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Com 3 gols de Giroud, França goleia Paraguai
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Celso de Miranda

A França não teve problemas para dominar e golear por 5-0 a fraca equipe do Paraguai, nessa sexta-feira em Rennes.

Os “Azuis” tiveram o controle da partida do primeiro ao último minuto e Olivier Giroud aproveitou a oportunidade para marcar seu primeiro “hat-trick” pela seleção francesa.

O atacante do Arsenal abriu o placar logo aos 6′ aproveitando passe de Ousmane Dembélé da direita.

Em seguida, aos 13′, Giroud voltou a marcar, dessa vez completando de cabeça um passe de Dimitri Payet.

Atordoado e limitado em suas ações defensivas, o Paraguai pode agradecer ir para o vestiário no intervalo com apenas 2 gols de desvantagem: Antoine Griezmann (aos 10′) e Dembélé (17′) tiveram duas grandes oportunidades para aumentar o placar.

Mas foi Giroud, no segundo tempo 68′, quem voltou a marcar, dessa fez o cruzamento foi do lateral Lucas Digne, que entrou no intervalo.

Primeira vez: atacante do Arsenal marca 3 vezes pela seleção francesa

Moussa Sissoko (75′) e Griezmann (77′) completaram a goleada.

Preparação
Líder invicta com 4 vitórias e 1 empate (13 pontos) no Grupo A das Eliminatórias na Europa, a França enfrenta a Suécia (vice-líder do Grupo, ccom 10 pontos), na próxima sexta-feira, dia 9 de junho, na Friends Arena, em Solna.

O Paraguai é o 8º colocado nas Eliminatórias, à frente apenas de Bolívia e Venezuela. O time ainda tem 4 jogos para tentar uma das vagas sul-americanas: em agosto (dia 31), o Paraguai vai ao Chile e em seguida, dia 5 de setembro recebe o Uruguai.

Depois, em outubro (dia 5) ainda enfrenta a Colômbia (fora) e encerra sua participação em casa contra a Venezuela, no dia 10.


Coreia do Norte bate a França na decisão do Mundial Feminino Sub-20
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Celso de Miranda

De virada, a Coreia do Norte venceu a França por 3-1 nesse sábado em Papua Nova Guiné e conquistou pela 2ª vez em sua história o título da Copa do Mundo Sub-20 Feminina.

A França, porém saiu na frente com um gol de Graça Geyoro logo aos 17′: a meia aproveitou a falha da goleira Myong Sun, que não segurou a falta cobrada pela atacante Maelle Garbino.

As norte-coreanas empataam ainda no primeiro tempo numa jogada rápida de contra-ataque: So Hyang lançou Phyong Hwa em profundidade pela esquerda e a atacante cruzou na pequena área para Jong Sim, que se antecipou à zagueira Thea Greboval e completou diante da goleira Mylene Chavas (30′).

Coreia do Norte: 2 títulos em 1 mês

Coreia do Norte: 2 títulos em 1 mês

No início do segundo tempo, as asiáticas viraram o jogo: após uma cobrança de falta Hwa marcou de cabeça (54′).

No final da partida, a árbitra Jana Adamakova, da República Checa, marcou pênalti da zagueira Hawa Cissoko em Hwa: Jo So Yon cobrou e definiu o placar (87′).

O título ficou em boas mãos: além de bater o Brasil por 4-2 e vencer o Grupo A, a Coreia do Norte eliminou Espanha, nas quartas, e os EUA na semifinal (2-1).

A partida foi de certa forma uma revanche da final da Copa do Mundo Sub-17 Feminina do Azerbaijão em 2012, quando os franceses derrotaram os norte-coreanos em uma disputa de pênaltis: 14 jogadoras das duas equipes participaram daquela partida.

Ueno garantiu 3a colocação para o Japão

Ueno: artilheira da Copa garantiu 3ª colocação para o Japão

É o 2º título mundial da Coreia do Norte em pouco mais de 1 mês: em outubro a seleção feminina Sub-17 venceu a Copa do Mundo da categoria, disputado na Jordânia.

Terceiro
Mais cedo, na outra partida no Estádio Port Moresby, o Japão, que eliminou o Brasil nas quartas-de-final (3-1) garantiu o 3º lugar com uma vitória sobre os EUA.

