acréscimos, a Rússia conseguiu um empate com sabor de vitória diante da favorita Inglaterra no primeiro jogo das duas seleções na fase de grupos da Euro 2016, nesse sábado no Stade Vélodrome.

Os ingleses, que tiveram as melhores chances  durante a partida abriram o placar apenas aos 73′ numa cobrança de falta do zagueiro Eric Dyer.

Nas arquibancadas tomadas por 62.343 torcedores (a capacidade é de 64 mil pessoas), entre eles pelo menos 12 mil russos, a atmosfera que foi tensa desde o início por conta dos conflitos que começaram em Marselha na quinta-feira e atingiram um clímax nesse sábado, com brigas entre torcedores nas ruas por toda a cidade.

A animosidade entre os torcedores chegou a um ponto, que durante a cerimônia de abertura da partida foi marcada por um comportamento raramente visto entre torcedores ingleses, que vaiaram ostensivamente a execução do hino nacional russo.

Dentro: gol da Rússia no final acirrou animosidade entre torcedores

Dentro: gol da Rússia no final acirrou animosidade entre torcedores

Todo o ressentimento entre os torcedores explodiu em violência nas arquibancadas após o apito final: segundo relatos da jornalista russa Ilya Andreev, correspondente da TASS, que estava no local a confusão começou  quando torcedores russos invadiram o setor deixado entre as duas torcidas ofendendo e agredindo torcedores ingleses assim que a partida terminou.

“A área neutra  não foi suficiente para separar russos e ingleses”, contou. “Então os dois grupos rapidamente passaram por ela e houve agressões e correria.”

Andreev disse ainda, que os funcionários da administração, porém foram rápidos para controlar a situação: “Contamos 4 pessoas detidas, mas ainda precisaremos confirmar as informações oficiais”, disse via Twitter.

Confusão e queima de fogos pode gerar punição para Federação russa começou logo após o apito final

Confusão e queima de fogos pode gerar punição para Federação russa começou logo após o apito final

“Quando saímos do estádio, quase meia hora depois do fim do jogo, já havia um grande contingente policial”, ela conta. “Mas ninguém tem muita dúvida que essa noite ainda pode haver muita confusão na cidade, infelizmente.”

Poucos minutos antes, torcedores russos já haviam acendido sinalizadores, o que pode gerar punição até punição para a Federação Russa de Futebol (RFS).

As duas equipes voltam a jogar pelo Grupo B na próxima semana: na quarta, no Stade Pierre Mauroy, em Lille, a Rússia enfrenta a Eslováquia, que mais cedo nesse sábado estreou com derrota diante do País de Gales.

Já a Inglaterra joga na quinta-feira contra o líder País de Gales, no Stade Bollaert-Delelis, em Lens

 

 

 


A imagem… uma lição
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Celso de Miranda

Após estrear com a seleção da Suíça na Eurocopa, no Stade Bollaert-Delelis, em Lens, o meia Granit Xhaka falou sobre como foi enfrentar – e vencer – o irmão Taulant, zagueiro da Albânia por 1-0.

Xhaka versus Xhaka: nunca seremos adversários

Xhaka versus Xhaka: nunca seremos adversários

“Meu irmão e eu sempre estivemos e estaremos juntos, nos apoiando não importa o que aconteça,” disse Granit Xhaka.

“Já jogamos um contra o outro em times diferentes, agora jogamos pela primeira vez por países diferentes, mas nunca seremos adversários. Nunca. Nós jogamos, competimos, mas nunca estaremos em campos opostos.”

“Para o meu irmão e para a minha família não muda nada. Ele sabe que sempre será meu exemplo dentro e fora do campo”, disse Granit, o mais novo e mais famoso dos irmãos, recém contratado pelo Arsenal junto ao Borussia M’Gladbach.

Mamãe Xhaka: bandeira dividida na arquibancada

Mamãe Xhaka: bandeira dividida na arquibancada

Eu estou muito feliz com a vitória, mas eu acho importante é que mostramos ao mundo do futebol, que apesar de sermos adversários por 90 minutos, um jogo nunca vai ficar entre nós, não como amigos e não como irmãos.”

