Blog FastFut

Arquivo : Turismo

Projeto do Comitê da Copa reúne duas paixões russas: futebol e poesia
Comentários Comente

Celso de Miranda

O portal oficial da Copa da Rússia lançou nessa quinta-feira mais um vídeo do projeto “Futebol e Poesia”, no qual jogadores  russos leem seu poema favorito.

Nesse 5º episódio da série, o atacante do Krasnodar, Fedor Smolov escolheu o poema ‘Solidão’, de Anna Ahmatova, uma das maiores poetas russas: “Muitas pedras em mim foram lançadas,” começa o artilheiro do Campeonato Russo em 2016/17. “Que eu não as temo mais.”

“O abismo se tornou uma torre sólida,
Alta entre altas torres.
Agradeço aos construtores dos altos muros,
Deixe os sentir falta da tristeza e da angústia
Daqui, vou ver o nascer do sol mais cedo,
Aqui o último raio do sol se alegra.
E nas janelas do meu quarto
As brisas do norte muitas vezes sopram
E da minha mão, uma pomba come grãos de trigo…
Quanto à minha página inacabada,
a mão da musa, divinamente calma
e delicada, terminará.” (em tradução aproximada…)

No primeiro episódio da série “Futebol Poesia”, lançado em abril, o zagueiro do CSKA Moscou Alexei Berezutski leu ‘Bétula’, de Sergei Yeseni.

O meia do Samara Yevgeni Bashikirov (que leu ‘O Poeta’, de Alexander Pushkin), o capitão do Spartak Denis Glushakov (‘Ouça’, de Vladimir Mayakovsky) e o atacante  do CSKA Fedor Chalov (‘Infância’, de Ivan Bunin), também já participaram do projeto, que deve continuar até a Copa do Mundo.

Smolov: poesia e futebol para captar a alma dos russos

Benvindo
Criado pelo Comitê Organizador do Mundial, o site Welcome2018.com (em inglês) traz informações de serviços – hotéis, transporte, restaurantes etc – para os torcedores que vão visitar o país na Copa das Confederações, que começa nesse sábado, e na Copa do Mundo em 2018.

Um dos destaques do portal, porém são as informações sobre os povos e a cultura das 11 cidades que receberão os jogos da Copa do Mundo, que começa daqui exatamente 1 ano (em 14 junho): Moscou, São Petersburgo, Kazan, Nizhny Novgorod, Saransk, Kaliningrado, Volgogrado, Yekaterinburgo, Samara, Sochi e Rostov-on-Don.

Letras
Uma das mais célebre poetas russas, Anna Akhmatova (1989-1966) viveu e escreveu sobre as grandes transformações históricas em seu país, dos czares aos soviéticos, da revolução ao stalinismo.

Poucos flagraram a vida como um processo de perda irremediável como essa grande voz lírica, que por anos foi impedida de publicar, perseguida que foi pelo stalinismo.

No Brasil, sua vida e algumas de suas obras podem ser conhecidas nos livros Anna, a Voz da Rússia (de Lauro Machado Coelho, Editora Algol, 2008), Antologia póetica (tradução de Lauro Machado Coelho, L&PM, 2009) e Poesia russa moderna (tradução de Augusto de Campos, Boris Schnaiderman e Haroldo de Campos, Perspectiva, 2012).


Olha o gol? Não, não, olha o trem!!!
Comentários Comente

Celso de Miranda

No futebol você sempre acha que já viu de tudo, até que… Na Eslováquia, um trem com locomotiva a vapor e tudo passa dentro do pequeno estádio da cidade de Jánošovka, onde o TJ Tatran Cierny Balog, time da amadora recebe seus jogos!

Quem fotografou e explicou o ocorrido foi Alexander Loidl, um advogado de Linz na Áustria, funcionário do Museu Ferroviário de Steyr.

Aficionado pelo tema, Loidl aproveita os finais de semana para viajar e fotografar antigas estradas de ferro e estações da Europa Central, que oferecem roteiros pela Áustria, Alemanha, República Checa: foi assim, que nesse sábado ele se surpreendeu quando o Trem Museu em que estava atravessou um campo de futebol “bem no meio de uma partida”, relatou.

Vlak na DobříšAus dem Moldautal über Čisovice und Mnisek nach Dobříš. Formsignale und Dampfherrlichkeit wie vor 40 Jahren …Der planmässige Verschubgüterzug war am 6.2. mit der Prager Museumslok 434.2186 unterwegs.

Posted by Alexander Loidl on Domingo, 9 de fevereiro de 2014


História da bola

O Čierny Hron Railway (“Grande Trem Preto” na língua local), funcionou entre 1898 e 1982 transportando passageiros e madeira entre as serrarias em Cierny Balog e Hronec.

Após a separação do país, foi declarada um monumento cultural da Eslováquia e desde 1992 funciona como museu.

“O futebol era praticado pelos próprios ferroviários e ali mesmo em torno da linha ferroviária surgiram os primeiros clubes, ainda no século 19, ” explica Dušan Janosovka, do Tribune. 

“Quando o Museu foi recuperado nesses últimos dez anos, ficou decidido pela comunidade que tanto a linha ferroviária quanto o estádio deveriam ser preservados.”


< Anterior | Voltar à página inicial | Próximo>