Apesar da exibição dominante, as japonesas só definiram o placar aos 87′, com Mami Ueno, que terminou como artilheira do torneio, com 5 gols.

O torneio existe desde 2002 e acontece de 2 em 2 anos: das 8 edições, Alemanha e EUA venceram 3 vezes cada e a Coreia do Norte, que havia vencido em 2006, na Rússia, conquistou seu 2º título.


Mineirão recebe prévia da final do futebol feminino nesse sábado
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Celso de Miranda

Duas das equipes mais fortes do futebol feminino atual e grandes favoritas ao Ouro Olímpico, ao lado de Alemanha e Brasil, EUA e França fazem nesse sábado no Estádio Mineirão, em Belo Horizonte, sua segunda partida pelo Grupo C: as duas equipes – número 1 e  3 do ranking da FIFA respectivamente – venceram na estreia.

Experiente, técnico e elegante, o time da França é hoje um dos mais consistentes do mundo, responsável por uma das duas únicas derrotas dos EUA desde 2014, num amistoso em Lorient, em fevereiro de 2015 (2-0): gols de Eugenie Le Sommer e Jessica Houara.

No último encontro, porém em março desse ano as norte-americanas se vingaram com uma vitória por 1-0: Alex Morgan marcou já nos acréscimos.

Os EUA venceram ainda os dois últimos jogos válidos por grandes torneios, nas Olimpíadas de 2012 (4-2, na 1ª fase) e na Copa do Mundo de 2011, na Alemanha (3-1 na semifinal).

Rivais
Mesmo sendo possível que ainda no final deste mês as duas equipes voltem a se enfrentar na fase eliminatória, com base nos antecedentes não se deve esperar que os times sejam lá muito cautelosos no sábado.

“Honestamente, enfrentar a França é um jogo enorme”, diz a veterana Megan Rapinoe. “Seria mentira nossa dizer que é apenas mais um jogo”.

“Elas são um dos melhores times do mundo e um dos times que nós respeitamos. Mas em última análise, precisamos dos três pontos para definir nossa posição no grupo”, afirma Rapinoe, que não atuou na estreia contra a Nova Zelândia.

“É outra oportunidade para afirmar a nossa posição dominante nesse grupo e no torneio.”

Com pouco tempo de descanso entre as partidas e longas distâncias entre alguns locais de jogos, o torneio de futebol desafia treinadores a tomar decisões difíceis sobre a rotação das atletas.


JO 2016 France-Colombie (4-0), les buts ! por ffftv

Os EUA, por exemplo não confirmam a escalação da meia Tobin Heath e da lateral Mallory Pugh, que fizeram a primeira partida como titulares.

Uma lesão no tornozelo deve quase que certamente afastar Pugh do jogo contra a França, fazendo com que Jill Ellis inicie com Crystal Dunn.

Na frente, as favoritas Alex Morgan e Carli Lloyd devem começar jogando, mas podem ser poupadas durante a partida.

Lindsey Horan (que saiu do banco na quarta) deve ganhar uma vaga no meio campo, poupando ou Allie Long ou Morgan Brian (que iniciaram jogando).

Horan, que em 2012 se tornou a primeira norte-americana a se profissionalizar sem passar pelo futebol universitário, quando se transferiu para o Paris Saint-Germain aos 18 anos, passou 3 temporadas e meia na França e voltou esse ano aos EUA para atuar no Portland Thorns, atual campeão da NWSL (a liga profissional de futebol feminino).

Ambição
Com uma equipe que equilibra força e habilidade e representa a diversidade atual do país, a França superou antigas forças do futebol europeu e hoje faz frente à Alemanha na liderança do futebol feminino do continente: no último fim de semana, a equipe Sub-19  venceu a Eurocopa da categoria.

Na Liga dos Campeões Feminina, Olympique de Lyon (atual campeão e base da seleção) e o PSG se colocam entre dois dos maiores clubes do mundo.

Abily: meia do Lyon foi a melhor da partida contra a Colômbia

Abily: meia do Lyon foi a melhor da partida contra a Colômbia

Na última Copa em 2015, a França foi a 3ª melhor seleção europeia (atrás de Inglaterra e Alemanha), caindo nas quartas de final, e nas Olimpíadas de Londres, em 2012 perdeu a Medalha de Bronze para o Canadá.