Suíça e Albânia voltam a jogar pelo Grupo A na quarta-feira (15): a Suíça joga em Paris, no Parc des Princes, diante da Romênia, já a Albânia enfrenta a embalada dona da casa França, no Vélodrome, em Marseille.


Sabe qual o time tem mais jogadores na Euro? Você pode se surpreender
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Celso de Miranda

À frente de gigantes como Manchester United, Real Madrid e Barcelona, Liverpool e Juventus com 12 jogadores cada um são os dois times que mais cederam jogadores às 24 seleções que disputam a Euro 2016.

Dos 12 jogadores da equipe de Jurgen Klopp que estão na França, 5 vestem a camisa da Inglaterra: James Milner, Jordan Henderson, Daniel Sturridge, Nathaniel Clyne e Adam Lallana.

Sturridge, e a 'seleção' do Liverpool na Euro

Sturridge, e a ‘seleção’ do Liverpool na Euro

Outros 3 vão defender os “Diabos Vermelhos” (a Bélgica, não o United…) e 2 no País de Gales. Alemanha e Eslováquia, com 1 jogador cada completam o “time” do Liverpool na Euro.

Clubes com mais jogadores na Euro 2016

times

Por países, é a Inglaterra quem cede mais jogadores: 139 dos 552 jogadores (cerca de 25%) dos inscritos na Euro jogam na Inglaterra. A maioria (103), como era de se esperar, em clubes da na Premier League, mas a Championship (2ª Divisão da Inglaterra) tem significativos 31 representantes na Eurocopa, mais do que a Ligue 1 francesa (22).

O atacante Will Grigg, da Irlanda do Norte é um dos 4 jogadores que vão disputar a Euro e jogaram a última temporada na League One: Grigg foi o artilheiro da 3ª Divisão da Inglaterra (25 gols) e ajudou o Wigan Athletic a conquistar o título.

O também norte-irlandês Roy Carroll, ex-goleiro do Manchester United, defendeu o Notts County da League Two (4ª divisão) na última temporada. Depois da Euro ele deve se transferir para o Linfield na Premiership da Irlanda.

Grigg: da seg divisão inglesa para a Euro

Grigg: da 3ª divisão inglesa para a Eurocopa

Ligas com mais jogadores na Euro 2016

  • Premier League (Inglaterra) ……………………………………….103
  • Bundesliga (Alemanha) ……………………………………………….57
  • Serie A (Itália) …………………………………………………………… 52
  • Super Lig (Turquia) …………………………………………………… 36
  • La Liga (Espanha) ……………………………………………………… 34
  • PLeague Russa (Rússia) …………………………………………….. 32
  • Championshio (Inglaterra/2ª divisão) …………………………. 31
  • Ligue 1 (França) ………………………………………………………… 22

Surpresas
O Tottenham forneceu 11 jogadores: 5 para a Inglaterra, 3 para a Bélgica, e 1 ao País de Gales, França e Áustria: isso é mais do que o Manchester United, cujos 10 jogadores incluem Schneiderlin e Martial, para a França, e Schweinsteiger, para os campeões do mundo, além de Wayne Rooney e Marcus Rashford, para a Inglaterra.

Talvez o mais surpreendentemente, porém é que times cheio de estrelas como Barcelona e Real Madrid (8 jogadores cada) tenham cedido menos que Shakhtar Donetsk (9), e a mesma quantidade que Basel, Fenerbahce e CSKA Moscou.

CSKA e Shakhtar dominam, respectivamente, os elencos de Rússia e Ucrânia, enquanto a equipa do Basel inclui três suíços, 2 albaneses, 2 checos, 1 austríaco e 1 islandês.

Marcus Rashford é parte de uma grande Manchester United contingente no torneio

Rashford é parte do contingente do Manchester United no torneio

A Inglaterra é a única seleção da Euro em que todos os jogadores atuam nos clubes da liga nacional: a Rússia vem a seguir, com 22 de seus 23 jogadores na Russian Premier League: a exceção é o volante/zagueiro do Schalke Roman Neustädter, que se naturalizou às vésperas do torneio.

No outro extremo Islândia, República da Irlanda e País de Gales têm todos os 23 membros do elenco atuando fora do país.