No entanto, Les Bleues nunca venceram um grande torneio: “Tecnicamente temos um time muito bom”, disse Camille Abily, autora de um dos gols contra a Colômbia na estreia. “A nossa força está no nosso conjunto.”

“Temos um time consistente, que joga no mesmo padrão há bastante tempo”, afirmou. “Nos defendemos bem, controlamos os passes e o ritmo de jogo.”

“É claro que sempre estamos buscando melhorar e uma vitória sobre os EUA seria um impulso inestimável para a equipe, sobretudo no aspecto psicológico.”

França e EUA se enfrentam no Mineirão a partir das 17h.


França já treina em Belo Horizonte
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Celso de Miranda

Depois de 22 horas do voo, a seleção feminina da França desembarcou  no Rio de Janeiro nessa terça-feira e seguiu para Belo Horizonte, onde as jogadoras conheceram rapidamente o Mineirão e em seguida fizeram uma rápida sessão de recuperação física.


Equipe de France Féminine : voyage et premières… por ffftv

Nessa quarta, sob o comando do técnico Philippe Bergeroo a equipe semifinalista em Londres terá dois períodos de treinamentos em Belo Horizonte, onde o time estreia nos Jogos Olímpicos no dia 3 de agosto diante da Colômbia.

Em busca do Ouro: francesas já treinam em Belo Horizonte

Em busca do Ouro: francesas já treinam em Belo Horizonte

No Mineirão, a França enfrenta ainda os Estados Unidos, no sábado, dia 6.

Em seguida, as francesas encerram sua participação na 1ª fase contra a Nova Zelândia na Fonte Nova, em Salvador (terça, 9)

Despedida
No sábado passado, França e Canadá reencenaram no Stade Abbe Deschamps, em Auxerre, a disputa pelo 3º lugar nos Jogos Olímpicos de Londres.

No último amistoso das duas seleções antes da viagem ao Brasil, a França devolveu o placar que há 4 anos garantiu a Medalha de Bronze para as canadenses e venceu por 1-0, com um gol da meia do Lyon Camille Abily, numa linda cobrança de falta.


Lista de melhores da UEFA têm 8 jogadoras do Lyon
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Celso de Miranda

A UEFA divulgou a lista de 10 jogadoras finalistas ao prêmio de Melhor Jogadora da Europa 2015/16: a vencedora será escolhida no dia 25 de agosto.

A lista foi selecionada por treinadores das 12 países mais bem classificados na Europa, de acordo com o ranking coeficiente das seleções nacionais, mais aqueles os representantes dos oito times que participaram das quartas-de-final da Liga dos Campeões na temporada passada.

Hagerberg e Le Sommer: a força do ataque do Lyon

Hagerberg e Le Sommer: a dupla de ataque do Lyon disputa o troféu

Talvez isso ajude a explica porque 8 das indicadas ao prêmio disputaram a última temporada pelo Lyon, que venceu o Wolfsburg na final e venceu a Liga dos Campeões pela 3ª vez. Além disso, o time venceu a Liga Francesa (D1) e a Copa da França.

No total, 39 jogadoras foram citadas, entre elas 2 brasileiras: Marta, do Rosengård ficou em 18ª mais votada e Cristiane do Paris Saint-Germain, a 24ª.

Decisão
Para a segunda rodada de votação em agosto é o júri será composto por 20 jornalistas especialistas na cobertura do futebol feminino:  as 3 candidatas finalistas serão reveladas no dia 5 de agosto.

O mesmo júri, em seguida, votam novamente e escolhem a vencedora, que será anunciada em Mônaco, durante a cerimônia de sorteio da fase de grupos Liga dos Campeões na quinta-feira 25 de Agosto.

As francesas são maioria na lista: 6 atletas atuam na seleção da França.

As 3 últimas vencedoras anteriores foram alemãs e agora já estão aposentadas: Nadine Angerer (Frankfurt/2013), Nadine Kessler (Wolfsburg/2014), Célia Okoyino Sasic (Frankfurt/2015). Hoje há duas alemãs na lista.

Louise Nècib, do Lyon: uma das favoritas

Louise Nécib, cérebro do Lyon: uma das favoritas

Campeã mundial em 2011, Saki Kumagai, japonesa que marcou o pênalti decisivo na vitória do Lyon sobre o Wolfsburg é a única jogadora de fora da Europa.