Veja a lista dos 12 times (e dos jogadores)

Juventus – 12: Alvaro Morata, Gianluigi Buffon, Andrea Barzagli, Leonardo Bonucci, Giorgio Chiellini, Stefano Sturaro e Simone Zaza (Itália, 7), Patrice Evra e Paul Pogba (França, 2), Sami Khedira (Alemanha), Mario Mandzukic (Croácia) e Stephan Lichtsteiner (Suíça, 1)

da Bélgica Divock Origi é susceptível de desempenhar um papel fora do banco para os diabos vermelhos

Origi, opção de gols para os ‘diabos vermelhos’

Liverpool – 12: Nathaniel Clyne, Jordan Henderson, Adam Lallana, James Milner e Daniel Sturridge (Inglaterra, 5), Christian Benteke, Simon Mignolet e Divock Origi (Bélgica, 3), Daniel Ward e Joe Allen (País de Gales, 2), Emre Can (Alemanha) e Martin Skrtel (Eslováquia, 1).

Tottenham – 11: Danny Rose, Kyle Walker, Dele Alli, Eric Dier e Harry Kane (Inglaterra, 5), Toby Alderweireld, Jan Vertonghen e Mousa Dembele (Bélgica, 3), Kevin Wimmer (Áustria), Hugo Lloris (França) e Ben Davies (País de Gales, 1).

Mancnester Utd – 10: Chris Smalling, Marcus Rashford e Wayne Rooney (Inglaterra, 3), Anthony Martial e Morgan Schneiderlin (França, 2), Bastian Schweinsteiger (Alemanha), Paddy McNair (Irlanda do Norte), David de Gea (Espanha), Marouane Fellaini (Bélgica) e Matteo Darmian (Itália, 1)

Bayern de Munique – 10:  Manuel Neuer, Jerome Boateng, Mario Götze, Thomas Muller, Mats Hummels e Joshua Kimmich (Alemanha, 6), Robert Lewandowski (Polônia), Thiago Alcântara (Espanha), David Alaba (Áustria) e Kingsley Coman (França, 1)

Bale vem de Madri para liderar o ataque do País de Gales

Bale vem de Madri para liderar o ataque do País de Gales

Shakhtar Donetsk – 9: Andriy Pyatov, Oleksandr Kucher, Bohdan Butko, Yaroslav Rakytskyi,  Vyacheslav Shevchuk, Taras Stepanenko, Viktor Kovalenko e Yevhen Seleznyov (Ucrânia, 8) e Darijo Srna (Croácia, 1)

Arsenal – 9: Jack Wilshere e Aaron Ramsey (Inglaterra, 2), Laurent Koscielny e Olivier Giroud (França, 2), Petr Cech e Tomas Rosicky (Rep. Checa, 2), Mesut Ozil, (Alemanha), Granit Xhaka (Suíça) e Héctor Bellerín (Espanha, 1)

Fenerbahce – 8: Gokhan Gonul, Sener Ozbayrakli, Caner Erkin, Mehmet Topal, Ozan Tufan e Volkan Sen (Turquia, 6) Bruno Alves e Nani (Portugal, 2)

Barcelona – 8: Gerard Pique, Jordi Alba, Sergio Busquets e Andres Iniesta (Espanha, 4), Marc-Andre ter Stegen (Alemanha), Ivan Rakitic (Croácia), Arda Turan (Turquia), Thomas Vermaelen (Bélgica, 1)

CSKA Moscou – 8: Igor Akinfeev, Aleksei Berezutski, Vasili Berezutski, Sergei Ignashevich, Georgi Schennikov, Alexander Golovin e Roman Shirokov (Rússia) e Pontus Wernbloom (Suécia)

Basel – 8: Michael Lang e Bréel Émbolo (Suíça, 2), Marek Suchy e Tomas Vaclik (Rep. Checa, 2), Naser Aliji e Taulant Xhaka (Albânia, 2), Marc Janko (Áustria) e Birkir Bjarnason (Islândia)

Real Madrid – 8: Sergio Ramos e Lucas Vasquez (Espanha, 2), Pepe e Cristiano Ronaldo (Portugal, 2), Luka Modric e Mateo Kovacic (Croácia, 2), Gareth Bale (País de Gales) e Toni Kroos (Alemanha)