Veja as candidatas (em ordem alfabética):

  • Ada Hegerberg (Lyon / Noruega)
  • Alexandra Popp (Wolfsburg / Alemanha)
Popp: artilheira das "Lobas" na lista das melhores

Popp: artilheira das “Lobas” na lista das melhores

  • Amandine Henry (Lyon/ França, se transferiu para o Portland Thorns em 16/17)
  • Amel Majri (Lyon / France)
  • Camille Abily (Lyon / France)
  •  Dszenifer Marozsán (Frankfurt / Alemanha, se transferiu para o Lyon em 16/17)
  • Eugenie Le Sommer (Lyon / France)
  • Louisa Nécib (Lyon / France)
  • Saki Kumagai (Lyon / Japão)
  • Wendie Renard (Lyon / France)

Les Bleues vencem a China
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Celso de Miranda

Em fase final de preparação para os Jogos Olímpicos Rio 2016, a seleção feminina da França venceu a China por 3-0 nesse sábado, em um amistoso no estádio Charléty.

A atacante Kadidiatou Diani abriu o placar no início da partida (15′), depois de um cruzamento de Amel Majri: a atacante Eugénie Le Sommer disputou a bola com a goleira Zhao Lina, e a jogadora do Juvisy aproveitou a sobra para tocar de esquerda para o fundo das redes.

A capitã Wendie Renard ampliou aos 30′, completando de cabeça o cruzamento de Louisa Necib. Le Sommer quase aumentou
ainda no primeiro tempo: a atacante do Lyon recebeu passe de Necib na área e bateu cruzado, mas Zhao desviou a bola que ainda bateu na trave.

A melhor chance da China aconteceu no 2º tempo, com a atacante Wang Shanshan, que fez boa jogada pela direita e ia colocando Gao Chen em condições de marcar, mas a goleira Amandine Gerrard fez boa defesa.

Busca:

Busca:

No final, a capitã Li Dongna derrubou Diani na área e a árbitra suíça Desiree Grundbacher marcou pênalti: a jovem meia Claire Lavogez cobrou e marcou (81′), para a festa dos mais de 8 mil torcedores em Paris.

Foi a primeira derrota do time do técnico Bruno Bini desde o 2-0 contra Estados Unidos em dezembro: desde então, o time havia se classificado invicto no Pré-olímpico da Ásia, no Japão, e vencido os 5 amistosos visando os Jogos Olímpicos.

A China ainda enfrenta o Canadá na quarta-feira (20) e o Zimbábue no dia 29 de julho, já em São Paulo. No sábado (23), é a vez da França enfrentar o Canadá em seu último amistoso antes de viajar para o Brasil.

Le Sommer: boas chances

Le Sommer: boas chances

Olimpíadas
Depois do 4º lugar em Londres, a França vem ao Brasil com expectativa de chegar ao pódio e estreia contra a Colômbia, no dia 3, em Belo Horizonte. Ainda no Mineirão, a França enfrenta os EUA, no dia 6 e encerra sua participação no Grupo G contra a Nova Zelândia, no dia 9, na Fonte Nova, em Salvador.

A China está no Grupo E, e estreia contra o Brasil, no dia 3, no Maracanã, onde enfrenta também a África do Sul, no dia 6. No dia 9, joga com a Suécia, no Mané Garrincha em Brasília.


Com base no time do Lyon, França anuncia seleção olímpica
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Celso de Miranda

Dez dias depois de 28 jogadoras começarem a preparação da seleção francesa feminina para os Jogos Olímpicos do Rio, no dia 30 de junho, em Ploufragan, o técnico Philippe Bergeroo, anunciou as 18 atletas que irão disputar o torneio olímpico e as 4 que permanecem como suplentes.

A lista de 22 jogadores, aprovada pelo Comitê Executivo da Federação Francesa de Futebol, que será apresentada nessa quarta-feira 13 de julho, continuará a sua preparação para Centro de Treinamento em Clairefontaine até o dia 25.

Até lá as semifinalistas em Londres fazem mais dois amistosos contra equipes que também disputam os Jogos: nesse sábado (16), a França, 3ª no Ranking da FIFA, enfrenta a China (12ª) em Paris. No sábado seguinte (23), é a vez do Canadá (10º), em Auxerre.

Durante o torneio olímpico, as ‘Azuis’ estão no Grupo G e estreiam contra a Colômbia no dia 3 agosto, no Mineirão. Em seguida, no dia 6,  enfrentam as favoritas dos EUA, ainda em Belo Horizonte, e encerram a primeira fase contra a Nova Zelândia, na Arena Amazônia, no dia 9.

“Mantivemos a base do time que já vinha trabalhando e disputando as Eliminatórias da Euro,” disse Bergeroo.”Mas num torneio de tiro curto, com poucos dias de descanso entre os jogos e viagens desgastantes, e tendo que trabalhar com um grupo reduzido, o aspecto físico foi um fator relevante para escolha.

Os dias de treinamento incluíram além de muito condicionamento físico com o preparador Cedric Voutier, atividades como aulas de caiaque e trilhas em mountainbike.

Segundo ele, o time está muito animado para disputar as Olimpíadas no Brasil: “Vencer uma medalha olímpica é um objetivo que todos almejamos, mas para as jogadoras é algo especial, que elas já estão vivenciando por antecipação. Todo o grupo está muito dedicado a isso, e essa atitude é muito positiva.”

Uma das favoritas, França chegou às semifinais em Londres

Uma das favoritas, França chegou às semifinais em Londres

Base
O Olympique Lyonnais, campeão francês e europeu é a base da seleção e cedeu 12 das 18 titulares: o Paris Saint-Germain cedeu outras 3 e o Juvisy uma. Duas jogadoras atuam fora do país, uma na Alemanha, outra nos Estados Unidos.

O futebol feminino será uma das 9 equipes, que vão representar a França no Rio, ao lado do basquete masculino e feminino, do handebol masculino e feminino, do vôlei masculino e feminino, do rúgbi de 7 masculino e do pólo aquático masculino.

Veja a lista completa 18 (+4):

  • Goleiras: Sarah Bouhaddi (Lyon) e Meline Gerard (Lyon)
  • Laterais: Sabrina Delannoy (Paris Saint-Germain), Laura Georges (PSG) e Jessica Houara (Lyon),
  • Defensores: Amel Majri (Lyon), Griedge Mbock Bathy (Lyon), Wendie Renard (Lyon)
  • Meio-campistas: Camille Abily (Lyon), Élise Bussaglia (Wolfsburg/ALE), Kadidiatou Diani (Juvisy), Kheira Hamraoui (Lyon), Amandine Henry (Portland Thorns/EUA), Claire Lavogez (Lyon), Louisa Necib e Elodie Thomis (Lyon)
  • Atacantes Marie-Laure Delie (PSG) e Eugénie Le Sommer (Lyon)
  • Reservas: Kenza Dali (Lyon), Sakina Karchaoui (Montpellier), Clarisse Le Bihan (Monptellier), Laetitia Philippe (Montpellier)

Técnico: Philippe Bergeroo


Recém contratado pelo Barça, zagueiro deve ser titular contra a Islândia
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Celso de Miranda

Quando contar para seus filhos sobre esses últimos dias, o francês Samuel Umtiti pode repetir as palavras que usou nas redes sociais: “uma loucura.”

Depois de treinar entre os titulares durante essa semana – ao lado de Laurent Koscielny, na vaga de Adil Rami, suspenso devidos aos cartões amarelos -, o zagueiro de 22 anos pode fazer a sua primeira partida pela seleção principal nas quartas de final da Euro, nesse domingo contra a Islândia.

Na quinta-feira, o jogador formado no Lyon foi anunciado como próximo reforço do Barcelona para a temporada 2016-17, numa transferência de R$ 90 milhões.

Umtiti é a grande história da seleção francesa nessa Euro 2016: integrante da primeira lista de 30 jogadores, o zagueiro acabou cortado por Didier Deschamps, permanecendo apenas como um dos suplentes à disposição do treinador em caso de necessidade.

Nascido em Yaoundé, no Camarões, Umtiti se destacou em todas as seleções de base da França, onde fez 47 jogos, inclusive na campanha do título Mundial Sub-20 em 2013.

Pronto: Umtiti deve estrear na seleção principal contra a Inslândia

Pronto: Umtiti deve estrear na seleção principal contra a Inslândia

Sua presença no time principal parecia uma questão de tempo e a chance apareceu com as lesões de Raphaël Varane, do Real Madrid e Jérémy Mathieu, do Barcelona, e após a suspensão de Mamadou Sakho, do Liverpool, por doping.

Em sua última coletiva, nesse sábado, perguntado diretamente se Umtiti estaria confirmado na vaga de Rami, Deschamps elogiou o jogador, mas desconversou sobre a escalação:

Ele é um jogador jovem, que tem excelente experiência por já ter jogado na Liga dos Campeões com Olympique Lyonnais e que foi Campeão do Mundo com a Sub-20.”

“E se ele está indo para onde vai [Barcelona], isso não é por acaso”, argumentou. “Ele está pronto. É um jogador que tem muitas qualidades, tem boa técnica e força, que é o que se exige hoje dos zagueiros de alto nível.”

Orgulho de Lyon
Produto do Centro de Formação do Olympique Lyonnais, reconhecidamente um dos melhores do futebol francês, Umtiti chegou ao clube com 8 anos e passou por todas as categorias.

“É um excelente jogador que tem qualidades defensivas, incrível combatividade e uma velocidade impressionante,” afirma Remi Garde, treinador que o lançou entre os profissionais, com 17 anos.

“Ele sempre teve mesmo desde muito jovem uma excelente compreensão do jogo ao redor dele, o que faz dele um central diferenciado.”

Umtiti estreou na Ligue 1 em janeiro de 2012. e graças ao seu sentido de posicionamento e leitura de jogo, ele rapidamente se tornou um dos mais completos defensores do campeonato francês

 


Evra: ‘meu desempenho não interessa’
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Celso de Miranda

Quem conhece o experiente lateral Patrice Evra sabe que ele raramente para diante dos microfones e câmeras após as partidas: nessa sexta-feira, porém depois da vitória da França por 2-1 sobre a Romênia na estreia na Eurocopa, ele fez questão de parar e foi um dos que mais tempo permaneceu na área mista do Stade de France atendendo a Imprensa.

Em quase 20 minutos de conversa, o jogador que cometeu a penalidade convertido por Bogdan Stacou analisou a performance da defesa, falou sobre o nervosismo do time no início do jogo e pediu para que os jornalistas poupem Dimitri Payet. Só de um assunto Evra não quis falar: seu próprio desempenho.

Já passei dessa fase de esquentar a cabeça: Sinto muito

Evra “Eu quero que os torcedores se orgulhem de nós, o resto não me interessa”

Veja os melhores momentos da entrevista concedida na área mista do Stade de France:

Como explicar o nervosismo do time no início do jogo?
Patrice Evra:
Há dois anos não fazíamos um jogo competitivo e havia muita apreensão. Fomos muito cuidadosos na primeira etapa, mas temos de parabenizar a equipe romena.

Você esperava um adversário tão difícil, tão ambicioso? 
Muitas pessoas pensaram que ia ser fácil, mas nós sabíamos das dificuldades que teríamos de enfrentar os romenos, ainda mais com toda a pressão de uma estreia. Mas eu amei o clima: decidimos o jogo num lance de gênio de Dimitri [Payet], mas balãovencemos a partida com a atuação da equipe, que não deixou de acreditar e de buscar a vitória em cada jogada. Essa atitude foi importante e o time passou por um teste importante. E no final fizemos os três pontos e estou muito feliz. Eu vou dormir bem essa noite.

“Decidimos o jogo num lance de gênio do Dimitri [Payet], mas vencemos a partida com a atuação coletiva de toda a equipe, que durante os 90 minutos não deixou de acreditar e de buscar a vitória em cada jogada. (Patrice Evra, 35, lateral-esquerdo, seleção francesa)

A impressão é que seleção da França sofreu fisicamente…
Eu tive a impressão de que éramos 12 em campo, apesar de ter sido melhor no segundo tempo. No início havia o time estava um pouco travado, um pouco por causa do nervosismo, que faz você queimar mais energia. Mas contra a Albânia acho que o time vai estar mais solto.

O foco ém Payet só vai atrapalhá-lo

Payet: ser o foco das atenções mais atrapalha do que ajuda

Como você viu o desempenho da defesa?
Acho que temos que parabenizar Adil [Rami] e Lawrence [Koscielny]. Adil tem sido criticado, mas fez um grande jogo. A dupla central tem feito um bom trabalho. Os romenos correram muito, com os atacantes trocando constantemente de posição, mas mesmo assim foram poucas as situações que realmente estivemos em perigo.

E novamente o time dependeu da inspiração de Dimitri Payet… .
Este é o verdadeiro Dimitri. Ir para a Inglaterra lhe fez bem, deu mais confiança e agora ele está conseguindo ter a mesmo desempenho na seleção, que ele tinha no Lille, ou no Marseille. Mas eu imploro a vocês, não fiquem queimando o cara. Virar o foco das atenções só vai prejudicá-lo agora. Vocês fizeram isso com ‘Pioche’ (Paul Pogba), com ‘Grizou’ (Antoinne Griezmann). A estrela é a equipe, o foco é o time. Dimitri não, nem Paul nem Grizou.

Pessoalmente, como você avalia o seu desempenho?
Eu estou chateado porque cometi a penalidade e prejudiquei meus companheiros. Mas eu já passei da fase de me abalar com essas coisas, eu sigo adiante e continuo a jogar o meu futebol. Meu desempenho não me interessa. Eu quero que os torcedores se orgulhem de nós, do time e eu acredito que eles hoje eles estão muito felizes.


Depois do susto, França vence na estreia com gol aos 89min
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Celso de Miranda

Após dois anos de amistosos, a França começou com com o pé direito a disputa pelo título da Euro 2016, em casa: mas foi num jogo duro e com um golaço no último minuto, que o time conquistou a vitória sobre a Romênia, por 2-1, no Stade de France.

Se os franceses – a partir do técnico Didier Deschamps – vão dormir tranquilo essa noite, podem agradecer a Dimitri Payet. Claro, claro, o futebol é um esporte de equipe, mas nessa sexta-feira além de marcar o gol da vitória, num lindo chute da intermediária, o meia-atacante do West Ham foi quem deu o passe para a cabeçada de Olivier Giroud, que abriu o placar aos 57′.

O ex-jogador do Nantes e do Olympique de Marseille foi escolhido pela UEFA como o “Melhor Jogador” da partida.

Segundo tempo
No primeiro tempo ambas equipes tiveram boas chances: logo no início o atacante  Bogdan Stancu quase marcou, mas o goleiro Hugo Lloris fez grande defesa. Mais tarde Antoine Griezmann acertou a trave numa cabeçada de dentro da pequena área.

Gol da vitória e assistência: melhor em campo

Gol da vitória e assistência: melhor em campo

Os gols, porém saíram apenas após o intervalo:a Romênia perdeu um gol incrível, com Stancu, que recebeu livre nas costas de Adil Rami, mas chutou para fora.

O gol saiu depois de uma boa boa jogada de Payet pela esquerda, Paul Pogba quase marcou mas o goleiro Ciprian Tătăruşanu fez ótima defesa. Em seguida Giroud marcou.

A Romênia chegou inesperadamente ao empate, quando o experiente Patrice Evra derrubou Nicolae Stanciu numa disputa de bola na área: Stancu bateu com categoria.

A França acusou o gol e quando parecia que o empate era definitivo, N’Golo Kanté descobriu Payet na entrada da área e este rematou fortíssimo com o seu suposto pior pé, o esquerdo, colocando a bola no ângulo oposto da baliza romena.

Jogo duro: Romênia mostrou força e surpreendeu

Jogo duro: Romênia mostrou força e surpreendeu

No final, se a França mostrou que tem o talento de um time favorito ao título, mas também revelou que ainda possui deficiências e fragilidades, principalmente na defesa, onde Rami e Kolscielny não passam a segurança desejada, e os veteranos laterais Sagna (33) e Evra (35), que apesar de contar com a confiança do técnico já não são tão rápidos como antes.

2ª vaga
Por outro lado, a Romênia mostrou um time organizado, que se tivesse um pouco mais de talento ofensivo poderia ter, inclusive complicado a partida. Se repetir essa atuação, pode buscar a 2ª vaga do Grupo A, contra Suíça e Albânia, que se enfrentam amanhã, em Lens.

França e Romênia voltam a jogar na quarta-feira (15): a França enfrenta a Albânia no Stade Vélodrome, em Marselha, enquanto a Romênia tenta a recuperação diante da Suíça no Parc des Princes, em Paris.